|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Língua PortuguesaEdição 219 | Janeiro 2009 | Título original: Escrever de verdade Produção de textoPara produzir textos de qualidade, seus alunos têm de saber o que querem dizer, para quem escrevem e qual é o gênero que melhor exprime essas ideias. A chave é ler muito e revisar continuamenteThais Gurgel Colaborou Tadeu Breda
TEXTOS DE QUALIDADE Editorial, biografia, fábula e
conto. Para redigir textos com significado, alunos de São Paulo,
do Recife e do Rio de Janeiro leram o gênero estudado e
aprenderam a planejar o que vão produzir e a revisar o material
antes que ele possa circular entre colegas e familiares.
Foto: Marcos Rosa
Narração, descrição e dissertação. Por muito tempo, esses três tipos de texto reinaram absolutos nas propostas de escrita. Consenso entre professores, essa maneira de ensinar a escrever foi uma das principais responsáveis pela falta de proficiência entre nossos estudantes. O trabalho baseado nas famosas composições e redações escolares tem uma fragilidade essencial: ele não garante o conhecimento necessário para produzir os textos que os alunos terão de escrever ao longo da vida. "Nessa antiga abordagem, ninguém aprendia a considerar quem seriam os leitores. Por isso, não havia a reflexão sobre a melhor estratégia para colocar uma ideia no papel", resume Telma Ferraz Leal, da Universidade Federal de Pernambuco.
Conteúdo relacionado Galeria de textos Reportagens da série Para aproximar a produção escrita das necessidades enfrentadas no dia-a-dia, o caminho atual é enfocar o desenvolvimento dos comportamentos leitores e escritores. Ou seja: levar a criança a participar de forma eficiente de atividades da vida social que envolvam ler e escrever. Noticiar um fato num jornal, ensinar os passos para fazer uma sobremesa ou argumentar para conseguir que um problema seja resolvido por um órgão público: cada uma dessas ações envolve um tipo de texto com uma finalidade, um suporte e um meio de veiculação específicos. Conhecer esses aspectos é condição mínima para decidir, enfim, o que escrever e de que forma fazer isso. Fica evidente que não são apenas as questões gramaticais ou notacionais (a ortografia, por exemplo) que ocupam o centro das atenções na construção da escrita, mas a maneira de elaborar o discurso (leia o quadro abaixo).
Expectativas de aprendizagem
No que se refere à escrita, é importante que, no fim do 5º ano, o aluno
saiba: Há outro ponto fundamental nessa transformação das atividades de
produção de texto: quem vai ler. E, nesse caso, você não conta.
"Entregar um texto para o professor é cumprir tarefa", argumenta
Fernanda Liberali, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
"Escrever não é fácil. Para que o aluno fique estimulado com a
proposta, é preciso que veja sentido nisso." O objetivo é fazer com
que um leitor ausente no momento da produção compreenda o que se
quis comunicar - e esse desafio requer diferentes aprendizagens. Quer saber mais? CONTATOS
|
|
|
|
||