[Gênesis 1]Gênesis 1
1. No
princípio criou Deus os céus e a terra.
2. A terra era sem forma e
vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava
sobre a face das águas.
3. Disse Deus: haja luz. E houve
luz.
4. Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as
trevas.
5. E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e
a manhã, o dia primeiro.
6. E disse Deus: haja um firmamento no meio
das águas, e haja separação entre águas e águas.
7. Fez, pois, Deus o
firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam
por cima do firmamento. E assim foi.
8. Chamou Deus ao firmamento céu.
E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
9. E disse Deus: Ajuntem-se
num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E
assim foi.
10. Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento
das águas mares. E viu Deus que isso era bom.
11. E disse Deus:
Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo
as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E
assim foi.
12. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente
segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua
semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
13. E
foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
14. E disse Deus: haja
luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite;
sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos;
15. e
sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim
foi.
16. Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior
para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as
estrelas.
17. E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a
terra,
18. para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre
a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.
19. E foi a tarde e a
manhã, o dia quarto.
20. E disse Deus: Produzam as águas cardumes de
seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do
céu.
21. Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres
viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo
as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso
era bom.
22. Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e
multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a
terra.
23. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
24. E
disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais
domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim
foi.
25. Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas
espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis
da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
26. E
disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine
ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e
sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a
terra.
27. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o
criou; homem e mulher os criou.
28. Então Deus os abençoou e lhes
disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre
os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam
sobre a terra.
29. Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as
ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem
como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para
mantimento.
30. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu
e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas
verdes como mantimento. E assim foi.
31. E viu Deus tudo quanto
fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia
sexto.
[Gênesis 2]Gênesis 2
1.
Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército.
2.
Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou
nesse dia de toda a obra que fizera.
3. Abençoou Deus o sétimo dia, e
o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e
fizera.
4. Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados.
No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus
5. não havia ainda
nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda
brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia
homem para lavrar a terra.
6. Um vapor, porém, subia da terra, e
regava toda a face da terra.
7. E formou o Senhor Deus o homem do pó
da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma
vivente.
8. Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do
oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado.
9. E o Senhor
Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas
para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do
conhecimento do bem e do mal.
10. E saía um rio do Éden para regar o
jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.
11. O nome do
primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há
ouro;
12. e o ouro dessa terra é bom: ali há o bdélio, e a pedra de
berilo.
13. O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a
terra de Cuche.
14. O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre
pelo oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.
15. Tomou, pois,
o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e
guardar.
16. Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore
do jardim podes comer livremente;
17. mas da árvore do conhecimento do
bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente
morrerás.
18. Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja
só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.
19. Da terra formou,
pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe
ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser
vivente, isso foi o seu nome.
20. Assim o homem deu nomes a todos os
animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o
homem não se achava ajudadora idônea.
21. Então o Senhor Deus fez cair
um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das
costelas, e fechou a carne em seu lugar;
22. e da costela que o senhor
Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
23. Então disse
o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será
chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24. Portanto deixará o
homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só
carne.
25. E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se
envergonhavam.
[Gênesis 3]Gênesis
3
1. Ora, a serpente era o mais astuto de todos os
animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim
que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2. Respondeu a
mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3.
mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis
dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4. Disse a serpente à
mulher: Certamente não morrereis.
5. Porque Deus sabe que no dia em
que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus,
conhecendo o bem e o mal.
6. Então, vendo a mulher que aquela árvore
era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar
entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também
comeu.
7. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que
estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si
aventais.
8. E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à
tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre
as árvores do jardim.
9. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e
perguntou-lhe: Onde estás?
10. Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz
no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me.
11. Deus
perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te
ordenei que não comesses?
12. Ao que respondeu o homem: A mulher que
me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi.
13. Perguntou o
Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente
enganou-me, e eu comi.
14. Então o Senhor Deus disse à serpente:
Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e
dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos
os dias da tua vida.
15. Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre
a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe
ferirás o calcanhar.
16. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a
dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu
marido, e ele te dominará.
17. E ao homem disse: Porquanto deste
ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não
comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os
dias da tua vida.
18. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás
das ervas do campo.
19. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até
que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó
tornarás.
20. Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos
os viventes.
21. E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua
mulher, e os vestiu.
22. Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se
tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que
estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva
eternamente.
23. O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden
para lavrar a terra, de que fora tomado.
24. E havendo lançado fora o
homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante
que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da
vida.
[Gênesis 4]Gênesis 4
1.
Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse:
Alcancei do Senhor um varão.
2. Tornou a dar à luz a um filho-a seu
irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da
terra.
3. Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao
Senhor.
4. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da
sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta,
5.
mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente,
e descaiu-lhe o semblante.
6. Então o Senhor perguntou a Caim: Por que
te iraste? e por que está descaído o teu semblante?
7. Porventura se
procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem,
o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves
dominar.
8. Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo,
Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou.
9. Perguntou,
pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu
o guarda do meu irmão?
10. E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue
de teu irmão está clamando a mim desde a terra.
11. Agora maldito és
tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu
irmão.
12. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força;
fugitivo e vagabundo serás na terra.
13. Então disse Caim ao Senhor: É
maior a minha punição do que a que eu possa suportar.
14. Eis que hoje
me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei
fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar
matar-me-á.
15. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a
Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim,
para que não o ferisse quem quer que o encontrasse.
16. Então saiu
Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do
Éden.
17. Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a
Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho,
Enoque.
18. A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael
gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.
19. Lameque tomou para
si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.
20. E
Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem
gado.
21. O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os
que tocam harpa e flauta.
22. A Zila também nasceu um filho,
Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a
irmã de Tubal-Caim foi Naamá.
23. Disse Lameque a suas mulheres: Ada e
Zila, ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois
matei um homem por me ferir, e um mancebo por me pisar.
24. Se Caim há
de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e sete
vezes.
25. Tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu à luz um
filho, a quem pôs o nome de Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em
lugar de Abel; porquanto Caim o matou.
26. A Sete também nasceu um
filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo, que os homens começaram a
invocar o nome do Senhor.
[Gênesis 5]Gênesis
5
1. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que
Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
2. Homem e mulher os
criou; e os abençoou, e os chamou pelo nome de homem, no dia em que foram
criados.
3. Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua
semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete.
4. E
foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos
e filhas.
5. Todos os dias que Adão viveu foram novecentos e trinta
anos; e morreu.
6. Sete viveu cento e cinco anos, e gerou a
Enos.
7. Viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos;
e gerou filhos e filhas.
8. Todos os dias de Sete foram novecentos e
doze anos; e morreu.
9. Enos viveu noventa anos, e gerou a
Quenã.
10. viveu Enos, depois que gerou a Quenã, oitocentos e quinze
anos; e gerou filhos e filhas.
11. Todos os dias de Enos foram
novecentos e cinco anos; e morreu.
12. Quenã viveu setenta anos, e
gerou a Maalalel.
13. Viveu Quenã, depois que gerou a Maalalel,
oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas.
14. Todos os dias
de Quenã foram novecentos e dez anos; e morreu.
15. Maalalel viveu
sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede.
16. Viveu Maalalel, depois
que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos; e gerou filhos e
filhas.
17. Todos os dias de Maalalel foram oitocentos e noventa e
cinco anos; e morreu.
18. Jarede viveu cento e sessenta e dois anos, e
gerou a Enoque.
19. Viveu Jarede, depois que gerou a Enoque,
oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.
20. Todos os dias de Jarede
foram novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.
21. Enoque viveu
sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.
22. Andou Enoque com Deus,
depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e
filhas.
23. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco
anos;
24. Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o
tomou.
25. Matusalém viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou a
Lameque.
26. Viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e
oitenta e dois anos; e gerou filhos e filhas.
27. Todos os dias de
Matusalém foram novecentos e sessenta e nove anos; e morreu.
28.
Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho,
29. a
quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do
trabalho de nossas mãos, os quais provêm da terra que o Senhor
amaldiçoou.
30. Viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e
noventa e cinco anos; e gerou filhos e filhas.
31. Todos os dias de
Lameque foram setecentos e setenta e sete anos; e morreu.
32. E era
Noé da idade de quinhentos anos; e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.
[Gênesis
6]Gênesis 6
1. Sucedeu que, quando os
homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram
filhas,
2. viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram
formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
3.
Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem,
porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos.
4.
Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de
Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins
eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade.
5.
Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação
dos pensamentos de seu coração era má continuamente.
6. Então
arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no
coração
7. E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que
criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me
arrependo de os haver feito.
8. Noé, porém, achou graça aos olhos do
Senhor.
9. Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em
suas gerações, e andava com Deus.
10. Gerou Noé três filhos: Sem, Cão
e Jafé.
11. A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia
de violência.
12. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida;
porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.
13.
Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a
terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a
terra.
14. Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás
compartimentos na arca, e a revestirás de betume por dentro e por
fora.
15. Desta maneira a farás: o comprimento da arca será de
trezentos côvados, a sua largura de cinqüenta e a sua altura de
trinta.
16. Farás na arca uma janela e lhe darás um côvado de altura;
e a porta da arca porás no seu lado; fá-la-ás com andares, baixo, segundo e
terceiro.
17. Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para
destruir, de debaixo do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que
há na terra expirará.
18. Mas contigo estabelecerei o meu pacto;
entrarás na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus
filhos.
19. De tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie,
farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea
serão.
20. Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas
espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie
virão a ti, para os conservares em vida.
21. Leva contigo de tudo o
que se come, e ajunta-o para ti; e te será para alimento, a ti e a
eles.
22. Assim fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o
fez.
[Gênesis 7]Gênesis 7
1.
Depois disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho
visto que és justo diante de mim nesta geração.
2. De todos os animais
limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não
são limpos, dois, o macho e sua fêmea;
3. também das aves do céu sete
e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida sua espécie sobre a face de
toda a terra.
4. Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre
a terra quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da face da terra todas
as criaturas que fiz.
5. E Noé fez segundo tudo o que o Senhor lhe
ordenara.
6. Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando o dilúvio veio
sobre a terra.
7. Noé entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as
mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio.
8. Dos
animais limpos e dos que não são limpos, das aves, e de todo réptil sobre a
terra,
9. entraram dois a dois para junto de Noé na arca, macho e
fêmea, como Deus ordenara a Noé.
10. Passados os sete dias, vieram
sobre a terra as águas do dilúvio.
11. No ano seiscentos da vida de
Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, romperam-se todas as fontes do
grande abismo, e as janelas do céu se abriram,
12. e caiu chuva sobre
a terra quarenta dias e quarenta noites.
13. Nesse mesmo dia entrou
Noé na arca, e juntamente com ele seus filhos Sem, Cão e Jafé, como também sua
mulher e as três mulheres de seus filhos,
14. e com eles todo animal
segundo a sua espécie, todo o gado segundo a sua espécie, todo réptil que se
arrasta sobre a terra segundo a sua espécie e toda ave segundo a sua espécie,
pássaros de toda qualidade.
15. Entraram para junto de Noé na arca,
dois a dois de toda a carne em que havia espírito de vida.
16. E os
que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e
o Senhor o fechou dentro.
17. Veio o dilúvio sobre a terra durante
quarenta dias; e as águas cresceram e levantaram a arca, e ela se elevou por
cima da terra.
18. Prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre
a terra; e a arca vagava sobre as águas.
19. As águas prevaleceram
excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo do céu
foram cobertos.
20. Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas;
e assim foram cobertos.
21. Pereceu toda a carne que se movia sobre a
terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre
a terra, e todo homem.
22. Tudo o que tinha fôlego do espírito de vida
em suas narinas, tudo o que havia na terra seca, morreu.
23. Assim
foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o
homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da
terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.
24. E
prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.
[Gênesis
8]Gênesis 8
1. Deus lembrou-se de Noé,
de todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca; e Deus fez
passar um vento sobre a terra, e as águas começaram a diminuir.
2.
Cerraram-se as fontes do abismo e as janelas do céu, e a chuva do céu se
deteve;
3. as águas se foram retirando de sobre a terra; no fim de
cento e cinqüenta dias começaram a minguar.
4. No sétimo mês, no dia
dezessete do mês, repousou a arca sobre os montes de Arará.
5. E as
águas foram minguando até o décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês,
apareceram os cumes dos montes.
6. Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé
a janela que havia feito na arca;
7. soltou um corvo que, saindo, ia e
voltava até que as águas se secaram de sobre a terra.
8. Depois soltou
uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da
terra;
9. mas a pomba não achou onde pousar a planta do pé, e voltou a
ele para a arca; porque as águas ainda estavam sobre a face de toda a terra; e
Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca.
10.
Esperou ainda outros sete dias, e tornou a soltar a pomba fora da
arca.
11. À tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma
folha verde de oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a
terra.
12. Então esperou ainda outros sete dias, e soltou a pomba; e
esta não tornou mais a ele.
13. No ano seiscentos e um, no mês
primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se as águas de sobre a terra. Então
Noé tirou a cobertura da arca: e olhou, e eis que a face a terra estava
enxuta.
14. No segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra
estava seca.
15. Então falou Deus a Noé, dizendo:
16. Sai da
arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus
filhos.
17. Todos os animais que estão contigo, de toda a carne, tanto
aves como gado e todo réptil que se arrasta sobre a terra, traze-os para fora
contigo; para que se reproduzam abundantemente na terra, frutifiquem e se
multipliquem sobre a terra.
18. Então saiu Noé, e com ele seus filhos,
sua mulher e as mulheres de seus filhos;
19. todo animal, todo réptil
e toda ave, tudo o que se move sobre a terra, segundo as suas famílias, saiu da
arca.
20. Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal
limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.
21.
Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a
amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é
má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de
fazer.
22. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e
ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.
[Gênesis 9]Gênesis 9
1. Abençoou Deus a Noé e a seus
filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a
terra.
2. Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do
céu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos
são entregues.
3. Tudo quanto se move e vive vos servirá de
mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado.
4. A carne,
porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
5.
Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal
o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a
vida do homem.
6. Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu
sangue derramado; porque Deus fez o homem à sua imagem.
7. Mas vós
frutificai, e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos
nela.
8. Disse também Deus a Noé, e a seus filhos com
ele:
9. Eis que eu estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa
descendência depois de vós,
10. e com todo ser vivente que convosco
está: com as aves, com o gado e com todo animal da terra; com todos os que
saíram da arca, sim, com todo animal da terra.
11. Sim, estabeleço o
meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio;
e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.
12. E disse Deus:
Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está
convosco, por gerações perpétuas:
13. O meu arco tenho posto nas
nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a
terra.
14. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e
aparecer o arco nas nuvens,
15. então me lembrarei do meu pacto, que
está entre mim e vós e todo ser vivente de toda a carne; e as águas não se
tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne.
16. O arco estará
nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perpétuo entre Deus
e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra.
17. Disse
Deus a Noé ainda: Esse é o sinal do pacto que tenho estabelecido entre mim e
toda a carne que está sobre a terra.
18. Ora, os filhos de Noé, que
saíram da arca, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã.
19.
Estes três foram os filhos de Noé; e destes foi povoada toda a
terra.
20. E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma
vinha.
21. Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da
sua tenda.
22. E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou
a seus dois irmãos que estavam fora.
23. Então tomaram Sem e Jafé uma
capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e andando virados para trás, cobriram a
nudez de seu pai, tendo os rostos virados, de maneira que não viram a nudez de
seu pai.
24. Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu
filho mais moço lhe fizera;
25. e disse: Maldito seja Canaã; servo dos
servos será de seus irmãos.
26. Disse mais: Bendito seja o Senhor, o
Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
27. Alargue Deus a Jafé, e
habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
28. Viveu
Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos.
29. E foram todos
os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos; e morreu.
[Gênesis 10]Gênesis 10
1. Estas, pois, são as gerações
dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé, aos quais nasceram filhos depois do
dilúvio.
2. Os filhos de Jafé: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal,
Meseque e Tiras.
3. Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e
Togarma.
4. Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e
Dodanim.
5. Por estes foram repartidas as ilhas das nações nas suas
terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas
nações.
6. Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e
Canaã.
7. Os filhos de Cuche: Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e
os filhos de Raamá são Sebá e Dedã.
8. Cuche também gerou a Ninrode, o
qual foi o primeiro a ser poderoso na terra.
9. Ele era poderoso
caçador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante
do Senhor.
10. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e
Calné, na terra de Sinar.
11. Desta mesma terra saiu ele para a
Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir, Calá,
12. e Résem entre Nínive
e Calá (esta é a grande cidade).
13. Mizraim gerou a Ludim, Anamim,
Leabim, Naftuim,
14. Patrusim, Casluim (donde saíram os filisteus) e
Caftorim.
15. Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e
Hete,
16. e ao jebuseu, o amorreu, o girgaseu,
17. o heveu,
o arqueu, o sineu,
18. o arvadeu, o zemareu e o hamateu. Depois se
espalharam as famílias dos cananeus.
19. Foi o termo dos cananeus
desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; e daí em direção a Sodoma, Gomorra,
Admá e Zeboim, até Lasa.
20. São esses os filhos de Cão segundo as
suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas
nações.
21. A Sem, que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmão
mais velho de Jafé, a ele também nasceram filhos.
22. Os filhos de Sem
foram: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arão.
23. Os filhos de Arão: Uz,
Hul, Geter e Más.
24. Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a
Eber.
25. A Eber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue,
porque nos seus dias foi dividida a terra; e o nome de seu irmão foi
Joctã.
26. Joctã gerou a Almodá, Selefe, Hazarmavé,
Jerá,
27. Hadorão, Usal, Dicla,
28. Obal, Abimael,
Sebá,
29. Ofir, Havilá e Jobabe: todos esses foram filhos de
Joctã.
30. E foi a sua habitação desde Messa até Sefar, montanha do
oriente.
31. Esses são os filhos de Sem segundo as suas famílias,
segundo as suas línguas, em suas terras, segundo as suas nações.
32.
Essas são as famílias dos filhos de Noé segundo as suas gerações, em suas
nações; e delas foram disseminadas as nações na terra depois do
dilúvio.
[Gênesis 11]Gênesis
11
1. Ora, toda a terra tinha uma só língua e um só
idioma.
2. E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale
na terra de Sinar; e ali habitaram.
3. Disseram uns aos outros: Eia
pois, façamos tijolos, e queimemo-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedras e
o betume de argamassa.
4. Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma
cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não
sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5. Então desceu o
Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens
edificavam;
6. e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua;
e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles
intentarem fazer.
7. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem,
para que não entenda um a língua do outro.
8. Assim o Senhor os
espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a
cidade.
9. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali
confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou
sobre a face de toda a terra.
10. Estas são as gerações de Sem. Tinha
ele cem anos, quando gerou a Arfaxade, dois anos depois do
dilúvio.
11. E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos
anos; e gerou filhos e filhas.
12. Arfaxade viveu trinta e cinco anos,
e gerou a Selá.
13. Viveu Arfaxade, depois que gerou a Selá,
quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.
14. Selá viveu
trinta anos, e gerou a Eber.
15. Viveu Selá, depois que gerou a Eber,
quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.
16. Eber viveu
trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue.
17. Viveu Eber, depois que
gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e
filhas.
18. Pelegue viveu trinta anos, e gerou a Reú.
19.
Viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos; e gerou filhos e
filhas.
20. Reú viveu trinta e dois anos, e gerou a
Serugue.
21. Viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete
anos; e gerou filhos e filhas.
22. Serugue viveu trinta anos, e gerou
a Naor.
23. Viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e
gerou filhos e filhas.
24. Naor viveu vinte e nove anos, e gerou a
Tera.
25. Viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos;
e gerou filhos e filhas.
26. Tera viveu setenta anos, e gerou a Abrão,
a Naor e a Harã.
27. Estas são as gerações de Tera: Tera gerou a
Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló.
28. Harã morreu antes de
seu pai Tera, na terra do seu nascimento, em Ur dos Caldeus.
29. Abrão
e Naor tomaram mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome
da mulher do Naor era Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de
Iscá.
30. Sarai era estéril; não tinha filhos.
31. Tomou
Tera a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua
nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir
para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram.
32. Foram
os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã.
[Gênesis
12]Gênesis 12
1. Ora, o Senhor disse a
Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra
que eu te mostrarei.
2. Eu farei de ti uma grande nação;
abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.
3.
Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em
ti serão benditas todas as famílias da terra.
4. Partiu, pois Abrão,
como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos
quando saiu de Harã.
5. Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a
Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que
lhes acresceram em Harã; e saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de
Canaã chegaram.
6. Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém, até
o carvalho de Moré. Nesse tempo estavam os cananeus na terra.
7.
Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: À tua semente darei esta terra.
Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.
8.
Então passou dali para o monte ao oriente de Betel, e armou a sua tenda,
ficando-lhe Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; também ali edificou um altar ao
Senhor, e invocou o nome do Senhor.
9. Depois continuou Abrão o seu
caminho, seguindo ainda para o sul.
10. Ora, havia fome naquela terra;
Abrão, pois, desceu ao Egito, para peregrinar ali, porquanto era grande a fome
na terra.
11. Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a
Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista;
12. e
acontecerá que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é mulher dele. E me
matarão a mim, mas a ti te guardarão em vida.
13. Dize, peço-te, que
és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma em
atenção a ti.
14. E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os
egípcios que a mulher era mui formosa.
15. Até os príncipes de Faraó a
viram e gabaram-na diante dele; e foi levada a mulher para a casa de
Faraó.
16. E ele tratou bem a Abrão por causa dela; e este veio a ter
ovelhas, bois e jumentos, servos e servas, jumentas e camelos.
17.
Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de
Sarai, mulher de Abrão.
18. Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é
isto que me fizeste? por que não me disseste que ela era tua
mulher?
19. Por que disseste: E minha irmã? de maneira que a tomei
para ser minha mulher. Agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e
vai-te.
20. E Faraó deu ordens aos seus guardas a respeito dele, os
quais o despediram a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.
[Gênesis
13]Gênesis 13
1. Subiu, pois, Abrão do
Egito para o Negebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o
acompanhava.
2. Abrão era muito rico em gado, em prata e em
ouro.
3. Nas suas jornadas subiu do Negebe para Betel, até o lugar
onde outrora estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,
4. até o lugar do
altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do Senhor.
5.
E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.
6. Ora,
a terra não podia sustentá-los, para eles habitarem juntos; porque os seus bens
eram muitos; de modo que não podiam habitar juntos.
7. Pelo que houve
contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló. E
nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra.
8. Disse,
pois, Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus
pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
9. Porventura não
está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres
a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, irei eu para a
esquerda.
10. Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do
Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e
Gomorra), e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até chegar a
Zoar.
11. E Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e partiu
para o oriente; assim se apartaram um do outro.
12. Habitou Abrão na
terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e foi armando as suas
tendas até chegar a Sodoma.
13. Ora, os homens de Sodoma eram maus e
grandes pecadores contra o Senhor.
14. E disse o Senhor a Abrão,
depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar onde
estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o oriente;
15.
porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para
sempre.
16. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira
que se puder ser contado o pó da terra, então também poderá ser contada a tua
descendência.
17. Levanta-te, percorre esta terra, no seu comprimento
e na sua largura; porque a darei a ti.
18. Então mudou Abrão as suas
tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um
altar ao Senhor.
[Gênesis 14]Gênesis
14
1. Aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinar,
Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de
Goiim,
2. que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei
de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá
(esta é Zoar).
3. Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o
Mar Salgado).
4. Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao
décimo terceiro ano rebelaram-se.
5. Por isso, ao décimo quarto ano
veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em
Asterote-Carnaim, aos zuzins em Hão, aos emins em Savé-Quiriataim,
6.
e aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao
deserto.
7. Depois voltaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e
feriram toda a terra dos amalequitas, e também dos amorreus, que habitavam em
Hazazom-Tamar.
8. Então saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá,
de Zeboim e de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de
Sidim,
9. contra Quedorlaomer, rei de Elão, Tidal, rei de Goiim,
Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra
cinco.
10. Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e
fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram
para o monte.
11. Tomaram, então, todos os bens de Sodoma e de Gomorra
com todo o seu mantimento, e se foram.
12. Tomaram também a Ló, filho
do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os bens dele, e
partiram.
13. Então veio um que escapara, e o contou a Abrão, o
hebreu. Ora, este habitava junto dos carvalhos de Manre, o amorreu, irmão de
Escol e de Aner; estes eram aliados de Abrão.
14. Ouvindo, pois, Abrão
que seu irmão estava preso, levou os seus homens treinados, nascidos em sua
casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu os reis até
Dã.
15. Dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos, e os
feriu, perseguindo-os até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.
16.
Assim tornou a trazer todos os bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e
os bens dele, e também as mulheres e o povo.
17. Depois que Abrão
voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao
encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do rei).
18.
Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus
Altíssimo;
19. e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo
Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra!
20. E bendito seja o
Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o
dízimo de tudo.
21. Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim
as pessoas; e os bens toma-os para ti.
22. Abrão, porém, respondeu ao
rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Criador dos céus
e da terra,
23. jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é
teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a
Abrão;
24. salvo tão somente o que os mancebos comeram, e a parte que
toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; que estes tomem a sua
parte.
[Gênesis 15]Gênesis
15
1. Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a
Abrão numa visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu escudo, o teu galardão
será grandíssimo.
2. Então disse Abrão: Ó Senhor Deus, que me darás,
visto que morro sem filhos, e o herdeiro de minha casa é o damasceno
Eliézer?
3. Disse mais Abrão: A mim não me tens dado filhos; eis que
um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
4. Ao que lhe veio a
palavra do Senhor, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que sair
das tuas entranhas, esse será o teu herdeiro.
5. Então o levou para
fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e
acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência.
6. E creu Abrão no
Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.
7. Disse-lhe mais:
Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra em
herança.
8. Ao que lhe perguntou Abrão: Ó Senhor Deus, como saberei
que hei de herdá-la?
9. Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três
anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um
pombinho.
10. Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os
pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não
partiu.
11. E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres; Abrão,
porém, as enxotava.
12. Ora, ao pôr do sol, caiu um profundo sono
sobre Abrão; e eis que lhe sobrevieram grande pavor e densas
trevas.
13. Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua
descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e
será afligida por quatrocentos anos;
14. sabe também que eu julgarei a
nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens.
15.
Tu, porém, irás em paz para teus pais; em boa velhice serás
sepultado.
16. Na quarta geração, porém, voltarão para cá; porque a
medida da iniqüidade dos amorreus não está ainda cheia.
17. Quando o
sol já estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma tocha de fogo,
que passaram por entre aquelas metades.
18. Naquele mesmo dia fez o
Senhor um pacto com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra,
desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates;
19. e o queneu, o
quenizeu, o cadmoneu,
20. o heteu, o perizeu, os
refains,
21. o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o
jebuseu.
[Gênesis 16]Gênesis
16
1. Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos.
Tinha ela uma serva egípcia, que se chamava Agar.
2. Disse Sarai a
Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha
serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz de
Sarai.
3. Assim Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar a egípcia, sua
serva, e a deu por mulher a Abrão seu marido, depois de Abrão ter habitado dez
anos na terra de Canaã.
4. E ele conheceu a Agar, e ela concebeu; e
vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
5.
Então disse Sarai a Abrão: Sobre ti seja a afronta que me é dirigida a mim; pus
a minha serva em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou desprezada aos
seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.
6. Ao que disse Abrão a
Sarai: Eis que tua serva está nas tuas mãos; faze-lhe como bem te parecer. E
Sarai maltratou-a, e ela fugiu de sua face.
7. Então o anjo do Senhor,
achando-a junto a uma fonte no deserto, a fonte que está no caminho de
Sur,
8. perguntou-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vieste, e para onde
vais? Respondeu ela: Da presença de Sarai, minha senhora, vou
fugindo.
9. Disse-lhe o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e
humilha-te debaixo das suas mãos.
10. Disse-lhe mais o anjo do Senhor:
Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, de modo que não será contada, por
numerosa que será.
11. Disse-lhe ainda o anjo do Senhor: Eis que
concebeste, e terás um filho, a quem chamarás Ismael; porquanto o Senhor ouviu a
tua aflição.
12. Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a
sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da
face de todos os seus irmãos.
13. E ela chamou, o nome do Senhor, que
com ela falava, El-Rói; pois disse: Não tenho eu também olhado neste lugar para
aquele que me vê?
14. Pelo que se chamou aquele poço Beer-Laai-Rói;
ele está entre Cades e Berede.
15. E Agar deu um filho a Abrão; e
Abrão pôs o nome de Ismael no seu filho que tivera de Agar.
16. Ora,
tinha Abrão oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu Ismael.
[Gênesis
17]Gênesis 17
1. Quando Abrão tinha
noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus
Todo-Poderoso; anda em minha presença, e sê perfeito;
2. e firmarei o
meu pacto contigo, e sobremaneira te multiplicarei.
3. Ao que Abrão se
prostrou com o rosto em terra, e Deus falou-lhe, dizendo:
4. Quanto a
mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás pai de muitas nações;
5.
não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por pai de muitas
nações te hei posto;
6. far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti
farei nações, e reis sairão de ti;
7. estabelecerei o meu pacto
contigo e com a tua descendência depois de ti em suas gerações, como pacto
perpétuo, para te ser por Deus a ti e à tua descendência depois de
ti.
8. Dar-te-ei a ti e à tua descendência depois de ti a terra de
tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão; e serei o seu
Deus.
9. Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu
pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações.
10.
Este é o meu pacto, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois
de ti: todo varão dentre vugar para aquele que me
11.
Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será por sinal de pacto entre
mim e vós.
12. À idade de oito dias, todo varão dentre vós será
circuncidado, por todas as vossas gerações, tanto o nascido em casa como o
comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua
linhagem.
13. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o
comprado por teu dinheiro; assim estará o meu pacto na vossa carne como pacto
perpétuo.
14. Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do
prepúcio, essa alma será extirpada do seu povo; violou o meu
pacto.
15. Disse Deus a Abraão: Quanto a Sarai, tua, mulher, não lhe
chamarás mais Sarai, porem Sara será o seu nome.
16. Abençoá-la-ei, e
também dela te darei um filho; sim, abençoá-la-ei, e ela será mãe de nações;
reis de povos sairão dela.
17. Ao que se prostrou Abraão com o rosto
em terra, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer
um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa anos?
18. Depois disse
Abraão a Deus: Oxalá que viva Ismael diante de ti!
19. E Deus lhe
respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás
Isaque; com ele estabelecerei o meu pacto como pacto perpétuo para a sua
descendência depois dele.
20. E quanto a Ismael, também te tenho
ouvido; eis que o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e multiplicá-lo-ei
grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande
nação.
21. O meu pacto, porém, estabelecerei com Isaque, que Sara te
dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro.
22. Ao acabar de
falar com Abraão, subiu Deus diante dele.
23. Logo tomou Abraão a seu
filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa e a todos os comprados por seu
dinheiro, todo varão entre os da casa de Abraão, e lhes circuncidou a carne do
prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus lhe ordenara.
24. Abraão tinha
noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do
prepúcio;
25. E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi
circuncidada a carne do prepúcio.
26. No mesmo dia foram circuncidados
Abraão e seu filho Ismael.
27. E todos os homens da sua casa, assim os
nascidos em casa, como os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram
circuncidados com ele.
[Gênesis 18]Gênesis
18
1. Depois apareceu o Senhor a Abraão junto aos
carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta da tenda, no maior calor do
dia.
2. Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em
frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e
prostrou-se em terra,
3. e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado
graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.
4. Eia,
traga-se um pouco d'água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da
árvore;
5. e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e
depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo.
Responderam-lhe: Faze assim como disseste.
6. Abraão, pois,
apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três
medidas de flor de farinha e faze bolos.
7. Em seguida correu ao gado,
apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em
prepará-lo.
8. Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que
mandara preparar, e pôs tudo diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo
da árvore, enquanto comiam.
9. Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara,
tua mulher? Ele respondeu: Está ali na tenda.
10. E um deles lhe
disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher terá
um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda, que estava atrás
dele.
11. Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a
Sara havia cessado o incômodo das mulheres.
12. Sara então riu-se
consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também
o meu senhor já velho?
13. Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu
Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um
filho?
14. Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? Ao tempo
determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho.
15.
Então Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele
respondeu: Não é assim; porque te riste.
16. E levantaram-se aqueles
homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, para os
encaminhar.
17. E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que
faço,
18. visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa
nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra?
19.
Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa
depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e
justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem
falado.
20. Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e
Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado
muito,
21. descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o
seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei.
22. Então os
homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão
ficou ainda em pé diante do Senhor.
23. E chegando-se Abraão, disse:
Destruirás também o justo com o ímpio?
24. Se porventura houver
cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos
cinqüenta justos que ali estão?
25. Longe de ti que faças tal coisa,
que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja
isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?
26. Então
disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade,
pouparei o lugar todo por causa deles.
27. Tornou-lhe Abraão, dizendo:
Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e
cinza.
26. Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco,
destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei,
se eu achar ali quarenta e cinco.
29. Continuou Abraão ainda a
falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez
assentiu: Por causa dos quarenta não o farei.
30. Disse Abraão: Ora,
não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De
novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta.
31. Tornou Abraão:
Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali
vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei.
32. Disse
ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se
porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a
destruirei.
33. E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com
Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar.
[Gênesis 19]Gênesis 19
1. À tarde chegaram os dois anjos
a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os
receber; prostrou-se com o rosto em terra,
2. e disse: Eis agora, meus
senhores, entrai, peço-vos em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e
lavai os pés; de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. Responderam
eles: Não; antes na praça passaremos a noite.
3. Entretanto, Ló
insistiu muito com eles, pelo que foram com ele e entraram em sua casa; e ele
lhes deu um banquete, assando-lhes pães ázimos, e eles comeram.
4. Mas
antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, isto é, os homens
de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os
lados;
5. e, chamando a Ló, perguntaram-lhe: Onde estão os homens que
entraram esta noite em tua casa? Traze-os cá fora a nós, para que os
conheçamos.
6. Então Ló saiu-lhes à porta, fechando-a atrás de
si,
7. e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não procedais tão
perversamente;
8. eis aqui, tenho duas filhas que ainda não conheceram
varão; eu vo-las trarei para fora, e lhes fareis como bem vos parecer: somente
nada façais a estes homens, porquanto entraram debaixo da sombra do meu
telhado.
9. Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Esse
indivíduo, como estrangeiro veio aqui habitar, e quer se arvorar em juiz! Agora
te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, isto é,
sobre Ló, e aproximavam-se para arrombar a porta.
10. Aqueles homens,
porém, estendendo as mãos, fizeram Ló entrar para dentro da casa, e fecharam a
porta;
11. e feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, tanto
pequenos como grandes, de maneira que cansaram de procurar a
porta.
12. Então disseram os homens a Ló: Tens mais alguém aqui? Teu
genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens na cidade, tira-os
para fora deste lugar;
13. porque nós vamos destruir este lugar,
porquanto o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou
a destruí-lo.
14. Tendo saído Ló, falou com seus genros, que haviam de
casar com suas filhas, e disse-lhes: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o
Senhor há de destruir a cidade. Mas ele pareceu aos seus genros como quem estava
zombando.
15. E ao amanhecer os anjos apertavam com Ló, dizendo:
levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não
pereças no castigo da cidade.
16. Ele, porém, se demorava; pelo que os
homens pegaram-lhe pela mão a ele, à sua mulher, e às suas filhas, sendo-lhe
misericordioso o Senhor. Assim o tiraram e o puseram fora da
cidade.
17. Quando os tinham tirado para fora, disse um deles:
Escapa-te, salva tua vida; não olhes para trás de ti, nem te detenhas em toda
esta planície; escapa-te lá para o monte, para que não pereças.
18.
Respondeu-lhe Ló: Ah, assim não, meu Senhor!
19. Eis que agora o teu
servo tem achado graça aos teus olhos, e tens engrandecido a tua misericórdia
que a mim me fizeste, salvando-me a vida; mas eu não posso escapar-me para o
monte; não seja caso me apanhe antes este mal, e eu morra.
20. Eis ali
perto aquela cidade, para a qual eu posso fugir, e é pequena. Permite que eu me
escape para lá (porventura não é pequena?), e viverá a minha alma.
21.
Disse-lhe: Quanto a isso também te hei atendido, para não subverter a cidade de
que acabas de falar.
22. Apressa-te, escapa-te para lá; porque nada
poderei fazer enquanto não tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da
cidade Zoar.
23. Tinha saído o sol sobre a terra, quando Ló entrou em
Zoar.
24. Então o Senhor, da sua parte, fez chover do céu enxofre e
fogo sobre Sodoma e Gomorra.
25. E subverteu aquelas cidades e toda a
planície, e todos os moradores das cidades, e o que nascia da
terra.
26. Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida em
uma estátua de sal.
27. E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao
lugar onde estivera em pé diante do Senhor;
28. e, contemplando Sodoma
e Gomorra e toda a terra da planície, viu que subia da terra fumaça como a de
uma fornalha.
29. Ora, aconteceu que, destruindo Deus as cidades da
planície, lembrou-se de Abraão, e tirou Ló do meio da destruição, ao subverter
aquelas cidades em que Ló habitara.
30. E subiu Ló de Zoar, e habitou
no monte, e as suas duas filhas com ele; porque temia habitar em Zoar; e habitou
numa caverna, ele e as suas duas filhas.
31. Então a primogênita disse
à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre a nós, segundo
o costume de toda a terra;
32. vem, demos a nosso pai vinho a beber, e
deitemo-nos com ele, para que conservemos a descendência de nosso
pai.
33. Deram, pois, a seu pai vinho a beber naquela noite; e,
entrando a primogênita, deitou-se com seu pai; e não percebeu ele quando ela se
deitou, nem quando se levantou.
34. No dia seguinte disse a
primogênita à menor: Eis que eu ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe
vinho a beber também esta noite; e então, entrando tu, deita-te com ele, para
que conservemos a descendência de nosso pai.
35. Tornaram, pois, a dar
a seu pai vinho a beber também naquela noite; e, levantando-se a menor,
deitou-se com ele; e não percebeu ele quando ela se deitou, nem quando se
levantou.
36. Assim as duas filhas de Ló conceberam de seu
pai.
37. A primogênita deu a luz a um filho, e chamou-lhe Moabe; este
é o pai dos moabitas de hoje.
38. A menor também deu à luz um filho, e
chamou-lhe Ben-Ami; este é o pai dos amonitas de hoje.
[Gênesis 20]Gênesis 20
1. Partiu Abraão dali para a
terra do Negebe, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em
Gerar.
2. E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã;
enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara.
3. Deus, porém, veio
a Abimeleque, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Eis que estás para morrer por
causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido.
4. Ora, Abimeleque
ainda não se havia chegado a ela: perguntou, pois: Senhor matarás porventura
também uma nação justa?
5. Não me disse ele mesmo: É minha irmã? e ela
mesma me disse: Ele é meu irmão; na sinceridade do meu coração e na inocência
das minhas mãos fiz isto.
6. Ao que Deus lhe respondeu em sonhos: Bem
sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho
impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la;
7.
agora, pois, restitui a mulher a seu marido, porque ele é profeta, e intercederá
por ti, e viverás; se, porém, não lha restituíres, sabe que certamente morrerás,
tu e tudo o que é teu.
8. Levantou-se Abimeleque de manhã cedo e,
chamando a todos os seus servos, falou-lhes aos ouvidos todas estas palavras; e
os homens temeram muito.
9. Então chamou Abimeleque a Abraão e lhe
perguntou: Que é que nos fizeste? e em que pequei contra ti, para trazeres sobre
mim o sobre o meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste o que não se deve
fazer.
10. Perguntou mais Abimeleque a Abraão: Com que intenção
fizeste isto?
11. Respondeu Abraão: Porque pensei: Certamente não há
temor de Deus neste lugar; matar-me-ão por causa da minha mulher.
12.
Além disso ela é realmente minha irmã, filha de meu pai, ainda que não de minha
mãe; e veio a ser minha mulher.
13. Quando Deus me fez sair errante da
casa de meu pai, eu lhe disse a ela: Esta é a graça que me farás: em todo lugar
aonde formos, dize de mim: Ele é meu irmão.
14. Então tomou Abimeleque
ovelhas e bois, e servos e servas, e os deu a Abraão; e lhe restituiu Sara, sua
mulher;
15. e disse-lhe Abimeleque: Eis que a minha terra está diante
de ti; habita onde bem te parecer.
16. E a Sara disse: Eis que tenho
dado a teu irmão mil moedas de prata; isso te seja por véu dos olhos a todos os
que estão contigo; e perante todos estás reabilitada.
17. Orou Abraão
a Deus, e Deus sarou Abimeleque, e a sua mulher e as suas servas; de maneira que
tiveram filhos;
18. porque o Senhor havia fechado totalmente todas as
madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de
Abraão.
[Gênesis 21]Gênesis
21
1. O Senhor visitou a Sara, como tinha dito, e lhe
fez como havia prometido.
2. Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na
sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara;
3. e,
Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de
Isaque.
4. E Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando tinha oito
dias, conforme Deus lhe ordenara.
5. Ora, Abraão tinha cem anos,
quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
6. Pelo que disse Sara: Deus
preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá comigo.
7. E
acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de amamentar filhos? no entanto
lhe dei um filho na sua velhice.
8. cresceu o menino, e foi desmamado;
e Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.
9.
Ora, Sara viu brincando o filho de Agar a egípcia, que esta dera à luz a
Abraão.
10. Pelo que disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu
filho; porque o filho desta serva não será herdeiro com meu filho, com
Isaque.
11. Pareceu isto bem duro aos olhos de Abraão, por causa de
seu filho.
12. Deus, porém, disse a Abraão: Não pareça isso duro aos
teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te
diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua
descendência.
13. Mas também do filho desta serva farei uma nação,
porquanto ele é da tua linhagem.
14. Então se levantou Abraão de manhã
cedo e, tomando pão e um odre de água, os deu a Agar, pondo-os sobre o ombro
dela; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu e foi andando errante
pelo deserto de Beer-Seba.
15. E consumida a água do odre, Agar deitou
o menino debaixo de um dos arbustos,
16. e foi assentar-se em frente
dele, a boa distância, como a de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu
morrer o menino. Assim sentada em frente dele, levantou a sua voz e
chorou.
17. Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando
a Agar desde o céu, disse-lhe: Que tens, Agar? não temas, porque Deus ouviu a
voz do menino desde o lugar onde está.
18. Ergue-te, levanta o menino
e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande nação.
19. E abriu-lhe
Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao
menino.
20. Deus estava com o menino, que cresceu e, morando no
deserto, tornou-se flecheiro.
21. Ele habitou no deserto de Parã; e
sua mãe tomou-lhe uma mulher da terra do Egito.
22. Naquele mesmo
tempo Abimeleque, com Ficol, o chefe do seu exército, falou a Abraão, dizendo:
Deus é contigo em tudo o que fazes;
23. agora pois, jura-me aqui por
Deus que não te haverás falsamente comigo, nem com meu filho, nem com o filho do
meu filho; mas segundo a beneficência que te fiz, me farás a mim, e à terra onde
peregrinaste.
24. Respondeu Abraão: Eu jurarei.
25. Abraão,
porém, repreendeu a Abimeleque, por causa de um poço de água, que os servos de
Abimeleque haviam tomado à força.
26. Respondeu-lhe Abimeleque: Não
sei quem fez isso; nem tu mo fizeste saber, nem tampouco ouvi eu falar nisso,
senão hoje.
27. Tomou, pois, Abraão ovelhas e bois, e os deu a
Abimeleque; assim fizeram entre, si um pacto.
28. Pôs Abraão, porém, à
parte sete cordeiras do rebanho.
29. E perguntou Abimeleque a Abraão:
Que significam estas sete cordeiras que puseste à parte?
30. Respondeu
Abraão: Estas sete cordeiras receberás da minha mão para que me sirvam de
testemunho de que eu cavei este poço.
31. Pelo que chamou aquele lugar
Beer-Seba, porque ali os dois juraram.
32. Assim fizeram uma pacto em
Beer-Seba. Depois se levantaram Abimeleque e Ficol, o chefe do seu exército, e
tornaram para a terra dos filisteus.
33. Abraão plantou uma
tamargueira em Beer-Seba, e invocou ali o nome do Senhor, o Deus
eterno.
34. E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos
dias.
[Gênesis 22]Gênesis 22
1.
Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E
este respondeu: Eis-me aqui.
2. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho;
o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em
holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar.
3. Levantou-se,
pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus
moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para
ir ao lugar que Deus lhe dissera.
4. Ao terceiro dia levantou Abraão
os olhos, e viu o lugar de longe.
5. E disse Abraão a seus moços:
Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de
adorarmos, voltaremos a vós.
6. Tomou, pois, Abraão a lenha do
holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho; tomou também na mão o fogo e o
cutelo, e foram caminhando juntos.
7. Então disse Isaque a Abraão, seu
pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque:
Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
8.
Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho.
E os dois iam caminhando juntos.
9. Havendo eles chegado ao lugar que
Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou,
a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha.
10. E,
estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho.
11. Mas o
anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu:
Eis-me aqui.
12. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o
mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que
não me negaste teu filho, o teu único filho.
13. Nisso levantou Abraão
os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no
mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu
filho.
14. Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se
diz até o dia de hoje: No monte do Senhor se proverá.
15. Então o anjo
do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu,
16. e disse:
Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu
filho, o teu único filho,
17. que deveras te abençoarei, e grandemente
multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que
está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus
inimigos;
18. e em tua descendência serão benditas todas as nações da
terra; porquanto obedeceste à minha voz.
19. Então voltou Abraão aos
seus moços e, levantando-se, foram juntos a Beer-Seba; e Abraão habitou em
Beer-Seba.
20. Depois destas coisas anunciaram a Abraão, dizendo: Eis
que também Milca tem dado à luz filhos a Naor, teu irmão:
21. Uz o seu
primogênito, e Buz seu irmão, e Quemuel, pai de Arão,
22. e Quesede,
Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel.
23. E Betuel gerou a Rebeca. Esses
oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão.
24. E a sua concubina,
que se chamava Reumá, também deu à luz a Teba, Gaão, Taás e
Maacá.
[Gênesis 23]Gênesis
23
1. Ora, os anos da vida de Sara foram cento e vinte
e sete.
2. E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de
Canaã; e veio Abraão lamentá-la e chorar por ela:
3. Depois se
levantou Abraão de diante do seu morto, e falou aos filhos de Hete,
dizendo:
4. Estrangeiro e peregrino sou eu entre vós; dai-me o direito
de um lugar de sepultura entre vós, para que eu sepulte o meu morto, removendo-o
de diante da minha face.
5. Responderam-lhe os filhos de
Hete:
6. Ouve-nos, senhor; príncipe de Deus és tu entre nós; enterra o
teu morto na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua
sepultura, para enterrares o teu morto.
7. Então se levantou Abraão e,
inclinando-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete,
8.
falou-lhes, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte o meu morto de diante
de minha face, ouvi-me e intercedei por mim junto a Efrom, filho de
Zoar,
9. para que ele me dê a cova de Macpela, que possui no fim do
seu campo; que ma dê pelo devido preço em posse de sepulcro no meio de
vós.
10. Ora, Efrom estava sentado no meio dos filhos de Hete; e
respondeu Efrom, o heteu, a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, isto é, de
todos os que entravam pela porta da sua cidade, dizendo:
11. Não, meu
senhor; ouve-me. O campo te dou, também te dou a cova que nele está; na presença
dos filhos do meu povo te dou; sepulta o teu morto.
12. Então Abraão
se inclinou diante do povo da terra,
13. e falou a Efrom, aos ouvidos
do povo da terra, dizendo: Se te agrada, peço-te que me ouças. Darei o preço do
campo; toma-o de mim, e sepultarei ali o meu morto.
14. Respondeu
Efrom a Abraão:
15. Meu senhor, ouve-me. Um terreno do valor de
quatrocentos siclos de prata! que é isto entre mim e ti? Sepulta, pois, o teu
morto.
16. E Abraão ouviu a Efrom, e pesou-lhe a prata de que este
tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, moeda
corrente entre os mercadores.
17. Assim o campo de Efrom, que estava
em Macpela, em frente de Manre, o campo e a cova que nele estava, e todo o
arvoredo que havia nele, por todos os seus limites ao redor, se
confirmaram
18. a Abraão em possessão na presença dos filhos de Hete,
isto é, de todos os que entravam pela porta da sua cidade.
19. Depois
sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de
Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.
20. Assim o campo e a cova que
nele estava foram confirmados a Abraão pelos filhos de Hete em possessão de
sepultura.
[Gênesis 24]Gênesis
24
1. Ora, Abraão era já velho e de idade avançada; e
em tudo o Senhor o havia abençoado.
2. E disse Abraão ao seu servo, o
mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão
debaixo da minha coxa,
3. para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus
do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos
cananeus, no meio dos quais eu habito;
4. mas que irás à minha terra e
à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.
5.
Perguntou-lhe o servo: Se porventura a mulher não quiser seguir-me a esta terra,
farei, então, tornar teu filho à terra donde saíste?
6. Respondeu-lhe
Abraão: Guarda-te de fazeres tornar para lá meu filho.
7. O Senhor,
Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e
que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua o semente darei esta terra; ele
enviará o seu anjo diante de si, para que tomes de lá mulher para meu
filho.
8. Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste
meu juramento; somente não farás meu filho tornar para lá.
9. Então
pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre
este negócio.
10. Tomou, pois, o servo dez dos camelos do seu senhor,
porquanto todos os bens de seu senhor estavam em sua mão; e, partindo, foi para
a Mesopotâmia, à cidade de Naor.
11. Fez ajoelhar os camelos fora da
cidade, junto ao poço de água, pela tarde, à hora em que as mulheres saíam a
tirar água.
12. E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me
hoje, peço-te, bom êxito, e usa de benevolência para com o meu senhor
Abraão.
13. Eis que eu estou em pé junto à fonte, e as filhas dos
homens desta cidade vêm saindo para tirar água;
14. faze, pois, que a
donzela a quem eu disser: Abaixa o teu cântaro, peço-te, para que eu beba; e ela
responder: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; seja aquela que
designaste para o teu servo Isaque. Assim conhecerei que usaste de benevolência
para com o meu senhor.
15. Antes que ele acabasse de falar, eis que
Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía
com o seu cântaro sobre o ombro.
16. A donzela era muito formosa à
vista, virgem, a quem varão não havia conhecido; ela desceu à fonte, encheu o
seu cântaro e subiu.
17. Então o servo correu-lhe ao encontro, e
disse: Deixa-me beber, peço-te, um pouco de água do teu cântaro.
18.
Respondeu ela: Bebe, meu senhor. Então com presteza abaixou o seu cântaro sobre
a mão e deu-lhe de beber.
19. E quando acabou de lhe dar de beber,
disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de
beber.
20. Também com presteza despejou o seu cântaro no bebedouro e,
correndo outra vez ao poço, tirou água para todos os camelos dele.
21.
E o homem a contemplava atentamente, em silêncio, para saber se o Senhor havia
tornado próspera a sua jornada, ou não.
22. Depois que os camelos
acabaram de beber, tomou o homem um pendente de ouro, de meio siclo de peso, e
duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro;
23. e
perguntou: De quem és filha? dize-mo, peço-te. Há lugar em casa de teu pai para
nós pousarmos?
24. Ela lhe respondeu: Eu sou filha de Betuel, filho de
Milca, o qual ela deu a Naor.
25. Disse-lhe mais: Temos palha e
forragem bastante, e lugar para pousar.
26. Então inclinou-se o homem
e adorou ao Senhor;
27. e disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu
senhor Abraão, que não retirou do meu senhor a sua benevolência e a sua verdade;
quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu
senhor.
28. A donzela correu, e relatou estas coisas aos da casa de
sua mãe.
29. Ora, Rebeca tinha um irmão, cujo nome era Labão, o qual
saiu correndo ao encontro daquele homem até a fonte;
30. porquanto
tinha visto o pendente, e as pulseiras sobre as mãos de sua irmã, e ouvido as
palavras de sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele homem; e foi ter
com o homem, que estava em pé junto aos camelos ao lado da fonte.
31.
E disse: Entra, bendito do Senhor; por que estás aqui fora? pois eu já preparei
a casa, e lugar para os camelos.
32. Então veio o homem à casa, e
desarreou os camelos; deram palha e forragem para os camelos e água para lavar
os pés dele e dos homens que estavam com ele.
33. Depois puseram
comida diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que tenha exposto a
minha incumbência. Respondeu-lhe Labão: Fala.
34. Então disse: Eu sou
o servo de Abraão.
35. O Senhor tem abençoado muito ao meu senhor, o
qual se tem engrandecido; deu-lhe rebanhos e gado, prata e ouro, escravos e
escravas, camelos e jumentos.
36. E Sara, a mulher do meu senhor,
mesmo depois, de velha deu um filho a meu senhor; e o pai lhe deu todos os seus
bens.
37. Ora, o meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher
para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;
38.
irás, porém, à casa de meu pai, e à minha parentela, e tomarás mulher para meu
filho.
39. Então respondi ao meu senhor: Porventura não me seguirá a
mulher.
40. Ao que ele me disse: O Senhor, em cuja presença tenho
andado, enviará o seu anjo contigo, e prosperará o teu caminho; e da minha
parentela e da casa de meu pai tomarás mulher para meu filho;
41.
então serás livre do meu juramento, quando chegares à minha parentela; e se não
te derem, livre serás do meu juramento.
42. E hoje cheguei à fonte, e
disse: Senhor, Deus de meu senhor Abraão, se é que agora prosperas o meu
caminho, o qual venho seguindo,
43. eis que estou junto à fonte; faze,
pois, que a donzela que sair para tirar água, a quem eu disser: Dá-me, peço-te,
de beber um pouco de água do teu cântaro,
44. e ela me responder: Bebe
tu, e também tirarei água para os teus camelos; seja a mulher que o Senhor
designou para o filho de meu senhor.
45. Ora, antes que eu acabasse de
falar no meu coração, eis que Rebeca saía com o seu cântaro sobre o ombro,
desceu à fonte e tirou água; e eu lhe disse: Dá-me de beber,
peço-te.
46. E ela, com presteza, abaixou o seu cântaro do ombro, e
disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; assim bebi, e ela deu
também de beber aos camelos.
47. Então lhe perguntei: De quem és
filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu. Então eu
lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras sobre as mãos;
48. e,
inclinando-me, adorei e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me
havia conduzido pelo caminho direito para tomar para seu filho a filha do irmão
do meu senhor.
49. Agora, pois, se vós haveis de usar de benevolência
e de verdade para com o meu senhor, declarai-mo; e se não, também mo declarai,
para que eu vá ou para a direita ou para a esquerda.
50. Então
responderam Labão e Betuel: Do Senhor procede este negócio; nós não podemos
falar-te mal ou bem.
51. Eis que Rebeca está diante de ti, toma-a e
vai-te; seja ela a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o
Senhor.
52. Quando o servo de Abraão ouviu as palavras deles,
prostrou-se em terra diante do Senhor:
53. e tirou o servo jóias de
prata, e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas
preciosas a seu irmão e a sua mãe.
54. Então comeram e beberam, ele e
os homens que com ele estavam, e passaram a noite. Quando se levantaram de
manhã, disse o servo: Deixai-me ir a meu senhor.
55. Disseram o irmão
e a mãe da donzela: Fique ela conosco alguns dias, pelo menos dez dias; e depois
irá.
56. Ele, porém, lhes respondeu: Não me detenhas, visto que o
Senhor me tem prosperado o caminho; deixai-me partir, para que eu volte a meu
senhor.
57. Disseram-lhe: chamaremos a donzela, e perguntaremos a ela
mesma.
58. Chamaram, pois, a Rebeca, e lhe perguntaram: Irás tu com
este homem; Respondeu ela: Irei.
59. Então despediram a Rebeca, sua
irmã, e à sua ama e ao servo de Abraão e a seus homens;
60. e
abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irmã nossa, sê tu a mãe de milhares de
miríades, e possua a tua descendência a porta de seus
aborrecedores!
61. Assim Rebeca se levantou com as suas moças e,
montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo, tomando a Rebeca,
partiu.
62. Ora, Isaque tinha vindo do caminho de Beer-Laai-Rói; pois
habitava na terra do Negebe.
63. Saíra Isaque ao campo à tarde, para
meditar; e levantando os olhos, viu, e eis que vinham camelos.
64.
Rebeca também levantou os olhos e, vendo a Isaque, saltou do
camelo
65. e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo
campo ao nosso encontro? respondeu o servo: É meu senhor. Então ela tomou o véu
e se cobriu.
66. Depois o servo contou a Isaque tudo o que
fizera.
67. Isaque, pois, trouxe Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe;
tomou-a e ela lhe foi por mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi consolado
depois da morte de sua mãe.
[Gênesis 25]Gênesis
25
1. Ora, Abraão tomou outra mulher, que se chamava
Quetura.
2. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e
Suá.
3. Jocsã gerou a Seba e Dedã. Os filhos de Dedã foram Assurim,
Letusim e Leumim.
4. Os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Hanoque,
Abidá e Eldá; todos estes foram filhos de Quetura.
5. Abraão, porém,
deu tudo quanto possuía a Isaque;
6. no entanto aos filhos das
concubinas que Abraão tinha, deu ele dádivas; e, ainda em vida, os separou de
seu filho Isaque, enviando-os ao Oriente, para a terra oriental.
7.
Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que ele viveu: cento e
setenta e, cinco anos.
8. E Abraão expirou, morrendo em boa velhice,
velho e cheio de dias; e foi congregado ao seu povo.
9. Então Isaque e
Ismael, seus filhos, o sepultaram na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho
de Zoar, o heteu, que estava em frente de Manre,
10. o campo que
Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali foi sepultado Abraão, e Sara, sua
mulher.
11. Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu
filho; e habitava Isaque junto a Beer-Laai-Rói.
12. Estas são as
gerações de Ismael, filho de Abraão, que Agar, a egípcia, serva de Sara, lhe
deu;
13. e estes são os nomes dos filhos de Ismael pela sua ordem,
segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar,
Abdeel, Mibsão,
14. Misma, Dumá, Massá,
15. Hadade, Tema,
Jetur, Nafis e Quedemá.
16. Estes são os filhos de Ismael, e estes são
os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus acampamentos: doze príncipes segundo
as suas tribos.
17. E estes são os anos da vida de Ismael, cento e
trinta e sete anos; e ele expirou e, morrendo, foi congregado ao seu
povo.
18. Eles então habitaram desde Havilá até Sur, que está em
frente do Egito, como quem vai em direção da Assíria; assim Ismael se
estabeleceu diante da face de todos os seus irmãos.
19. E estas são as
gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;
20. e
Isaque tinha quarenta anos quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel,
arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, arameu.
21. Ora, Isaque orou
insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto ela era estéril; e o Senhor
ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.
22. E os filhos
lutavam no ventre dela; então ela disse: Por que estou eu assim? E foi consultar
ao Senhor.
23. Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, e
dois povos se dividirão das tuas estranhas, e um povo será mais forte do que o
outro povo, e o mais velho servirá ao mais moço.
24. Cumpridos que
foram os dias para ela dar à luz, eis que havia gêmeos no seu
ventre.
25. Saiu o primeiro, ruivo, todo ele como um vestido de pelo;
e chamaram-lhe Esaú.
26. Depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao
calcanhar de Esaú; pelo que foi chamado Jacó. E Isaque tinha sessenta anos
quando Rebeca os deu à luz.
27. Cresceram os meninos; e Esaú tornou-se
perito caçador, homem do campo; mas Jacó, homem sossegado, que habitava em
tendas.
28. Isaque amava a Esaú, porque comia da sua caça; mas Rebeca
amava a Jacó.
29. Jacó havia feito um guisado, quando Esaú chegou do
campo, muito cansado;
30. e disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te,
comer desse guisado vermelho, porque estou muito cansado. Por isso se chamou
Edom.
31. Respondeu Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de
primogenitura.
32. Então replicou Esaú: Eis que estou a ponto e
morrer; logo, para que me servirá o direito de primogenitura?
33. Ao
que disse Jacó: Jura-me primeiro. Jurou-lhe, pois; e vendeu o seu direito de
primogenitura a Jacó.
34. Jacó deu a Esaú pão e o guisado e lentilhas;
e ele comeu e bebeu; e, levantando-se, seguiu seu caminho. Assim desprezou Esaú
o seu direito de primogenitura.
[Gênesis 26]Gênesis
26
1. Sobreveio à terra uma fome, além da primeira, que
ocorreu nos dias de Abraão. Por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus,
em Gerar.
2. E apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito;
habita na terra que eu te disser;
3. peregrina nesta terra, e serei
contigo e te abençoarei; porque a ti, e aos que descenderem de ti, darei todas
estas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão teu pai;
4. e
multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu, e lhe darei todas
estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da
terra;
5. porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu
mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
6.
Assim habitou Isaque em Gerar.
7. Então os homens do lugar
perguntaram-lhe acerca de sua mulher, e ele respondeu: É minha irmã; porque
temia dizer: É minha mulher; para que porventura, dizia ele, não me matassem os
homens daquele lugar por amor de Rebeca; porque era ela formosa à
vista.
8. Ora, depois que ele se demorara ali muito tempo, Abimeleque,
rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava
brincando com Rebeca, sua mulher.
9. Então chamou Abimeleque a Isaque,
e disse: Eis que na verdade é tua mulher; como pois disseste: E minha irmã?
Respondeu-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por sua
causa.
10. Replicou Abimeleque: Que é isso que nos fizeste? Facilmente
se teria deitado alguém deste povo com tua mulher, e tu terias trazido culpa
sobre nós.
11. E Abimeleque ordenou a todo o povo, dizendo: Qualquer
que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá.
12. Isaque
semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o
abençoou.
13. E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo até que
se tornou mui poderoso;
14. e tinha possessões de rebanhos e de gado,
e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam.
15.
Ora, todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai
Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.
16. E Abimeleque
disse a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do
que nós.
17. Então Isaque partiu dali e, acampando no vale de Gerar,
lá habitou.
18. E Isaque tornou a cavar os poços que se haviam cavado
nos dias de Abraão seu pai, pois os filisteus os haviam entulhado depois da
morte de Abraão; e deu-lhes os nomes que seu pai lhes dera.
19.
Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas
vivas.
20. E os pastores de Gerar contenderam com os pastores de
Isaque, dizendo: Esta água é nossa. E ele chamou ao poço Eseque, porque
contenderam com ele.
21. Então cavaram outro poço, pelo qual também
contenderam; por isso chamou-lhe Sitna.
22. E partiu dali, e cavou
ainda outro poço; por este não contenderam; pelo que chamou-lhe Reobote,
dizendo: Pois agora o Senhor nos deu largueza, e havemos de crescer na
terra.
23. Depois subiu dali a Beer-Seba.
24. E apareceu-lhe
o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai; não temas,
porque eu sou contigo, e te abençoarei e multiplicarei a tua descendência por
amor do meu servo Abraão.
25. Isaque, pois, edificou ali um altar e
invocou o nome do Senhor; então armou ali a sua tenda, e os seus servos cavaram
um poço.
26. Então Abimeleque veio a ele de Gerar, com Aüzate, seu
amigo, e Ficol, o chefe do seu exército.
27. E perguntou-lhes Isaque:
Por que viestes ter comigo, visto que me odiais, e me repelistes de
vós?
28. Responderam eles: Temos visto claramente que o Senhor é
contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e
façamos um pacto contigo,
29. que não nos farás mal, assim como nós
não te havemos tocado, e te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz.
Agora tu és o bendito do Senhor.
30. Então Isaque lhes deu um
banquete, e comeram e beberam.
31. E levantaram-se de manhã cedo e
juraram de parte a parte; depois Isaque os despediu, e eles se despediram dele
em paz.
32. Nesse mesmo dia vieram os servos de Isaque e deram-lhe
notícias acerca do poço que haviam cavado, dizendo-lhe: Temos achado
água.
33. E ele chamou o poço Seba; por isso é o nome da cidade
Beer-Seba até o dia de hoje.
34. Ora, quando Esaú tinha quarenta anos,
tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, o heteu e a Basemate, filha de Elom,
o heteu.
35. E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de
espírito.
[Gênesis 27]Gênesis
27
1. Quando Isaque já estava velho, e se lhe
enfraqueciam os olhos, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho
mais velho, e disse-lhe: Meu filho! Ele lhe respondeu: Eis-me aqui!
2.
Disse-lhe o pai: Eis que agora estou velho, e não sei o dia da minha
morte;
3. toma, pois, as tuas armas, a tua aljava e o teu arco; e sai
ao campo, e apanha para mim alguma caça;
4. e faze-me um guisado
saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; a fim de que a minha alma
te abençoe, antes que morra.
5. Ora, Rebeca estava escutando quando
Isaque falou a Esaú, seu filho. Saiu, pois, Esaú ao campo para apanhar caça e
trazê-la.
6. Disse então Rebeca a Jacó, seu filho: Eis que ouvi teu
pai falar com Esaú, teu irmão, dizendo:
7. Traze-me caça, e faze-me um
guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe diante do Senhor, antes da
minha morte.
8. Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que
eu te ordeno:
9. Vai ao rebanho, e traze-me de lá das cabras dois bons
cabritos; e eu farei um guisado saboroso para teu pai, como ele
gosta;
10. e levá-lo-ás a teu pai, para que o coma, a fim de te
abençoar antes da sua morte.
11. Respondeu, porém, Jacó a Rebeca, sua
mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é peludo, e eu sou liso.
12. Porventura
meu pai me apalpará e serei a seus olhos como enganador; assim trarei sobre mim
uma maldição, e não uma bênção.
13. Respondeu-lhe sua mãe: Meu filho,
sobre mim caia essa maldição; somente obedece à minha voz, e vai
trazer-mos.
14. Então ele foi, tomou-os e os trouxe a sua mãe, que fez
um guisado saboroso como seu pai gostava.
15. Depois Rebeca tomou as
melhores vestes de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e
vestiu a Jacó, seu filho mais moço;
16. com as peles dos cabritos
cobriu-lhe as mãos e a lisura do pescoço;
17. e pôs o guisado saboroso
e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó, seu filho.
18. E veio
Jacó a seu pai, e chamou: Meu pai! E ele disse:
Eis-me aqui; quem és tu, meu
filho?
19. Respondeu Jacó a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito;
tenho feito como me disseste; levanta-te, pois, senta-te e come da minha caça,
para que a tua alma me abençoe.
20. Perguntou Isaque a seu filho: Como
é que tão depressa a achaste, filho meu? Respondeu ele: Porque o Senhor, teu
Deus, a mandou ao meu encontro.
21. Então disse Isaque a Jacó:
Chega-te, pois, para que eu te apalpe e veja se és meu filho Esaú mesmo, ou
não.
22. chegou-se Jacó a Isaque, seu pai, que o apalpou, e disse: A
voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú.
23. E não o
reconheceu, porquanto as suas mãos estavam peludas, como as de Esaú seu irmão; e
abençoou-o.
24. No entanto perguntou: Tu és mesmo meu filho Esaú? E
ele declarou: Eu o sou.
25. Disse-lhe então seu pai: Traze-mo, e
comerei da caça de meu filho, para que a minha alma te abençoe: E Jacó lho
trouxe, e ele comeu; trouxe-lhe também vinho, e ele bebeu.
26.
Disse-lhe mais Isaque, seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, meu
filho.
27. E ele se aproximou e o beijou; e seu pai, sentindo-lhe o
cheiro das vestes o abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o
cheiro de um campo que o Senhor abençoou.
28. Que Deus te dê do
orvalho do céu, e dos lugares férteis da terra, e abundância de trigo e de
mosto;
29. sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de
teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; sejam malditos os que te
amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.
30. Tão logo
Isaque acabara de abençoar a Jacó, e este saíra da presença de seu pai, chegou
da caça Esaú, seu irmão;
31. e fez também ele um guisado saboroso e,
trazendo-o a seu pai, disse-lhe: Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu
filho, para que a tua alma me abençoe.
32. Perguntou-lhe Isaque, seu
pai: Quem és tu? Respondeu ele: Eu sou teu filho, o teu primogênito,
Esaú.
33. Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande e
disse: Quem, pois, é aquele que apanhou caça e ma trouxe? Eu comi de tudo, antes
que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.
34. Esaú, ao ouvir
as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado, e disse a seu pai:
Abençoa-me também a mim, meu pai!
35. Respondeu Isaque: Veio teu irmão
e com sutileza tomou a tua bênção.
36. Disse Esaú: Não se chama ele
com razão Jacó, visto que já por duas vezes me enganou? tirou-me o direito de
primogenitura, e eis que agora me tirou a bênção. E perguntou: Não reservaste
uma bênção para mim?
37. Respondeu Isaque a Esaú: Eis que o tenho
posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e
de trigo e de mosto o tenho fortalecido. Que, pois, poderei eu fazer por ti, meu
filho?
38. Disse Esaú a seu pai: Porventura tens uma única bênção, meu
pai? Abençoa-me também a mim, meu pai. E levantou Esaú a voz, e
chorou.
39. Respondeu-lhe Isaque, seu pai: Longe dos lugares férteis
da terra será a tua habitação, longe do orvalho do alto céu;
40. pela
tua espada viverás, e a teu irmão, serviras; mas quando te tornares impaciente,
então sacudirás o seu jugo do teu pescoço.
41. Esaú, pois, odiava a
Jacó por causa da bênção com que seu pai o tinha abençoado, e disse consigo: Vêm
chegando os dias de luto por meu pai; então hei de matar Jacó, meu
irmão.
42. Ora, foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu
filho mais velho; pelo que ela mandou chamar Jacó, seu filho mais moço, e lhe
disse: Eis que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo
matar-te.
43. Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz; levanta-te,
refugia-te na casa de Labão, meu irmão, em Harã,
44. e demora-te com
ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;
45. até que se
desvie de ti a ira de teu irmão, e ele se esqueça do que lhe fizeste; então
mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada de vós ambos num só
dia?
46. E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por
causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher dentre as filhas de Hete, tais
como estas, dentre as filhas desta terra, para que viverei?
[Gênesis
28]Gênesis 28
1. Isaque, pois, chamou
Jacó, e o abençoou, e ordenou-lhe, dizendo: Não tomes mulher dentre as filhas de
Canaã.
2. Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua
mãe, e toma de lá uma mulher dentre as filhas de Labão, irmão de tua
mãe.
3. Deus Todo-Poderoso te abençoe, te faça frutificar e te
multiplique, para que venhas a ser uma multidão de povos; seu
4. e te
dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que herdes a
terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.
5. Assim despediu
Isaque a Jacó, o qual foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de
Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.
6. Ora, viu Esaú que Isaque abençoara a
Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar de lá mulher para si, e que,
abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher dentre as filhas de
Canaã,
7. e que Jacó, obedecendo a seu pai e a sua mãe, fora a
Padã-Arã;
8. vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos
olhos de Isaque seu pai,
9. foi-se Esaú a Ismael e, além das mulheres
que já tinha, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, irmã
de Nebaiote.
10. Partiu, pois, Jacó de Beer-Seba e se foi em direção a
Harã;
11. e chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se
havia posto; e, tomando uma das pedras do lugar e pondo-a debaixo da cabeça,
deitou-se ali para dormir.
12. Então sonhou: estava posta sobre a
terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; e eis que os anjos de Deus subiam e
desciam por ela;
13. por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou
o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás
deitado, eu a darei a ti e à tua descendência;
14. e a tua
descendência será como o pó da terra; dilatar-te-ás para o ocidente, para o
oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua descendência serão
benditas todas as famílias da terra.
15. Eis que estou contigo, e te
guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois não te
deixarei até que haja cumprido aquilo de que te tenho falado.
16. Ao
acordar Jacó do seu sono, disse: Realmente o Senhor está neste lugar; e eu não o
sabia.
17. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é
outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
18. Jacó
levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabeça, e a pôs
como coluna; e derramou-lhe azeite em cima.
19. E chamou aquele lugar
Betel; porém o nome da cidade antes era Luz.
20. Fez também Jacó um
voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e
me der pão para comer e vestes para vestir,
21. de modo que eu volte
em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus,
22. então esta
pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres,
certamente te darei o dízimo.
[Gênesis 29]Gênesis
29
1. Então pôs-se Jacó a caminho e chegou à terra dos
filhos do Oriente.
2. E olhando, viu ali um poço no campo, e três
rebanhos de ovelhas deitadas junto dele; pois desse poço se dava de beber aos
rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.
3.
Ajuntavam-se ali todos os rebanhos; os pastores removiam a pedra da boca do
poço, davam de beber às ovelhas e tornavam a pôr a pedra no seu lugar sobre a
boca do poço.
4. Perguntou-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois?
Responderam eles: Somos de Harã.
5. Perguntou-lhes mais: Conheceis a
Labão, filho de Naor; Responderam: Conhecemos.
6. Perguntou-lhes
ainda: vai ele bem? Responderam: Vai bem; e eis ali Raquel, sua filha, que vem
chegando com as ovelhas.
7. Disse ele: Eis que ainda vai alto o dia;
não é hora de se ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide
apascentá-las.
8. Responderam: Não podemos, até que todos os rebanhos
se ajuntem, e seja removida a pedra da boca do poço; assim é que damos de beber
às ovelhas.
9. Enquanto Jacó ainda lhes falava, chegou Raquel com as
ovelhas de seu pai; porquanto era ela quem as apascentava.
10. Quando
Jacó viu a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão,
irmão de sua mãe, chegou-se, revolveu a pedra da boca do poço e deu de beber às
ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.
11. Então Jacó beijou a Raquel e,
levantando a voz, chorou.
12. E Jacó anunciou a Raquel que ele era
irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca. Raquel, pois foi correndo para
anunciá-lo a, seu pai.
13. Quando Labão ouviu essas novas de Jacó,
filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou à sua
casa. E Jacó relatou a Labão todas essas, coisas.
14. Disse-lhe Labão:
Verdadeiramente tu és meu osso e minha carne. E Jacó ficou com ele um mês
inteiro.
15. Depois perguntou Labão a Jacó: Por seres meu irmão hás de
servir-me de graça? Declara-me, qual será o teu salário?
16. Ora,
Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Léia, e o da mais moça
Raquel.
17. Léia tinha os olhos enfermos, enquanto que Raquel era
formosa de porte e de semblante.
18. Jacó, porquanto amava a Raquel,
disse: Sete anos te servirei para ter a Raquel, tua filha mais
moça.
19. Respondeu Labão: Melhor é que eu a dê a ti do que a outro;
fica comigo.
20. Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e
estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava.
21. Então
Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está cumprido; para
que eu a tome por mulher.
22. Reuniu, pois, Labão todos os homens do
lugar, e fez um banquete.
23. À tarde tomou a Léia, sua filha e a
trouxe a Jacó, que esteve com ela.
24. E Labão deu sua serva Zilpa por
serva a Léia, sua filha.
25. Quando amanheceu, eis que era Léia; pelo
que perguntou Jacó a Labão: Que é isto que me fizeste? Porventura não te servi
em troca de Raquel? Por que, então, me enganaste?
26. Respondeu Labão:
Não se faz assim em nossa terra; não se dá a menor antes da
primogênita.
27. Cumpre a semana desta; então te daremos também a
outra, pelo trabalho de outros sete anos que ainda me servirás.
28.
Assim fez Jacó, e cumpriu a semana de Léia; depois Labão lhe deu por mulher sua
filha Raquel.
29. E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua
filha.
30. Então Jacó esteve também com Raquel; e amou a Raquel muito
mais do que a Léia; e serviu com Labão ainda outros sete anos.
31.
Viu, pois, o Senhor que Léia era desprezada e tornou-lhe fecunda a madre;
Raquel, porém, era estéril.
32. E Léia concebeu e deu à luz um filho,
a quem chamou Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição; agora
me amará meu marido.
33. Concebeu outra vez, e deu à luz um filho; e
disse: Porquanto o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me também este. E lhe
chamou Simeão.
34. Concebeu ainda outra vez e deu à luz um filho e
disse: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho
dado. Portanto lhe chamou Levi.
35. De novo concebeu e deu à luz um
filho; e disse: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso lhe chamou Judá. E cessou
de ter filhos.
[Gênesis 30]Gênesis
30
1. Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve
inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão eu morro.
2.
Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel; e disse: Porventura estou eu no
lugar de Deus que te impediu o fruto do ventre?
3. Respondeu ela: Eis
aqui minha serva Bila; recebe-a por mulher, para que ela dê à luz sobre os meus
joelhos, e eu deste modo tenha filhos por ela.
4. Assim lhe deu a
Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a conheceu.
5. Bila concebeu e deu
à luz um filho a Jacó.
6. Então disse Raquel: Julgou-me Deus; ouviu a
minha voz e me deu um filho; pelo que lhe chamou Dã.
7. E Bila, serva
de Raquel, concebeu outra vez e deu à luz um segundo filho a Jacó.
8.
Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã, e tenho
vencido; e chamou-lhe Naftali.
9. Também Léia, vendo que cessara de
ter filhos, tomou a Zilpa, sua serva, e a deu a Jacó por mulher.
10. E
Zilpa, serva de Léia, deu à luz um filho a Jacó.
11. Então disse Léia:
Afortunada! e chamou-lhe Gade.
12. Depois Zilpa, serva de Léia, deu à
luz um segundo filho a Jacó.
13. Então disse Léia: Feliz sou eu!
porque as filhas me chamarão feliz; e chamou-lhe Aser.
14. Ora, saiu
Rúben nos dias da ceifa do trigo e achou mandrágoras no campo, e as trouxe a
Léia, sua mãe. Então disse Raquel a Léia: Dá-me, peço, das mandrágoras de teu
filho.
15. Ao que lhe respondeu Léia: É já pouco que me hajas tirado
meu marido? queres tirar também as mandrágoras de meu filho? Prosseguiu Raquel:
Por isso ele se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu
filho.
16. Quando, pois, Jacó veio à tarde do campo, saiu-lhe Léia ao
encontro e disse: Hás de estar comigo, porque certamente te aluguei pelas
mandrágoras de meu filho. E com ela deitou-se Jacó aquela noite.
17. E
ouviu Deus a Léia, e ela concebeu e deu a Jacó um quinto filho.
18.
Então disse Léia: Deus me tem dado o meu galardão, porquanto dei minha serva a
meu marido. E chamou ao filho Issacar.
19. Concebendo Léia outra vez,
deu a Jacó um sexto filho;
20. e disse: Deus me deu um excelente dote;
agora morará comigo meu marido, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe
Zebulom.
21. Depois. disto deu à luz uma filha, e chamou-lhe
Diná.
22. Também lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a tornou
fecunda.
23. De modo que ela concebeu e deu à luz um filho, e disse:
Tirou-me Deus o opróbrio.
24. E chamou-lhe José, dizendo:
Acrescente-me o Senhor ainda outro filho.
25. Depois que Raquel deu à
luz a José, disse Jacó a Labão: Despede-me a fim de que eu vá para meu lugar e
para minha terra.
26. Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos,
pelas quais te tenho servido, e deixa-me ir; pois tu sabes o serviço que te
prestei.
27. Labão lhe respondeu: Se tenho achado graça aos teus
olhos, fica comigo; pois tenho percebido que o Senhor me abençoou por amor de
ti.
28. E disse mais: Determina-me o teu salário, que to
darei.
29. Ao que lhe respondeu Jacó: Tu sabes como te hei servido, e
como tem passado o teu gado comigo.
30. Porque o pouco que tinhas
antes da minha vinda tem se multiplicado abundantemente; e o Senhor te tem
abençoado por onde quer que eu fui. Agora, pois, quando hei de trabalhar também
por minha casa?
31. Insistiu Labão: Que te darei? Então respondeu
Jacó: Não me darás nada; tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho se me
fizeres isto:
32. Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele
todos os salpicados e malhados, e todos os escuros entre as ovelhas, e os
malhados e salpicados entre as cabras; e isto será o meu salário.
33.
De modo que responderá por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres
ver o meu salário assim exposto diante de ti: tudo o que não for salpicado e
malhado entre as cabras e escuro entre as ovelhas, esse, se for achado comigo,
será tido por furtado.
34. Concordou Labão, dizendo: Seja conforme a
tua palavra.
35. E separou naquele mesmo dia os bodes listrados e
malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, tudo em que havia algum
branco, e todos os escuros entre os cordeiros e os deu nas mãos de seus
filhos;
36. e pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó
apascentava o restante dos rebanhos de Labão.
37. Então tomou Jacó
varas verdes de estoraque, de amendoeira e de plátano e, descascando nelas
riscas brancas, descobriu o branco que nelas havia;
38. e as varas que
descascara pôs em frente dos rebanhos, nos cochos, isto é, nos bebedouros, onde
os rebanhos bebiam; e conceberam quando vinham beber.
39. Os rebanhos
concebiam diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e
malhadas.
40. Então separou Jacó os cordeiros, e fez os rebanhos olhar
para os listrados e para todos os escuros no rebanho de Labão; e pôs seu rebanho
à parte, e não pôs com o rebanho de Labão.
41. e todas as vezes que
concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas nos bebedouros, diante dos
olhos do rebanho, para que concebessem diante das varas;
42. mas
quando era fraco o rebanho, ele não as punha. Assim as fracas eram de Labão, e
as fortes de Jacó.
43. E o homem se enriqueceu sobremaneira, e teve
grandes rebanhos, servas e servos, camelos e jumentos.
[Gênesis 31]Gênesis 31
1. Jacó, entretanto, ouviu as
palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem levado tudo o que era de
nosso pai, e do que era de nosso pai adquiriu ele todas estas,
riquezas.
2. Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para
com ele como dantes.
3. Disse o Senhor, então, a Jacó: Volta para a
terra de teus pais e para a tua parentela; e eu serei contigo.
4. Pelo
que Jacó mandou chamar a Raquel e a Léia ao campo, onde estava o seu
rebanho,
5. e lhes disse: vejo que o rosto de vosso pai para comigo
não é como anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado
comigo.
6. Ora, vós mesmas sabeis que com todas as minhas forças tenho
servido a vosso pai.
7. Mas vosso pai me tem enganado, e dez vezes
mudou o meu salário; Deus, porém, não lhe permitiu que me fizesse
mal.
8. Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário;
então todo o rebanho dava salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados
serão o teu salário, então todo o rebanho dava listrados.
9. De modo
que Deus tem tirado o gado de vosso pai, e mo tem dado a mim.
10. Pois
sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, levantei os olhos e num sonho
vi que os bodes que cobriam o rebanho eram listrados, salpicados e
malhados.
11. Disse-me o anjo de Deus no sonho: Jacó! Eu respondi:
Eis-me aqui.
12. Prosseguiu o anjo: Levanta os teus olhos e vê que
todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque
tenho visto tudo o que Labão te vem fazendo.
13. Eu sou o Deus de
Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te, pois,
sai-te desta terra e volta para a terra da tua parentela.
14. Então
lhe responderam Raquel e Léia: Temos nós ainda parte ou herança na casa de nosso
pai?
15. Não somos tidas por ele como estrangeiras? pois nos vendeu, e
consumiu todo o nosso preço.
16. Toda a riqueza que Deus tirou de
nosso pai é nossa e de nossos filhos; portanto, faze tudo o que Deus te
mandou.
17. Levantou-se, pois, Jacó e fez montar seus filhos e suas
mulheres sobre os camelos;
18. e levou todo o seu gado, e toda a sua
fazenda, que havia adquirido, o gado que possuía, que havia adquirido em
Padã-Arã, a fim de ir ter com Isaque, seu pai, à terra de Canaã.
19.
Ora, tendo Labão ido tosquiar as suas ovelhas, Raquel furtou os ídolos que
pertenciam a seu pai.
20. Jacó iludiu a Labão, o arameu, não lhe
fazendo saber que fugia;
21. e fugiu com tudo o que era seu; e,
levantando-se, passou o Rio, e foi em direção à montanha de
Gileade.
22. Ao terceiro dia foi Labão avisado de que Jacó havia
fugido.
23. Então, tomando consigo seus irmãos, seguiu atrás de Jacó
jornada de sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade.
24. Mas
Deus apareceu de noite em sonho a Labão, o arameu, e disse-lhe: Guardate, que
não fales a Jacó nem bem nem mal.
25. Alcançou, pois, Labão a Jacó.
Ora, Jacó tinha armado a sua tenda na montanha; armou também Labão com os seus
irmãos a sua tenda na montanha de Gileade.
26. Então disse Labão a
Jacó: Que fizeste, que me iludiste e levaste minhas filhas como cativas da
espada?
27. Por que fizeste ocultamente, e me iludiste e não mo
fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria e com cânticos, ao som de
tambores e de harpas;
28. Por que não me permitiste beijar meus filhos
e minhas filhas? Ora, assim procedeste nesciamente.
29. Está no poder
da minha mão fazer-vos o mal, mas o Deus de vosso pai falou-me ontem à noite,
dizendo: Guarda-te, que não fales a Jacó nem bem nem mal.
30. Mas
ainda que quiseste ir embora, porquanto tinhas saudades da casa de teu pai, por
que furtaste os meus deuses?
31. Respondeu-lhe Jacó: Porque tive medo;
pois dizia comigo que tu me arrebatarias as tuas filhas.
32. Com quem
achares os teus deuses, porém, esse não viverá; diante de nossos irmãos descobre
o que é teu do que está comigo, e leva-o contigo. Pois Jacó não sabia que Raquel
os tinha furtado.
33. Entrou, pois, Labão na tenda de Jacó, na tenda
de Léia e na tenda das duas servas, e não os achou; e, saindo da tenda de Léia,
entrou na tenda de Raquel.
34. Ora, Raquel havia tomado os ídolos e os
havia metido na albarda do camelo, e se assentara em cima deles. Labão apalpou
toda a tenda, mas não os achou.
35. E ela disse a seu pai: Não se
acenda a ira nos olhos de meu senhor, por eu não me poder levantar na tua
presença, pois estou com o incômodo das mulheres. Assim ele procurou, mas não
achou os ídolos.
36. Então irou-se Jacó e contendeu com Labão,
dizendo: Qual é a minha transgressão? qual é o meu pecado, que tão furiosamente
me tens perseguido?
37. Depois de teres apalpado todos os meus móveis,
que achaste de todos os móveis da tua casar. Põe-no aqui diante de meus irmãos e
de teus irmãos, para que eles julguem entre nós ambos.
38. Estes vinte
anos estive eu contigo; as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não
comi os carneiros do teu rebanho.
39. Não te trouxe eu o despedaçado;
eu sofri o dano; da minha mão requerias tanto o furtado de dia como o furtado de
noite.
40. Assim andava eu; de dia me consumia o calor, e de noite a
geada; e o sono me fugia dos olhos.
41. Estive vinte anos em tua casa;
catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; dez
vezes mudaste o meu salário.
42. Se o Deus de meu pai, o Deus de
Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim, certamente hoje me mandarias embora
vazio. Mas Deus tem visto a minha aflição e o trabalho das minhas mãos, e
repreendeu-te ontem à noite.
43. Respondeu-lhe Labão: Estas filhas são
minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e este rebanho é meu rebanho, e
tudo o que vês é meu; e que farei hoje a estas minhas filhas, ou aos filhos que
elas tiveram?
44. Agora pois vem, e façamos um pacto, eu e tu; e sirva
ele de testemunha entre mim e ti.
45. Então tomou Jacó uma pedra, e a
erigiu como coluna.
46. E disse a seus irmãos: Ajuntai pedras.
Tomaram, pois, pedras e fizeram um montão, e ali junto ao montão
comeram.
47. Labão lhe chamou Jegar-Saaduta, e Jacó chamou-lhe
Galeede.
48. Disse, pois, Labão: Este montão é hoje testemunha entre
mim e ti. Por isso foi chamado Galeede;
49. e também Mizpá, porquanto
disse: Vigie o Senhor entre mim e ti, quando estivermos apartados um do
outro.
50. Se afligires as minhas filhas, e se tomares outras mulheres
além das minhas filhas, embora ninguém esteja conosco, lembra-te de que Deus é
testemunha entre mim e ti.
51. Disse ainda Labão a Jacó: Eis aqui este
montão, e eis aqui a coluna que levantei entre mim e ti.
52. Seja este
montão testemunha, e seja esta coluna testemunha de que, para mal, nem passarei
eu deste montão a ti, nem passarás tu deste montão e desta coluna a
mim.
53. O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles,
julgue entre nós. E jurou Jacó pelo Temor de seu pai Isaque.
54. Então
Jacó ofereceu um sacrifício na montanha, e convidou seus irmãos para comerem
pão; e, tendo comido, passaram a noite na montanha.
55. Levantou-se
Labão de manhã cedo, beijou seus filhos e suas filhas e os abençoou; e,
partindo, voltou para o seu lugar.
[Gênesis 32]Gênesis
32
1. Jacó também seguiu o seu caminho; e
encontraram-no os anjos de Deus.
2. Quando Jacó os viu, disse: Este é
o exército de Deus. E chamou àquele lugar Maanaim.
3. Então enviou
Jacó mensageiros diante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, o território
de Edom,
4. tendo-lhes ordenado: Deste modo falareis a meu senhor
Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e com ele
fiquei até agora;
5. e tenho bois e jumentos, rebanhos, servos e
servas; e mando comunicar isso a meu senhor, para achar graça aos teus
olhos.
6. Depois os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos ter
com teu irmão Esaú; e, em verdade, vem ele para encontrar-te, e quatrocentos
homens com ele.
7. Jacó teve muito medo e ficou aflito; dividiu em
dois bandos o povo que estava com ele, bem como os rebanhos, os bois e os
camelos;
8. pois dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro
bando escapará.
9. Disse mais Jacó: o Deus de meu pai Abraão, Deus de
meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Volta para a tua terra, e para a tua
parentela, e eu te farei bem!
10. Não sou digno da menor de todas as
tuas beneficências e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo;
porque com o meu cajado passei este Jordão, e agora volto em dois
bandos.
11. Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú,
porque eu o temo; acaso não venha ele matar-me, e a mãe com os
filhos.
12. Pois tu mesmo disseste: Certamente te farei bem, e farei a
tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode
contar.
13. Passou ali aquela noite; e do que tinha tomou um presente
para seu irmão Esaú:
14. duzentas cabras e vinte bodes, duzentas
ovelhas e vinte carneiros,
15. trinta camelas de leite com suas crias,
quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos.
16.
Então os entregou nas mãos dos seus servos, cada manada em separado; e disse a
seus servos: Passai adiante de mim e ponde espaço entre manada e
manada.
17. E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te
encontrar e te perguntar: De quem és, e para onde vais, e de quem são estes
diante de ti?
18. Então responderás: São de teu servo Jacó, presente
que envia a meu senhor, a Esaú, e eis que ele vem também atrás de
nos.
19. Ordenou igualmente ao segundo, e ao terceiro, e a todos os
que vinham atrás das manadas, dizendo: Desta maneira falareis a Esaú quando o
achardes.
20. E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de
nós. Porque dizia: Aplacá-lo-ei com o presente, que vai adiante de mim, e depois
verei a sua face; porventura ele me aceitará.
21. Foi, pois, o
presente adiante dele; ele, porém, passou aquela noite no arraial.
22.
Naquela mesma noite levantou-se e, tomando suas duas mulheres, suas duas servas
e seus onze filhos, passou o vau de Jaboque.
23. Tomou-os, e fê-los
passar o ribeiro, e fez passar tudo o que tinha.
24. Jacó, porém,
ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia.
25. Quando
este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se
deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele.
26. Disse
o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não
te deixarei ir, se me não abençoares.
27. Perguntou-lhe, pois: Qual é
o teu nome? E ele respondeu: Jacó.
28. Então disse: Não te chamarás
mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens
prevalecido.
29. Perguntou-lhe Jacó: Dize-me, peço-te, o teu nome.
Respondeu o homem: Por que perguntas pelo meu nome? E ali o
abençoou.
30. Pelo que Jacó chamou ao lugar Peniel, dizendo: Porque
tenho visto Deus face a face, e a minha vida foi preservada.
31. E
nascia o sol, quando ele passou de Peniel; e coxeava de uma perna.
32.
Por isso os filhos de Israel não comem até o dia de hoje o nervo do quadril, que
está sobre a juntura da coxa, porquanto o homem tocou a juntura da coxa de Jacó
no nervo do quadril.
[Gênesis 33]Gênesis
33
1. Levantou Jacó os olhos, e olhou, e eis que vinha
Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os filhos entre Léia, e
Raquel, e as duas servas.
2. Pôs as servas e seus filhos na frente,
Léia e seus filhos atrás destes, e Raquel e José por últimos.
3. Mas
ele mesmo passou adiante deles, e inclinou-se em terra sete vezes, até chegar
perto de seu irmão.
4. Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o,
lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou; e eles choraram.
5. E levantando
Esaú os olhos, viu as mulheres e os meninos, e perguntou: Quem são estes
contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos que Deus bondosamente tem dado a teu
servo.
6. Então chegaram-se as servas, elas e seus filhos, e
inclinaram-se.
7. Chegaram-se também Léia e seus filhos, e
inclinaram-se; depois chegaram-se José e Raquel e se inclinaram.
8.
Perguntou Esaú: Que queres dizer com todo este bando que tenho encontrado?
Respondeu Jacó: Para achar graça aos olhos de meu senhor.
9. Mas Esaú
disse: Tenho bastante, meu irmão; seja teu o que tens.
10.
Replicou-lhe Jacó: Não, mas se agora tenho achado graça aos teus olhos, aceita o
presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto
o rosto de Deus, e tu te agradaste de mim.
11. Aceita, peço-te, o meu
presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido bondoso para comigo, e porque
tenho de tudo. E insistiu com ele, e ele o aceitou.
12. Então Esaú
disse: Ponhamo-nos a caminho e vamos; eu irei adiante de ti.
13.
Respondeu-lhe Jacó: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros, e que tenho
comigo ovelhas e vacas de leite; se forem obrigadas a caminhar demais por um só
dia, todo o rebanho morrerá.
14. Passe o meu senhor adiante de seu
servo; e eu seguirei, conduzindo-os calmamente, conforme o passo do gado que
está diante de mim, e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor
em Seir.
15. Ao que disse Esaú: Permite ao menos que eu deixe contigo
alguns da minha gente. Replicou Jacó: Para que? Basta que eu ache graça aos
olhos de meu senhor.
16. Assim tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho
em direção a Seir.
17. Jacó, porém, partiu para Sucote, e edificou
para si uma casa, e fez barracas para o seu gado; por isso o lugar se chama
Sucote.
18. Depois chegou Jacó em paz à cidade de Siquém, que está na
terra de Canaã, quando veio de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da
cidade.
19. E comprou a parte do campo, em que estendera a sua tenda,
dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.
20.
Então levantou ali um altar, e chamou-lhe o El-Eloé-Israel.
[Gênesis
34]Gênesis 34
1. Diná, filha de Léia,
que esta tivera de Jacó, saiu para ver as filhas da terra.
2. Viu-a
Siquém, filho de Hamor o heveu, príncipe da terra; e, tomando-a, deitou-se com
ela e humilhou-a.
3. Assim se apegou a sua alma a Diná, filha de Jacó,
e, amando a donzela, falou-lhe afetuosamente.
4. Então disse Siquém a
Hamor seu pai: Consegue-me esta donzela por mulher.
5. Ora, Jacó ouviu
que Siquém havia contaminado a Diná sua filha. Entretanto, estando seus filhos
no campo com o gado, calou-se Jacó até que viessem.
6. Hamor, pai de
Siquém, saiu a fim de falar com Jacó.
7. Os filhos de Jacó, pois,
vieram do campo logo que souberam do caso; e entristeceram-se e iraram-se muito,
porque Siquém havia cometido uma insensatez em Israel, deitando-se com a filha
de Jacó, coisa que não se devia fazer.
8. Então falou Hamor com eles,
dizendo: A alma de meu filho Siquém afeiçoou-se fortemente a vossa filha;
dai-lha, peço-vos, por mulher.
9. Também aparentai-vos conosco;
dai-nos as vossas filhas e recebei as nossas.
10. Assim habitareis
conosco; a terra estará diante de vós; habitai e negociai nela, e nela adquiri
propriedades.
11. Depois disse Siquém ao pai e aos irmãos dela: Ache
eu graça aos vossos olhos, e darei o que me disserdes;
12. exigi de
mim o que quiserdes em dote e presentes, e darei o que me pedirdes; somente
dai-me a donzela por mulher.
13. Então os filhos de Jacó, respondendo,
falaram enganosamente a Siquém e a Hamor, seu pai, porque Siquém havia
contaminado a Diná, sua irmã,
14. e lhes disseram: Não podemos fazer p
isto, dar a nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso seria uma vergonha
para nós.
15. Sob esta única condição consentiremos; se vos tornardes
como nós, circuncidando-se todo varão entre vós;
16. então vos daremos
nossas filhas a vós, e receberemos vossas filhas para nós; assim habitaremos
convosco e nos tornaremos um só povo.
17. Mas se não nos ouvirdes, e
não vos circuncidardes, levaremos nossa filha e nos iremos embora.
18.
E suas palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho.
19. Não
tardou, pois, o mancebo em fazer isso, porque se agradava da filha de Jacó. Era
ele o mais honrado de toda a casa de seu pai.
20. Vieram, pois, Hamor
e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade, e falaram aos homens da cidade,
dizendo:
21. Estes homens são pacíficos para conosco; portanto habitem
na terra e negociem nela, pois é bastante espaçosa para eles. Recebamos por
mulheres as suas filhas, e lhes demos as nossas.
22. Mas sob uma única
condição é que consentirão aqueles homens em habitar conosco para nos tornarmos
um só povo: se todo varão entre nós se circuncidar, como eles são
circuncidados.
23. O seu gado, as suas aquisições, e todos os seus
animais, não serão nossos? consintamos somente com eles, e habitarão
conosco.
24. E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os
que saíam da porta da cidade; e foi circuncidado todo varão, todos os que saíam
pela porta da sua cidade.
25. Ao terceiro dia, quando os homens
estavam doridos, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram
cada um a sua espada, entraram na cidade com toda a segurança e mataram todo
varão.
26. Mataram também ao fio da espada a Hamor e a Siquém, seu
filho; e, tirando Diná da casa de Siquém, saíram.
27. Vieram os filhos
de Jacó aos mortos e saquearam a cidade; porquanto haviam contaminado a sua
irmã.
28. Tomaram-lhes os rebanhos, os bois, os jumentos, e o que
havia tanto na cidade como no campo;
29. e todos os seus bens, e todos
os seus pequeninos, e as suas mulheres, levaram por presa; e despojando as
casas, levaram tudo o que havia nelas.
30. Então disse Jacó a Simeão e
a Levi: Tendes-me perturbado, fazendo-me odioso aos habitantes da terra, aos
cananeus e perizeus. Tendo eu pouca gente, eles se ajuntarão e me ferirão; e
serei destruído, eu com minha casa.
31. Ao que responderam: Devia ele
tratar a nossa irmã como a uma prostituta?
[Gênesis 35]Gênesis 35
1. Depois disse Deus a Jacó:
Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te
apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão.
2. Então disse Jacó
à sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos
que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes.
3.
Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no
dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei.
4.
Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as
arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho
que está junto a Siquém.
5. Então partiram; e o terror de Deus
sobreveio às cidades que lhes estavam ao redor, de modo que não perseguiram os
filhos de Jacó.
6. Assim chegou Jacó à Luz, que está na terra de Canaã
(esta é Betel), ele e todo o povo que estava com ele.
7. Edificou ali
um altar, e chamou ao lugar El-Betel; porque ali Deus se lhe tinha manifestado
quando fugia da face de seu irmão.
8. Morreu Débora, a ama de Rebeca,
e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho, ao qual se chamou
Alom-Bacute.
9. Apareceu Deus outra vez a Jacó, quando ele voltou de
Padã-Arã, e o abençoou.
10. E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não
te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. Chamou-lhe
Israel.
11. Disse-lhe mais: Eu sou Deus Todo-Poderoso; frutifica e
multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis
procederão dos teus lombos;
12. a terra que dei a Abraão e a Isaque, a
ti a darei; também à tua descendência depois de ti a darei.
13. E Deus
subiu dele, do lugar onde lhe falara.
14. Então Jacó erigiu uma coluna
no lugar onde Deus lhe falara, uma coluna de pedra; e sobre ela derramou uma
libação e deitou-lhe também azeite;
15. e Jacó chamou Betel ao lugar
onde Deus lhe falara.
16. Depois partiram de Betel; e, faltando ainda
um trecho pequeno para chegar a Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto,
e custou-lhe o dar à luz.
17. Quando ela estava nas dores do parto,
disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho.
18.
Então Raquel, ao sair-lhe a alma (porque morreu), chamou ao filho Benôni; mas
seu pai chamou-lhe Benjamim.
19. Assim morreu Raquel, e foi sepultada
no caminho de Efrata (esta é Bete-Leém).
20. E Jacó erigiu uma coluna
sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de
hoje.
21. Então partiu Israel, e armou a sua tenda além de
Migdal-Eder.
22. Quando Israel habitava naquela terra, foi Rúben e
deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos
de Jacó:
23. Os filhos de Léia: Rúben o primogênito de Jacó, depois
Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom;
24. os filhos de Raquel: José e
Benjamim;
25. os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e
Naftali;
26. os filhos de Zilpa, serva de Léia: Gade e Aser. Estes são
os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.
27. Jacó veio a seu
pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e
Isaque.
28. Foram os dias de Isaque cento e oitenta
anos;
29. e, exalando o espírito, morreu e foi congregado ao seu povo,
velho e cheio de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.
[Gênesis
36]Gênesis 36
1. Estas são as gerações
de Esaú (este é Edom):
2. Esaú tomou dentre as filhas de Canaã suas
mulheres: Ada, filha de Elom o heteu, e Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão
o heveu,
3. e Basemate, filha de Ismael, irmã de
Nebaiote.
4. Ada teve de Esaú a Elifaz, e Basemate teve a Reuel; e
Aolíbama teve a Jeús, Jalão e Corá; estes são os filhos de Esaú, que lhe
nasceram na terra de Canaã.
6. Depois Esaú tomou suas mulheres, seus
filhos, suas filhas e todas as almas de sua casa, seu gado, todos os seus
animais e todos os seus bens, que havia adquirido na terra de Canaã, e foi-se
para outra terra, apartando-se de seu irmão Jacó.
7. Porque os seus
bens eram abundantes demais para habitarem juntos; e a terra de suas
peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.
8.
Portanto Esaú habitou no monte de Seir; Esaú é Edom.
9. Estas, pois,
são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, no monte de Seir:
10. Estes
são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel,
filho de Basemate, mulher de Esaú.
11. E os filhos de Elifaz foram:
Temã, Omar, Zefô, Gatã e Quenaz.
12. Timna era concubina de Elifaz,
filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque. São esses os filhos de Ada, mulher
de Esaú.
13. Foram estes os filhos de Reuel: Naate e Zerá, Sama e
Mizá. Foram esses os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
14. Estes
foram os filhos de Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão, mulher de Esaú: ela
teve de Esaú Jeús, Jalão e Corá.
15. São estes os chefes dos filhos de
Esaú: dos filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, os chefes Temã, Omar, Zefô,
Quenaz,
16. Corá, Gatã e Amaleque. São esses os chefes que nasceram a
Elifaz na terra de Edom; esses são os filhos de Ada.
17. Estes são os
filhos de Reuel, filho de Esaú: os chefes Naate, Zerá, Sama e Mizá; esses são os
chefes que nasceram a Reuel na terra de Edom; esses são os filhos de Basemate,
mulher de Esaú.
18. Estes são os filhos de Aolíbama, mulher de Esaú:
os chefes Jeús, Jalão e Corá; esses são os chefes que nasceram a líbama, filha
de Ana, mulher de Esaú.
19. Esses são os filhos de Esaú, e esses seus
príncipes: ele é Edom.
20. São estes os filhos de Seir, o horeu,
moradores da terra: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás,
21. Disom, Eser e Disã;
esses são os chefes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom.
22.
Os filhos de Lotã foram: Hori e Hemã; e a irmã de Lotã era Timna.
23.
Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onão.
24.
Estes são os filhos de Zibeão: Aías e Anás; este é o Anás que achou as fontes
termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu
pai.
25. São estes os filhos de Ana: Disom e Aolíbama, filha de
Ana.
26. São estes os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e
Querã.
27. Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e
Acã.
28. Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã.
29. Estes
são os chefes dos horeus: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás,
30. Disom, Eser e
Disã; esses são os chefes dos horeus que governaram na terra de
Seir.
31. São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que
reinasse rei algum sobre os filhos de Israel.
32. Reinou, pois, em
Edom Belá, filho de Beor; e o nome da sua cidade era Dinabá.
33.
Morreu Belá; e Jobabe, filho de Zerá de Bozra, reinou em seu
lugar.
34. Morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em
seu lugar.
35. Morreu Husão; e em seu lugar reinou Hadade, filho de
Bedade, que feriu a Midiã no campo de Moabe; e o nome da sua cidade era
Avite.
36. Morreu Hadade; e Sâmela de Masreca reinou em seu
lugar.
37. Morreu Sâmela; e Saul de Reobote junto ao rio reinou em seu
lugar.
38. Morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu
lugar.
39. Morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu
lugar; e o nome da sua cidade era Paú; e o nome de sua mulher era Meetabel,
filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.
40. Estes são os nomes dos chefes
dos filhos de Esaú, segundo as suas famílias, segundo os seus lugares, pelos
seus nomes: os chefes Timna, Alva, Jetete,
41. Aolíbama, Elá,
Pinom,
42. Quenaz, Temã, Mibzar,
43. Magdiel e Irão; esses
são os chefes de Edom, segundo as suas habitações, na terra ,da sua possessão.
Este é Esaú, pai dos edomeus.
[Gênesis 37]Gênesis
37
1. Jacó habitava na terra das peregrinações de seu
pai, na terra de Canaã.
2. Estas são as gerações de Jacó. José, aos
dezessete anos de idade, estava com seus irmãos apascentando os rebanhos; sendo
ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de
seu pai; e José trazia a seu pai más notícias a respeito deles.
3.
Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua
velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.
4. Vendo, pois, seus
irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no, e não lhe
podiam falar pacificamente.
5. José teve um sonho, que contou a seus
irmãos; por isso o odiaram ainda mais.
6. Pois ele lhes disse: Ouvi,
peço-vos, este sonho que tive:
7. Estávamos nós atando molhos no
campo, e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em pé; e os vossos molhos o
rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.
8. Responderam-lhe seus
irmãos: Tu pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós?
Por isso ainda mais o odiavam por causa dos seus sonhos e das suas
palavras.
9. Teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, dizendo:
Tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam
perante mim.
10. Quando o contou a seu pai e a seus irmãos,
repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é esse que tiveste? Porventura
viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos com o rosto em terra diante
de ti?
11. Seus irmãos, pois, o invejavam; mas seu pai guardava o caso
no seu coração.
12. Ora, foram seus irmãos apascentar o rebanho de seu
pai, em Siquém.
13. Disse, pois, Israel a José: Não apascentam teus
irmãos o rebanho em Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José:
Eis-me aqui.
14. Disse-lhe Israel: Vai, vê se vão bem teus irmãos, e o
rebanho; e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom; e José foi a
Siquém.
15. E um homem encontrou a José, que andava errante pelo
campo, e perguntou-lhe: Que procuras?
16. Respondeu ele: Estou
procurando meus irmãos; dize-me, peço-te, onde apascentam eles o
rebanho.
17. Disse o homem: Foram-se daqui; pois ouvi-lhes dizer:
Vamos a Dotã. José, pois, seguiu seus irmãos, e os achou em Dotã.
18.
Eles o viram de longe e, antes que chegasse aonde estavam, conspiraram contra
ele, para o matarem,
19. dizendo uns aos outros: Eis que lá vem o
sonhador!
20. Vinde pois agora, matemo-lo e lancemo-lo numa das covas;
e diremos: uma besta-fera o devorou. Veremos, então, o que será dos seus
sonhos.
21. Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles, dizendo:
Não lhe tiremos a vida.
22. Também lhes disse Rúben: Não derrameis
sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mão nele. Disse
isto para livrá-lo das mãos deles, a fim de restituí-lo a seu pai.
23.
Logo que José chegou a seus irmãos, estes o despiram da sua túnica, a túnica de
várias cores, que ele trazia;
24. e tomando-o, lançaram-no na cova;
mas a cova estava vazia, não havia água nela.
25. Depois sentaram-se
para comer; e, levantando os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha
de Gileade; nos seus camelos traziam tragacanto, bálsamo e mirra, que iam levar
ao Egito.
26. Disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar
nosso irmão e encobrir o seu sangue?
27. Vinde, vendamo-lo a esses
ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque é nosso irmão, nossa carne. E
escutaram-no seus irmãos.
28. Ao passarem os negociantes midianitas,
tiraram José, alçando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos
ismaelitas, os quais o levaram para o Egito.
29. Ora, Rúben voltou à
cova, e eis que José não estava na cova; pelo que rasgou as suas
vestes
30. e, tornando a seus irmãos, disse: O menino não aparece; e
eu, aonde irei?
31. Tomaram, então, a túnica de José, mataram um
cabrito, e tingiram a túnica no sangue.
32. Enviaram a túnica de
várias cores, mandando levá-la a seu pai e dizer-lhe: Achamos esta túnica; vê se
é a túnica de teu filho, ou não.
33. Ele a reconheceu e exclamou: A
túnica de meu filho! uma besta-fera o devorou; certamente José foi
despedaçado.
34. Então Jacó rasgou as suas vestes, e pôs saco sobre os
seus lombos e lamentou seu filho por muitos dias.
35. E levantaram-se
todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém,
recusou ser consolado, e disse: Na verdade, com choro hei de descer para meu
filho até o Seol. Assim o chorou seu pai.
36. Os midianitas venderam
José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.
[Gênesis
38]Gênesis 38
1. Nesse tempo Judá
desceu de entre seus irmãos e entrou na casa dum adulamita, que se chamava
Hira,
2. e viu Judá ali a filha de um cananeu, que se chamava Suá;
tomou-a por mulher, e esteve com ela.
3. Ela concebeu e teve um filho,
e o pai chamou-lhe Er.
4. Tornou ela a conceber e teve um filho, a
quem ela chamou Onã.
5. Teve ainda mais um filho, e chamou-lhe Selá.
Estava Judá em Quezibe, quando ela o teve.
6. Depois Judá tomou para
Er, o seu primogênito, uma mulher, por nome Tamar.
7. Ora, Er, o
primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o
matou.
8. Então disse Judá a Onã: Toma a mulher de teu irmão, e
cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendência a teu irmão.
9.
Onã, porém, sabia que tal descendência não havia de ser para ele; de modo que,
toda vez que se unia à mulher de seu irmão, derramava o sêmen no chão para não
dar descendência a seu irmão.
10. E o que ele fazia era mau aos olhos
do Senhor, pelo que o matou também a ele.
11. Então disse Judá a Tamar
sua nora: Conserva-te viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a
ser homem; porquanto disse ele: Para que porventura não morra também este, como
seus irmãos. Assim se foi Tamar e morou em casa de seu pai.
12. Com o
correr do tempo, morreu a filha de Suá, mulher de Judá. Depois de consolado,
Judá subiu a Timnate para ir ter com os tosquiadores das suas ovelhas, ele e
Hira seu amigo, o adulamita.
13. E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis
que o teu sogro sobe a Timnate para tosquiar as suas ovelhas.
14.
Então ela se despiu dos vestidos da sua viuvez e se cobriu com o véu, e assim
envolvida, assentou-se à porta de Enaim que está no caminho de Timnate; porque
via que Selá já era homem, e ela lhe não fora dada por mulher.
15. Ao
vê-la, Judá julgou que era uma prostituta, porque ela havia coberto o
rosto.
16. E dirigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me
estar contigo; porquanto não sabia que era sua nora. Perguntou-lhe ela: Que me
darás, para estares comigo?
17. Respondeu ele: Eu te enviarei um
cabrito do rebanho. Perguntou ela ainda: Dar-me-ás um penhor até que o
envies?
18. Então ele respondeu: Que penhor é o que te darei? Disse
ela: O teu selo com a corda, e o cajado que está em tua mão. Ele, pois, lhos
deu, e esteve com ela, e ela concebeu dele.
19. E ela se levantou e se
foi; tirou de si o véu e vestiu os vestidos da sua viuvez.
20. Depois
Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo o adulamita, para receber o penhor da
mão da mulher; porém ele não a encontrou.
21. Pelo que perguntou aos
homens daquele lugar: Onde está a prostituta que estava em Enaim junto ao
caminho? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.
22. Voltou,
pois, a Judá e disse: Não a achei; e também os homens daquele lugar disseram:
Aqui não esteve prostituta alguma.
23. Então disse Judá: Deixa-a ficar
com o penhor, para que não caiamos em desprezo; eis que enviei este cabrito, mas
tu não a achaste.
24. Passados quase três meses, disseram a Judá:
Tamar, tua nora, se prostituiu e eis que está grávida da sua prostituição. Então
disse Judá: Tirai-a para fora, e seja ela queimada.
25. Quando ela
estava sendo tirada para fora, mandou dizer a seu sogro: Do homem a quem
pertencem estas coisas eu concebi. Disse mais: Reconhece, peço-te, de quem são
estes, o selo com o cordão, e o cajado.
26. Reconheceu-os, pois, Judá,
e disse: Ela é mais justa do que eu, porquanto não a dei a meu filho Selá. E
nunca mais a conheceu.
27. Sucedeu que, ao tempo de ela dar à luz,
havia gêmeos em seu ventre;
28. e dando ela à luz, um pôs fora a mão,
e a parteira tomou um fio encarnado e o atou em sua mão, dizendo: Este saiu
primeiro.
29. Mas recolheu ele a mão, e eis que seu irmão saiu; pelo
que ela disse: Como tens tu rompido! Portanto foi chamado Pérez.
30.
Depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encamado; e foi chamado
Zerá.
[Gênesis 39]Gênesis 39
1.
José foi levado ao Egito; e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda,
egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o haviam levado para
lá.
2. Mas o Senhor era com José, e ele tornou-se próspero; e estava
na casa do seu senhor, o egípcio.
3. E viu o seu senhor que Deus era
com ele, e que fazia prosperar em sua mão tudo quanto ele
empreendia.
4. Assim José achou graça aos olhos dele, e o servia; de
modo que o fez mordomo da sua casa, e entregou na sua mão tudo o que
tinha.
5. Desde que o pôs como mordomo sobre a sua casa e sobre todos
os seus bens, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção
do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto na casa como no
campo.
6. Potifar deixou tudo na mão de José, de maneira que nada
sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. Ora, José era formoso
de porte e de semblante.
7. E aconteceu depois destas coisas que a
mulher do seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te
comigo.
8. Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o
meu senhor não sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo
o que tem;
9. ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me
vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este
grande mal, e pecar contra Deus?
10. Entretanto, ela instava com José
dia após dia; ele, porém, não lhe dava ouvidos, para se deitar com ela, ou estar
com ela.
11. Mas sucedeu, certo dia, que entrou na casa para fazer o
seu serviço; e nenhum dos homens da casa estava lá dentro.
12. Então
ela, pegando-o pela capa, lhe disse: Deita-te comigo! Mas ele, deixando a capa
na mão dela, fugiu, escapando para fora.
13. Quando ela viu que ele
deixara a capa na mão dela e fugira para fora,
14. chamou pelos homens
de sua casa, e disse-lhes: Vede! meu marido trouxe-nos um hebreu para nos
insultar; veio a mim para se deitar comigo, e eu gritei em alta
voz;
15. e ouvigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me
deixou, aqui a sua capa e fugiu, escapando para fora.
16. Ela guardou
a capa consigo, até que o senhor dele voltou a casa.
17. Então
falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: O servo hebreu, que nos
trouxeste, veio a mim para me insultar;
18. mas, levantando eu a voz e
gritando, ele deixou comigo a capa e fugiu para fora.
19. Tendo o seu
senhor ouvido as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Desta maneira
me fez teu servo, a sua ira se acendeu.
20. Então o senhor de José o
tomou, e o lançou no cárcere, no lugar em que os presos do rei estavam
encarcerados; e ele ficou ali no cárcere.
21. O Senhor, porém, era com
José, estendendo sobre ele a sua benignidade e dando-lhe graça aos olhos do
carcereiro,
22. o qual entregou na mão de José todos os presos que
estavam no cárcere; e era José quem ordenava tudo o que se fazia
ali.
23. E o carcereiro não tinha cuidado de coisa alguma que estava
na mão de José, porquanto o Senhor era com ele, fazendo prosperar tudo quanto
ele empreendia.
[Gênesis 40]Gênesis
40
1. Depois destas coisas o copeiro do rei do Egito e
o seu padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.
2. Pelo que se
indignou Faraó contra os seus dois oficiais, contra o copeiro-mor e contra o
padeiro-mor;
3. e mandou detê-los na casa do capitão da guarda, no
cárcere onde José estava preso;
4. e o capitão da guarda pô-los a
cargo de José, que os servia. Assim estiveram por algum tempo em
detenção.
5. Ora, tiveram ambos um sonho, cada um seu sonho na mesma
noite, cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do
rei do Egito, que se achavam presos no cárcere:
6. Quando José veio a
eles pela manhã, viu que estavam perturbados:
7. Perguntou, pois, a
esses oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor,
dizendo: Por que estão os vossos semblantes tão tristes hoje?
8.
Responderam-lhe: Tivemos um sonho e ninguém há que o interprete. Pelo que lhes
disse José: Porventura não pertencem a Deus as interpretações? Contai-mo,
peço-vos.
9. Então contou o copeiro-mor o seu sonho a José,
dizendo-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante de mim,
10. e
na vide três sarmentos; e, tendo a vide brotado, saíam as suas flores, e os seus
cachos produziam uvas maduras.
11. O copo de Faraó estava na minha
mão; e, tomando as uvas, eu as espremia no copo de Faraó e entregava o copo na
mão de Faraó.
12. Então disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: Os
três sarmentos são três dias;
13. dentro de três dias Faraó levantará
a tua cabeça, e te restaurará ao teu cargo; e darás o copo de Faraó na sua mão,
conforme o costume antigo, quando eras seu copeiro.
14. Mas lembra-te
de mim, quando te for bem; usa, peço-te, de compaixão para comigo e faze menção
de mim a Faraó e tira-me desta casa;
15. porque, na verdade, fui
roubado da terra dos hebreus; e aqui também nada tenho feito para que me
pusessem na masmorra.
16. Quando o padeiro-mor viu que a interpretação
era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão branco
estavam sobre a minha cabeça.
17. E no cesto mais alto havia para
Faraó manjares de todas as qualidades que fazem os padeiros; e as aves os comiam
do cesto que estava sobre a minha cabeça.
18. Então respondeu José:
Esta é a interpretação do sonho: Os três cestos são três dias;
19.
dentro de três dias tirará Faraó a tua cabeça, e te pendurará num madeiro, e as
aves comerão a tua carne de sobre ti.
20. E aconteceu ao terceiro dia,
o dia natalício de Faraó, que este deu um banquete a todos os seus servos; e
levantou a cabeça do copeiro-mor, e a cabeça do padeiro-mor no meio dos seus
servos;
21. e restaurou o copeiro-mor ao seu cargo de copeiro, e este
deu o copo na mão de Faraó;
22. mas ao padeiro-mor enforcou, como José
lhes havia interpretado.
23. O copeiro-mor, porém, não se lembrou de
José, antes se esqueceu dele.
[Gênesis 41]Gênesis
41
1. Passados dois anos inteiros, Faraó sonhou que
estava em pé junto ao rio Nilo;
2. e eis que subiam do rio sete vacas,
formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no carriçal.
3. Após
elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam
junto às outras vacas à beira do Nilo.
4. E as vacas feias à vista e
magras de carne devoravam as sete formosas à vista e gordas. Então Faraó
acordou.
5. Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum
mesmo pé sete espigas cheias e boas.
6. Após elas brotavam sete
espigas miúdas e queimadas do vento oriental;
7. e as espigas miúdas
devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então Faraó acordou, e eis que era
um sonho.
8. Pela manhã o seu espírito estava perturbado; pelo que
mandou chamar todos os adivinhadores do Egito, e todos os seus sábios. Faraó
contou-lhes os seus sonhos, mas não havia quem lhos interpretasse. Estavam no
cárcere da casa de seu senhor, dizendo vossos semblantes tão tristes
hoje?
9. Então disse o copeiro-mor a Faraó: Das minhas faltas me
lembro hoje:
10. Faraó estava muito indignado contra os seus servos, e
entregou-me à prisão na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro
chefe.
11. Então tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele, e cada
sonho com sua própria interpretação.
12. Estava ali conosco um moço
hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhe os sonhos, e ele interpretou
os nossos sonhos, a cada um interpretou conforme o seu sonho.
13. E
conforme a sua interpretação, assim mesmo aconteceu: eu fui restituído ao meu
cargo, e ele foi enforcado.
14. Então Faraó mandou chamar a José, e o
fizeram sair apressadamente da masmorra. Ele se barbeou, mudou de roupa e
apresentou-se a Faraó.
15. Disse Faraó a José: Eu tive um sonho e não
há quem o interprete. Mas de ti ouvi dizer que, ouvindo contar um sonho, podes
interpretá-lo.
16. Respondeu José a Faraó: Isso não está em mim, mas
Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó.
17. Então disse Faraó a
José: Em meu sonho eu estava em pé à beira do rio Nilo,
18. e subiam
do rio sete vacas gordas e formosas à vista, e pastavam entre os
juncos.
19. Após elas subiam outras sete vacas, fracas, muito feias à
vista e magras de carne, tão feias quais nunca vi em toda terra do
Egito.
20. As vacas magras e feias devoravam as primeiras sete vacas
gordas.
21. Mas depois de as terem consumido, não se podia reconhecer
que as houvessem consumido; a sua aparência era tão feia como no princípio.
Então acordei.
22. Depois vi, em meu sonho, que de um mesmo pé subiam
sete espigas cheias e boas.
23. Após elas brotavam sete espigas secas,
miúdas e queimadas do vento oriental.
24. As sete espigas miúdas
devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas não houve quem o
interpretasse.
25. Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só.
O que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó.
26. As sete vacas boas
são sete anos, e as sete espigas boas também são sete anos; o sonho é um
só.
27. As sete vacas magras e feias que subiam após as primeiras, são
sete anos, como as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental: são sete
anos de fome.
28. Esta é a palavra que eu disse a Faraó: o que Deus há
de fazer mostro-o a Faraó.
29. Vêm sete anos de grande fartura em toda
terra do Egito.
30. Depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e
toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a
terra.
31. Não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela
fome que seguirá; porquanto será gravíssima.
32. Ora, se o sonho foi
duplicado a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente
a fará.
33. Portanto, proveja-se agora Faraó de um homem entendido e
sábio, e o ponha sobre a terra do Egito.
34. Faça isto Faraó: nomeie
administradores sobre a terra, que tomem a quinta parte dos produtos da terra do
Egito nos sete anos de fartura;
35. e ajuntem eles todo o mantimento
destes bons anos que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de Faraó, para
mantimento nas cidades e o guardem;
36. assim será o mantimento para
provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito;
para que a terra não pereça de fome.
37. Esse parecer foi bom aos
olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.
38. Perguntou,
pois, Faraó a seus servos: Poderíamos achar um homem como este, em quem haja o
espírito de Deus?
39. Depois disse Faraó a José: Porquanto Deus te fez
saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.
40. Tu
estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo; somente
no trono eu serei maior que tu.
41. Disse mais Faraó a José: Vê, eu te
hei posto sobre toda a terra do Egito.
42. E Faraó tirou da mão o seu
anel-sinete e pô-lo na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs
ao pescoço um colar de ouro.
43. Ademais, fê-lo subir ao seu segundo
carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim Faraó o constituiu sobre toda
a terra do Egito.
44. Ainda disse Faraó a José: Eu sou Faraó; sem ti,
pois, ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito.
45.
Faraó chamou a José Zafnate-Paneã, e deu-lhe por mulher Asenate, filha de
Potífera, sacerdote de Om. Depois saiu José por toda a terra do
Egito.
46. Ora, José era da idade de trinta anos, quando se apresentou
a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a
terra do Egito.
47. Durante os sete anos de fartura a terra produziu
com abundância;
48. e José ajuntou todo o mantimento dos sete anos,
que houve na terra do Egito, e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que
estava ao redor de cada cidade, guardou-o dentro da mesma.
49. Assim
José ajuntou muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar;
porque não se podia mais contá-lo.
50. Antes que viesse o ano da fome,
nasceram a José dois filhos, que lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote
de Om.
51. E chamou José ao primogênito Manassés; porque disse: Deus
me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu
pai.
52. Ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer
na terra da minha aflição.
53. Acabaram-se, então, os sete anos de
fartura que houve na terra do Egito;
54. e começaram a vir os sete
anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras; porém, em
toda a terra do Egito havia pão.
55. Depois toda a terra do Egito teve
fome, e o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a
José; o que ele vos disser, fazei.
56. De modo que, havendo fome sobre
toda a terra, abriu José todos os depósitos, e vendia aos egípcios; porque a
fome prevaleceu na terra do Egito.
57. Também de todas as terras
vinham ao Egito, para comprarem de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as
terras.
[Gênesis 42]Gênesis
42
1. Ora, Jacó soube que havia trigo no Egito, e disse
a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?
2. Disse
mais: Tenho ouvido que há trigo no Egito; descei até lá, e de lá comprai-o para
nós, a fim de que vivamos e não morramos.
3. Então desceram os dez
irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.
4. Mas a Benjamim,
irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, pois disse: Para que,
porventura, não lhe suceda algum desastre.
5. Assim entre os que iam
lá, foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de
Canaã.
6. José era o governador da terra; era ele quem vendia a todo o
povo da terra; e vindo os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto
em terra.
7. José, vendo seus irmãos, reconheceu-os; mas portou-se
como estranho para com eles, falou-lhes asperamente e perguntou-lhes: Donde
vindes? Responderam eles: Da terra de Canaã, para comprarmos
mantimento.
8. José, pois, reconheceu seus irmãos, mas eles não o
reconheceram.
9. Lembrou-se então José dos sonhos que tivera a
respeito deles, e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da
terra.
10. Responderam-lhe eles: Não, senhor meu; mas teus servos
vieram comprar mantimento.
11. Nós somos todos filhos de um mesmo
homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias.
12.
Replicou-lhes: Não; antes viestes para ver a nudez da terra.
13. Mas
eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem da terra
de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, e outro já não
existe.
14. Respondeu-lhe José: É assim como vos disse; sois
espias.
15. Nisto sereis provados: Pela vida de Faraó, não saireis
daqui, a menos que venha para cá vosso irmão mais novo.
16. Enviai um
dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, a fim de serem
provadas as vossas palavras, se há verdade convosco; e se não, pela vida de
Faraó, vós sois espias.
17. E meteu-os juntos na prisão por três
dias.
18. Ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis;
porque eu temo a Deus.
19. Se sois homens de retidão, que fique um dos
irmãos preso na casa da vossa prisão; mas ide vós, levai trigo para a fome de
vossas casas,
20. e trazei-me o vosso irmão mais novo; assim serão
verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim
fizeram.
21. Então disseram uns aos outros: Nós, na verdade, somos
culpados no tocante a nosso irmão, porquanto vimos a angústia da sua alma,
quando nos rogava, e não o quisemos atender; é por isso que vem sobre nós esta
angústia.
22. Respondeu-lhes Rúben: Não vos dizia eu: Não pequeis
contra o menino; Mas não quisestes ouvir; por isso agora é requerido de nós o
seu sangue.
23. E eles não sabiam que José os entendia, porque havia
intérprete entre eles.
24. Nisto José se retirou deles e chorou.
Depois tornou a eles, falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e o amarrou
perante os seus olhos.
25. Então ordenou José que lhes enchessem de
trigo os sacos, que lhes restituíssem o dinheiro a cada um no seu saco, e lhes
dessem provisões para o caminho. E assim lhes foi feito.
26. Eles,
pois, carregaram o trigo sobre os seus jumentos, e partiram dali.
27.
Quando um deles abriu o saco, para dar forragem ao seu jumento na estalagem, viu
o seu dinheiro, pois estava na boca do saco.
28. E disse a seus
irmãos: Meu dinheiro foi-me devolvido; ei-lo aqui no saco. Então lhes desfaleceu
o coração e, tremendo, viravam-se uns para os outros, dizendo: Que é isto que
Deus nos tem feito?
29. Depois vieram para Jacó, seu pai, na terra de
Canaã, e contaram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo:
30. O
homem, o senhor da terra, falou-nos asperamente, e tratou-nos como espias da
terra;
31. mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos
espias;
32. somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um já não existe e
o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
33.
Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que vós sois homens
de retidão: Deixai comigo um de vossos irmãos, levai trigo para a fome de vossas
casas, e parti,
34. e trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei
que não sois espias, mas homens de retidão; então vos entregarei o vosso irmão e
negociareis na terra.
35. E aconteceu que, despejando eles os sacos,
eis que o pacote de dinheiro de cada um estava no seu saco; quando eles e seu
pai viram os seus pacotes de dinheiro, tiveram medo.
36. Então Jacó,
seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe, e não existe
Simeão, e haveis de levar Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre
mim.
37. Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos,
se eu to não tornar a trazer; entrega-o em minha mão, e to tornarei a
trazer.
38. Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto
o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre pelo caminho
em que fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza ao Seol.
[Gênesis
43]Gênesis 43
1. Ora, a fome era
gravíssima na terra.
2. Tendo eles acabado de comer o mantimento que
trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: voltai, comprai-nos um pouco de
alimento.
3. Mas respondeu-lhe Judá: Expressamente nos advertiu o
homem, dizendo: Não vereis a minha face, se vosso irmão não estiver
convosco.
4. Se queres enviar conosco o nosso irmão, desceremos e te
compraremos alimento; mas se não queres enviá-lo, não desceremos, porquanto o
homem nos disse: Não vereis a minha face, se vosso irmão não estiver
convosco.
6. Perguntou Israel: Por que me fizeste este mal, fazendo
saber ao homem que tínheis ainda outro irmão?
7. Responderam eles: O
homem perguntou particularmente por nós, e pela nossa parentela, dizendo: vive
ainda vosso pai? tendes mais um irmão? e respondemos-lhe segundo o teor destas
palavras. Podíamos acaso saber que ele diria: Trazei vosso irmão?
8.
Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o mancebo comigo, e levantar-nos-emos
e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem nossos
filhinhos.
9. Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás. Se
eu to não trouxer, e o não puser diante de ti, serei réu de crime para contigo
para sempre.
10. E se não nos tivéssemos demorado, certamente já
segunda vez estaríamos de volta.
11. Então disse-lhes Israel seu pai:
Se é sim, fazei isto: tomai os melhores produtos da terra nas vossas vasilhas, e
levai ao homem um presente: um pouco de bálsamo e um pouco de mel, tragacanto e
mirra, nozes de fístico e amêndoas;
12. levai em vossas mãos dinheiro
em dobro; e o dinheiro que foi devolvido na boca dos vossos sacos, tornai a
levá-lo em vossas mãos; bem pode ser que fosse engano.
13. Levai
também vosso irmão; levantai-vos e voltai ao homem;
14. e Deus
Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que ele deixe vir
convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado
ficarei.
15. Tomaram, pois, os homens aquele presente, e dinheiro em
dobro nas mãos, e a Benjamim; e, levantando-se desceram ao Egito e
apresentaram-se diante de José.
16. Quando José viu Benjamim com eles,
disse ao despenseiro de sua casa: Leva os homens à casa, mata reses, e apronta
tudo; pois eles comerão comigo ao meio-dia.
17. E o homem fez como
José ordenara, e levou-os à casa de José.
18. Então os homens tiveram
medo, por terem sido levados à casa de José; e diziam: por causa do dinheiro que
da outra vez foi devolvido nos nossos sacos que somos trazidos aqui, para nos
criminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, tanto a nós como a
nossos jumentos.
19. Por isso eles se chegaram ao despenseiro da casa
de José, e falaram com ele à porta da casa,
20. e disseram: Ai! senhor
meu, na verdade descemos dantes a comprar mantimento;
21. e quando
chegamos à estalagem, abrimos os nossos sacos, e eis que o dinheiro de cada um
estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos a trazê-lo
em nossas mãos;
22. também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos,
para comprar mantimento; não sabemos quem tenha posto o dinheiro em nossos
sacos.
23. Respondeu ele: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus,
e o Deus de vosso pai, deu-vos um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro
chegou-me às mãos. E trouxe-lhes fora Simeão.
24. Depois levou os
homens à casa de José, e deu-lhes água, e eles lavaram os pés; também deu
forragem aos seus jumentos.
25. Então eles prepararam o presente para
quando José viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de
comer.
26. Quando José chegou em casa, trouxeram-lhe ali o presente
que guardavam junto de si; e inclinaram-se a ele até a terra.
27.
Então ele lhes perguntou como estavam; e prosseguiu: vosso pai, o ancião de quem
falastes, está bem? ainda vive?
28. Responderam eles: O teu servo,
nosso pai, está bem; ele ainda vive. E abaixaram a cabeça, e
inclinaram-se.
29. Levantando os olhos, José viu a Benjamim, seu
irmão, filho de sua mãe, e perguntou: É este o vosso irmão mais novo de quem me
falastes? E disse: Deus seja benévolo para contigo, meu filho.
30. E
José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu irmão, e
procurou onde chorar; e, entrando na sua câmara, chorou ali.
31.
Depois lavou o rosto, e saiu; e se conteve e disse: Servi a
comida.
32. Serviram-lhe, pois, a ele à parte, e a eles também à
parte, e à parte aos egípcios que comiam com ele; porque os egípcios não podiam
comer com os hebreus, porquanto é isso abominação aos egípcios.
33.
Sentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor
segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre
si.
34. Então ele lhes apresentou as porções que estavam diante dele;
mas a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que a de qualquer deles. E
eles beberam, e se regalaram com ele.
[Gênesis 44]Gênesis 44
1. Depois José deu ordem ao
despenseiro de sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos dos homens,
quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu
saco.
2. E a minha taça de prata porás na boca do saco do mais novo,
com o dinheiro do seu trigo. Assim fez ele conforme a palavra que José havia
dito.
3. Logo que veio a luz da manhã, foram despedidos os homens,
eles com os seus jumentos.
4. Havendo eles saído da cidade, mas não se
tendo distanciado muito, disse José ao seu despenseiro: Levanta-te e segue os
homens; e, alcançando-os, dize-lhes: Por que tornastes o mal pelo
bem?
5. Não é esta a taça por que bebe meu senhor, e de que se serve
para adivinhar? Fizestes mal no que fizestes.
6. Então ele, tendo-os
alcançado, lhes falou essas mesmas palavras.
7. Responderam-lhe eles:
Por que falo meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de fazerem
semelhante coisa.
8. Eis que o dinheiro, que achamos nas bocas dos
nossos sacos, to tornamos a trazer desde a terra de Canaã; como, pois,
furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro?
9. Aquele dos teus
servos com quem a taça for encontrada, morra; e ainda nós seremos escravos do
meu senhor.
10. Ao que disse ele: Seja conforme as vossas palavras;
aquele com quem a taça for encontrada será meu escravo; mas vós sereis
inocentes.
11. Então eles se apressaram cada um a pôr em terra o seu
saco, e cada um a abri-lo.
12. E o despenseiro buscou, começando pelo
maior, e acabando pelo mais novo; e achou-se a taça no saco de
Benjamim.
13. Então rasgaram os seus vestidos e, tendo cada um
carregado o seu jumento, voltaram à cidade.
14. E veio Judá com seus
irmãos à casa de José, pois ele ainda estava ali; e prostraram-se em terra
diante dele.
15. Logo lhes perguntou José: Que ação é esta que
praticastes? não sabeis vós que um homem como eu pode, muito bem,
adivinhar?
16. Respondeu Judá: Que diremos a meu senhor? que
falaremos? e como nos justificaremos? Descobriu Deus a iniqüidade de teus
servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão
foi achada a taça.
17. Disse José: Longe esteja eu de fazer isto; o
homem em cuja mão a taça foi achada, aquele será meu servo; porém, quanto a vós,
subi em paz para vosso pai.
18. Então Judá se chegou a ele, e disse:
Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu
senhor; e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como
Faraó.
19. Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós
pai, ou irmão?
20. E respondemos a meu senhor: Temos pai, já velho, e
há um filho da sua velhice, um menino pequeno; o irmão deste é morto, e ele
ficou o único de sua mãe; e seu pai o ama.
21. Então tu disseste a
teus servos: Trazei-mo, para que eu ponha os olhos sobre ele.
22. E
quando respondemos a meu senhor: O menino não pode deixar o seu pai; pois se ele
deixasse o seu pai, este morreria;
23. replicaste a teus servos: A
menos que desça convosco vosso irmão mais novo, nunca mais vereis a minha
face.
24. Então subimos a teu servo, meu pai, e lhe contamos as
palavras de meu senhor.
25. Depois disse nosso pai: Tornai,
comprai-nos um pouco de mantimento;
26. e lhe respondemos: Não podemos
descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não podemos ver
a face do homem, se nosso irmão menor não estiver conosco.
27. Então
nos disse teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois
filhos;
28. um saiu de minha casa e eu disse: certamente foi
despedaçado, e não o tenho visto mais;
29. se também me tirardes a
este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com tristeza
ao Seol.
30. Agora, pois, se eu for ter com o teu servo, meu pai, e o
menino não estiver conosco, como a sua alma está ligada com a alma
dele,
31. acontecerá que, vendo ele que o menino ali não está,
morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai com tristeza
ao Seol.
32. Porque teu servo se deu como fiador pelo menino para com
meu pai, dizendo: Se eu to não trouxer de volta, serei culpado, para com meu pai
para sempre.
33. Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como
escravo de meu senhor, e que suba o menino com seus irmãos.
34.
Porque, como subirei eu a meu pai, se o menino não for comigo? para que não veja
eu o mal que sobrevirá a meu pai.
[Gênesis 45]Gênesis
45
1. Então José não se podia conter diante de todos os
que estavam com ele; e clamou: Fazei a todos sair da minha presença; e ninguém
ficou com ele, quando se deu a conhecer a seus irmãos.
2. E levantou a
voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviram, bem como a casa de
Faraó.
3. Disse, então, José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda
meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, pois estavam pasmados diante
dele.
4. José disse mais a seus irmãos: Chegai-vos a mim, peço-vos. E
eles se chegaram. Então ele prosseguiu: Eu sou José, vosso irmão, a quem
vendestes para o Egito.
5. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos
aborreçais por me haverdes vendido para cá; porque para preservar vida é que
Deus me enviou adiante de vós.
6. Porque já houve dois anos de fome na
terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem
sega.
7. Deus enviou-me adiante de vós, para conservar-vos
descendência na terra, e para guardar-vos em vida por um grande
livramento.
8. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão
Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como
governador sobre toda a terra do Egito.
9. Apressai-vos, subi a meu
pai, e dizei-lhe: Assim disse teu filho José: Deus me tem posto por senhor de
toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores;
10. habitarás na
terra de Gósem e estarás perto de mim, tu e os teus filhos e os filhos de teus
filhos, e os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens;
11. ali te
sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não sejas reduzido
à pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.
12. Eis que os vossos
olhos, e os de meu irmão Benjamim, vêem que é minha boca que vos
fala.
13. Fareis, pois, saber a meu pai toda a minha glória no Egito;
e tudo o que tendes visto; e apressar-vos-eis a fazer descer meu pai para
cá.
14. Então se lançou ao pescoço de Benjamim seu irmão, e chorou; e
Benjamim chorou também ao pescoço dele.
15. E José beijou a todos os
seus irmãos, chorando sobre eles; depois seus irmãos falaram com
ele.
16. Esta nova se fez ouvir na casa de Faraó: São vindos os irmãos
de José; o que agradou a Faraó e a seus servos.
17. Ordenou Faraó a
José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti, tornai
à terra de Canaã;
18. tomai o vosso pai e as vossas famílias e vinde a
mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da
terra.
19. A ti, pois, é ordenado dizer-lhes: Fazei isto: levai vós da
terra do Egito carros para vossos meninos e para vossas mulheres; trazei vosso
pai, e vinde.
20. E não vos pese coisa alguma das vossas alfaias;
porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso.
21. Assim fizeram
os filhos de Israel. José lhes deu carros, conforme o mandado de Faraó, e
deu-lhes também provisão para o caminho.
22. A todos eles deu, a cada
um, mudas de roupa; mas a Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas
de roupa.
23. E a seu pai enviou o seguinte: dez jumentos carregados
do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, pão e provisão para seu
pai, para o caminho.
24. Assim despediu seus irmãos e, ao partirem
eles, disse-lhes: Não contendais pelo caminho.
25. Então subiram do
Egito, vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai,
26. e lhe anunciaram,
dizendo: José ainda vive, e é governador de toda a terra do Egito. E o seu
coração desmaiou, porque não os acreditava.
27. Quando, porém, eles
lhe contaram todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os
carros que José enviara para levá-lo, reanimou-se-lhe o espírito;
28.
e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que
morra.
[Gênesis 46]Gênesis
46
1. Partiu, pois, Israel com tudo quanto tinha e veio
a Beer-Seba, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaque.
2.
Falou Deus a Israel em visões de noite, e disse: Jacó, Jacó! Respondeu Jacó:
Eis-me aqui.
3. E Deus disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não
temas descer para o Egito; porque eu te farei ali uma grande nação.
4.
Eu descerei contigo para o Egito, e certamente te farei tornar a subir; e José
porá a sua mão sobre os teus olhos.
5. Então Jacó se levantou de
Beer-Seba; e os filhos de Israel levaram seu pai Jacó, e seus meninos, e as suas
mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar.
6. Também tomaram
o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Canaã, e vieram para
o Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele.
7. Os seus filhos e
os filhos de seus filhos com ele, as suas filhas e as filhas de seus filhos, e
toda a sua descendência, levou-os consigo para o Egito.
8. São estes
os nomes dos filhos de Israel, que vieram para o Egito, Jacó e seus filhos:
Rúben, o primogênito de Jacó.
9. E os filhos de Rúben: Hanoque, Palu,
Hezrom e Carmi.
10. E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade,
Jaquim, Zoar, e Saul, filho de uma mulher cananéia.
11. E os filhos de
Levi: Gérsom, Coate e Merári.
12. E os filhos de Judá: Er, Onã, Selá,
Pérez e Zerá. Er e Onã, porém, morreram na terra de Canaã. E os filhos de Pérez
foram Hezrom e Hamul,
13. E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Iobe e
Sinrom.
14. E os filhos de Zebulom: Serede, Elom e
Jaleel.
15. Estes são os filhos de Léia, que ela deu a Jacó em
Padã-Arã, além de Diná, sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas
filhas eram trinta e três.
16. E os filhos de Gade: Zifiom, Hagui,
Suni, Ezbom, Eri, Arodi e Areli.
17. E os filhos de Aser: Imná, Isvá,
Isvi e Beria, e Sera, a irmã deles; e os filhos de Beria: Heber e
Malquiel.
18. Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua
filha Léia; e estes ela deu a Jacó, ao todo dezesseis almas.
19. Os
filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim.
20. E nasceram a
José na terra do Egito Manassés e Efraim, que lhe deu Asenate, filha de
Potífera, sacerdote de Om.
21. E os filhos de Benjamim: Belá, Bequer,
Asbel, Gêra, Naamã, Eí, Ros, Mupim, Hupim e Arde.
22. Estes são os
filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo catorze almas.
23. E os
filhos de Dã: Husim.
24. E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e
Silém.
25. Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à sua filha
Raquel; e estes deu ela a Jacó, ao todo sete almas.
26. Todas as almas
que vieram com Jacó para o Egito e que saíram da sua coxa, fora as mulheres dos
filhos de Jacó, eram todas sessenta e seis almas;
27. e os filhos de
José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de
Jacó, que vieram para o Egito eram setenta.
28. Ora, Jacó enviou Judá
adiante de si a José, para o encaminhar a Gósen; e chegaram à terra de
Gósen.
29. Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de
Israel, seu pai, a Gósen; e tendo-se-lhe apresentado, lançou-se ao seu pescoço,
e chorou sobre o seu pescoço longo tempo.
30. E Israel disse a José:
Morra eu agora, já que tenho visto o teu rosto, pois que ainda
vives.
31. Depois disse José a seus irmãos, e à casa de seu pai: Eu
subirei e informarei a Faraó, e lhe direi: Meus irmãos e a casa de meu pai, que
estavam na terra de Canaã, vieram para mim.
32. Os homens são
pastores, que se ocupam em apascentar gado; e trouxeram os seus rebanhos, o seu
gado e tudo o que têm.
33. Quando, pois, Faraó vos chamar e vos
perguntar: Que ocupação é a vossa?
34. respondereis: Nós, teus servos,
temos sido pastores de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como
nossos pais. Isso direis para que habiteis na terra de Gósen; porque todo pastor
de ovelhas é abominação para os egípcios.
[Gênesis 47]Gênesis 47
1. Então veio José, e informou a
Faraó, dizendo: Meu pai e meus irmãos, com seus rebanhos e seu gado, e tudo o
que têm, chegaram da terra de Canaã e estão na terra de Gósen.
2. E
tomou dentre seus irmãos cinco homens e os apresentou a Faraó.
3.
Então perguntou Faraó a esses irmãos de José: Que ocupação é a vossa;
Responderam-lhe: Nós, teus servos, somos pastores de ovelhas, tanto nós como
nossos pais.
4. Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta
terra; porque não há pasto para os rebanhos de teus servos, porquanto a fome é
grave na terra de Canaã; agora, pois, rogamos-te permitas que teus servos
habitem na terra de Gósen.
5. Então falou Faraó a José, dizendo: Teu
pai e teus irmãos vieram a ti;
6. a terra do Egito está diante de ti;
no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de
Gósen. E se sabes que entre eles há homens capazes, põe-nos sobre os pastores do
meu gado.
7. Também José introduziu a Jacó, seu pai, e o apresentou a
Faraó; e Jacó abençoou a Faraó.
8. Então perguntou Faraó a Jacó:
Quantos são os dias dos anos da tua vida?
9. Respondeu-lhe Jacó: Os
dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus
têm sido os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da
vida de meus pais nos dias das suas peregrinações.
10. E Jacó abençoou
a Faraó, e saiu da sua presença.
11. José, pois, estabeleceu a seu pai
e seus irmãos, dando-lhes possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na
terra de Ramessés, como Faraó ordenara.
12. E José sustentou de pão
seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai, segundo o número de seus
filhos.
13. Ora, não havia pão em toda a terra, porque a fome era mui
grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da
fome.
14. Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do
Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à
casa de Faraó.
15. Quando se acabou o dinheiro na terra do Egito, e na
terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dá-nos pão; por que
morreremos na tua presença? porquanto o dinheiro nos falta.
16.
Respondeu José: Trazei o vosso gado, e vo-lo darei por vosso gado, se falta o
dinheiro.
17. Então trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão
em troca dos cavalos, e das ovelhas, e dos bois, e dos jumentos; e os sustentou
de pão aquele ano em troca de todo o seu gado.
18. Findo aquele ano,
vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que
o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de gado já pertencem a meu senhor;
e nada resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa
terra;
19. por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a
nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa
terra seremos servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não
morramos, e para que a terra não fique desolada.
20. Assim José
comprou toda a terra do Egito para Faraó; porque os egípcios venderam cada um o
seu campo, porquanto a fome lhes era grave em extremo; e a terra ficou sendo de
Faraó.
21. Quanto ao povo, José fê-lo passar às cidades, desde uma até
a outra extremidade dos confins do Egito.
22. Somente a terra dos
sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham rações de Faraó, e eles
comiam as suas rações que Faraó lhes havia dado; por isso não venderam a sua
terra.
23. Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a
vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a
terra.
24. Há de ser, porém, que no tempo as colheitas dareis a quinta
parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o
vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos
filhinho.
25. Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! achemos
graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.
26. José,
pois, estabeleceu isto por estatuto quanto ao solo do Egito, até o dia de hoje,
que a Faraó coubesse o quinto a produção; somente a terra dos sacerdotes não
ficou sendo de Faraó.
27. Assim habitou Israel na terra do Egito, na
terra de Gósen; e nela adquiriram propriedades, e frutificaram e
multiplicaram-se muito.
28. E Jacó viveu na terra do Egito dezessete
anos; de modo que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e
sete anos.
29. Quando se aproximava o tempo da morte de Israel, chamou
ele a José, seu filho, e disse-lhe: Se tenho achado graça aos teus olhos, põe a
mão debaixo da minha coxa, e usa para comigo de benevolência e de verdade:
rogo-te que não me enterres no Egito;
30. mas quando eu dormir com os
meus pais, levar-me-ás do Egito e enterrar-me-ás junto à sepultura deles.
Respondeu José: Farei conforme a tua palavra.
31. E Jacó disse:
Jura-me; e ele lhe jurou. Então Israel inclinou-se sobre a cabeceira da
cama.
[Gênesis 48]Gênesis 48
1.
Depois destas coisas disseram a José: Eis que teu pai está enfermo. Então José
tomou consigo os seus dois filhos, Manassés e Efraim.
2. Disse alguém
a Jacó: Eis que José, teu olho, vem ter contigo. E esforçando-se Israel,
sentou-se sobre a cama.
3. E disse Jacó a José: O Deus Todo-Poderoso
me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou,
4. e me disse:
Eis que te farei frutificar e te multiplicarei; tornar-te-ei uma multidão de
povos e darei esta terra à tua descendência depois de ti, em possessão
perpétua.
5. Agora, pois, os teus dois filhos, que nasceram na terra
do Egito antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão
meus, como Rúben e Simeão;
6. mas a prole que tiveres depois deles
será tua; segundo o nome de seus irmãos serão eles chamados na sua
herança.
7. Quando eu vinha de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na
terra de Canaã, quando ainda faltava alguma distância para chegar a Efrata;
sepultei-a ali no caminho que vai dar a Efrata, isto é, Belém.
8.
Quando Israel viu os filhos de José, perguntou: Quem são estes?
9.
Respondeu José a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui.
Continuou Israel: Traze-mos aqui, e eu os abençoarei.
10. Os olhos de
Israel, porém, se tinham escurecido por causa da velhice, de modo que não podia
ver. José, pois, fê-los chegar a ele; e ele os beijou e os
abraçou.
11. E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e
eis que Deus me fez ver também a tua descendência.
12. Então José os
tirou dos joelhos de seu pai; e inclinou-se à terra diante da sua
face.
13. E José tomou os dois, a Efraim com a sua mão direita, à
esquerda de Israel, e a Manassés com a sua mão esquerda, à direita de Israel, e
assim os fez chegar a ele.
14. Mas Israel, estendendo a mão direita,
colocou-a sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a esquerda sobre a cabeça
de Manassés, dirigindo as mãos assim propositadamente, sendo embora este o
primogênito.
15. E abençoou a José, dizendo: O Deus em cuja presença
andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor durante
toda a minha vida até este dia,
16. o anjo que me tem livrado de todo
o mal, abençoe estes mancebos, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus
pois Abraão e Isaque; e multipliquem-se abundantemente no meio da
terra.
17. Vendo José que seu pai colocava a mão direita sobre a
cabeça de Efraim, foi-lhe isso desagradável; levantou, pois, a mão de seu pai,
para a transpor da cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés.
18. E
José disse a seu pai: Nãa assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a mão
direita sobre a sua cabeça.
19. Mas seu pai, recusando, disse: Eu o
sei, meu filho, eu o sei; ele também se tornará um povo, ele também será grande;
contudo o seu irmão menor será maior do que ele, e a sua descendência se tornará
uma multidão de nações.
20. Assim os abençoou naquele dia, dizendo:
Por ti Israel abençoará e dirá: Deus te faça como Efraim e como Manassés. E pôs
a Efraim diante de Manassés.
21. Depois disse Israel a José: Eis que
eu morro; mas Deus será convosco, e vos fará tornar para a terra de vossos
pais.
22. E eu te dou um pedaço de terra a mais do que a teus irmãos,
o qual tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos
amorreus.
[Gênesis 49]Gênesis
49
1. Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse:
Ajuntai-vos para que eu vos anuncie o que vos há de acontecer nos dias
vindouros.
2. Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel vosso
pai:
3. Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do
meu vigor, preeminente em dignidade e preeminente em poder.
4.
Descomedido como a água, não reterás a preeminência; porquanto subiste ao leito
de teu pai; então o contaminaste. Sim, ele subiu à minha cama.
5.
Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de
violência.
6. No seu concílio não entres, ó minha alma! com a sua
assembléia não te ajuntes, ó minha glória! porque no seu furor mataram homens, e
na sua teima jarretaram bois.
7. Maldito o seu furor, porque era
forte! maldita a sua ira, porque era cruel! Dividi-los-ei em Jacó, e os
espalharei em Israel.
8. Judá, a ti te louvarão teus irmãos; a tua mão
será sobre o pescoço de teus inimigos: diante de ti se prostrarão os filhos de
teu pai.
9. Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se
encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o
despertará?
10. O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de
autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence; e a ele
obedecerão os povos.
11. Atando ele o seu jumentinho à vide, e o filho
da sua jumenta à videira seleta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura
em sangue de uvas.
12. Os olhos serão escurecidos pelo vinho, e os
dentes brancos de leite.
13. Zebulom habitará no litoral; será ele
ancoradouro de navios; e o seu termo estender-se-á até Sidom.
14.
Issacar é jumento forte, deitado entre dois fardos.
15. Viu ele que o
descanso era bom, e que a terra era agradável. Sujeitou os seus ombros à carga e
entregou-se ao serviço forçado de um escravo.
16. Dã julgará o seu
povo, como uma das tribos de Israel.
17. Dã será serpente junto ao
caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo
que caia o seu cavaleiro para trás.
18. A tua salvação tenho esperado,
ó Senhor!
19. Quanto a Gade, guerrilheiros o acometerão; mas ele, por
sua vez, os acometerá.
20. De Aser, o seu pão será gordo; ele
produzirá delícias reais.
21. Naftali é uma gazela solta; ele profere
palavras formosas.
22. José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto
a uma fonte; seus raminhos se estendem sobre o muro.
23. Os flecheiros
lhe deram amargura, e o flecharam e perseguiram,
24. mas o seu arco
permaneceu firme, e os seus braços foram fortalecidos pelas mãos do Poderoso de
Jacó, o Pastor, o Rochedo de Israel,
25. pelo Deus de teu pai, o qual
te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoara, com bênçãos dos céus em
cima, com bênçãos do abismo que jaz embaixo, com bênçãos dos seios e da
madre.
26. As bênçãos de teu pai excedem as bênçãos dos montes
eternos, as coisas desejadas dos eternos outeiros; sejam elas sobre a cabeça de
José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus
irmãos.
27. Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devorará a
presa, e à tarde repartirá o despojo.
28. Todas estas são as doze
tribos de Israel: e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada
um deles abençoou segundo a sua bênção.
29. Depois lhes deu ordem,
dizendo-lhes: Eu estou para ser congregado ao meu povo; sepultai-me com meus
pais, na cova que está no campo de Efrom, o heteu,
30. na cova que
está no campo de Macpela, que está em frente de Manre, na terra de Canaã, cova
esta que Abraão comprou de Efrom, o heteu, juntamente com o respectivo campo,
como propriedade de sepultura.
31. Ali sepultaram a Abraão e a Sara,
sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca, sua mulher; e ali eu sepultei a
Léia.
32. O campo e a cova que está nele foram comprados aos filhos de
Hete.
33. Acabando Jacó de dar estas instruções a seus filhos,
encolheu os seus pés na cama, expirou e foi congregado ao seu
povo.
[Gênesis 50]Gênesis 50
1.
Então José se lançou sobre o rosto de seu pai, chorou sobre ele e o
beijou.
2. E José ordenou a seus servos, os médicos, que embalsamassem
a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel.
3. Cumpriram-se-lhe
quarenta dias, porque assim se cumprem os dias de embalsamação; e os egípcios o
choraram setenta dias.
4. Passados, pois, os dias de seu choro, disse
José à casa de Faraó: Se agora tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que
faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo:
5. Meu pai me fez jurar,
dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei para mim na terra de
Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, deixa-me subir, peço-te, e sepultar meu
pai; então voltarei.
6. Respondeu Faraó: Sobe, e sepulta teu pai, como
ele te fez jurar.
7. Subiu, pois, José para sepultar a seu pai; e com
ele subiram todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos
da terra do Egito,
8. como também toda a casa de José, e seus irmãos,
e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen os seus pequeninos, os
seus rebanhos e o seu gado.
9. E subiram com ele tanto carros como
gente a cavalo; de modo que o concurso foi mui grande.
10. Chegando
eles à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali um grande e forte
pranto; assim fez José por seu pai um grande pranto por sete dias.
11.
Os moradores da terra, os cananeus, vendo o pranto na eira de Atade, disseram:
Grande pranto é este dos egípcios; pelo que o lugar foi chamado Abel-Mizraim, o
qual está além do Jordão.
12. Assim os filhos de Jacó lhe fizeram como
ele lhes ordenara;
13. pois o levaram para a terra de Canaã, e o
sepultaram na cova do campo de Macpela, que Abraão tinha comprado com o campo,
como propriedade de sepultura, a Efrom, o heteu, em frente de
Manre.
14. Depois de haver sepultado seu pai, José voltou para o
Egito, ele, seus irmãos, e todos os que com ele haviam subido para sepultar seu
pai.
15. Vendo os irmãos de José que seu pai estava morto, disseram:
Porventura José nos odiará e nos retribuirá todo o mal que lhe
fizemos.
16. Então mandaram dizer a José: Teu pai, antes da sua morte,
nos ordenou:
17. Assim direis a José: Perdoa a transgressão de teus
irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal. Agora, pois, rogamos-te que
perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles
lhe falavam.
18. Depois vieram também seus irmãos, prostraram-se
diante dele e disseram: Eis que nós somos teus servos.
19.
Respondeu-lhes José: Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus?
20.
Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o
bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com
vida.
21. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei, a vós e a
vossos filhinhos. Assim ele os consolou, e lhes falou ao coração.
22.
José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu cento e dez
anos.
23. E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também
os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de
José.
24. Depois disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus
certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a
Abraão, a Isaque e a Jacó.
25. E José fez jurar os filhos de Israel,
dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar daqui os meus
ossos.
26. Assim morreu José, tendo cento e dez anos de idade; e o
embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.
[Êxodo 1]Êxodo 1
1. Ora, estes são os nomes dos
filhos de Israel, que entraram no Egito; entraram com Jacó, cada um com a sua
família:
2. Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
3. Issacar, Zebulom
e Benjamim;
4. Dã e Naftali, Gade e Aser.
5. Todas as almas,
pois, que procederam da coxa de Jacó, foram setenta; José, porém, já estava no
Egito.
6. Morreu, pois, José, e todos os seus irmãos, e toda aquela
geração.
7. Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram
muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra
se encheu deles.
8. Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei,
que não conhecera a José.
9. Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de
Israel é mais numeroso e mais forte do que nos.
10. Eia, usemos de
astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra,
ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós e se retire da
terra.
11. Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com
suas cargas. Assim os israelitas edificaram para Faraó cidades armazéns, Pitom e
Ramessés.
12. Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel,
tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se
enfadavam por causa dos filhos de Israel.
13. Por isso os egípcios
faziam os filhos de Israel servir com dureza;
14. assim lhes
amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte
de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com
dureza.
15. Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais
uma se chamava Sifrá e a outra Puá,
16. dizendo: Quando ajudardes no
parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas
se for filha, viverá.
17. As parteiras, porém, temeram a Deus e não
fizeram como o rei do Egito lhes ordenara, antes conservavam os meninos com
vida.
18. Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as
interrogou: Por que tendes feito isto e guardado os meninos com
vida?
19. Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias
não são como as egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a
parteira chegue a elas.
20. Portanto Deus fez bem às parteiras. E o
povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
21. Também aconteceu que,
como as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu as casas.
22.
Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem
lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.
[Êxodo
2]Êxodo 2
1. Foi-se um homem da casa
de Levi e casou com uma filha de Levi.
2. A mulher concebeu e deu à
luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.
3.
Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de
juncos, e a revestiu de betume e pez; e, pondo nela o menino, colocou-a entre os
juncos a margem do rio.
4. E sua irmã postou-se de longe, para saber o
que lhe aconteceria.
5. A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio,
e as suas criadas passeavam à beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos,
mandou a sua criada buscá-la.
6. E abrindo-a, viu a criança, e eis que
o menino chorava; então ela teve compaixão dele, e disse: Este é um dos filhos
dos hebreus.
7. Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó:
Queres que eu te vá chamar uma ama dentre as hebréias, para que crie este menino
para ti?
8. Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi, pois, a moça e
chamou a mãe do menino.
9. Disse-lhe a filha de Faraó: Leva este
menino, e cria-mo; eu te darei o teu salário. E a mulher tomou o menino e o
criou.
10. Quando, pois, o menino era já grande, ela o trouxe à filha
de Faraó, a qual o adotou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o
tirei.
11. Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem,
saiu a ter com seus irmãos e atentou para as suas cargas; e viu um egípcio que
feria a um hebreu dentre, seus irmãos.
12. Olhou para um lado e para
outro, e vendo que não havia ninguém ali, matou o egípcio e escondeu-o na
areia.
13. Tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois hebreus
contendiam; e perguntou ao que fazia a injustiça: Por que feres a teu
próximo?
14. Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz
sobre nós? Pensas tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e
disse: Certamente o negócio já foi descoberto.
15. E quando Faraó
soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da presença de Faraó, e
foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço.
16. O
sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os
tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai.
17. Então vieram os
pastores, e as expulsaram dali; Moisés, porém, levantou-se e as defendeu, e deu
de beber ao rebanho delas.
18. Quando elas voltaram a Reuel, seu pai,
este lhes perguntou: como é que hoje voltastes tão cedo?
19.
Responderam elas: um egípcio nos livrou da mão dos pastores; e ainda tirou água
para nós e deu de beber ao rebanho.
20. E ele perguntou a suas filhas:
Onde está ele; por que deixastes lá o homem? chamai-o para que coma
pão.
21. Então Moisés concordou em morar com aquele homem, o qual lhe
deu sua filha Zípora.
22. E ela deu à luz um filho, a quem ele chamou
Gérson, porque disse: Peregrino sou em terra estrangeira.
23. No
decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel gemiam
debaixo da servidão; pelo que clamaram, e subiu a Deus o seu clamor por causa
dessa servidão.
24. Então Deus, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do
seu pacto com Abraão, com Isaque e com Jacó.
25. E atentou Deus para
os filhos de Israel; e Deus os conheceu.
[Êxodo 3]Êxodo
3
1. Ora, Moisés estava apascentando o rebanho de
Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e levou o rebanho para trás do deserto, e
chegou a Horebe, o monte de Deus.
2. E apareceu-lhe o anjo do Senhor
em uma chama de fogo do meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia
no fogo, e a sarça não se consumia;
3. pelo que disse: Agora me
virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a sarça não se
queima.
4. E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do
meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.
5.
Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o lugar
em que tu estás é terra santa.
6. Disse mais: Eu sou o Deus de teu
pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o
rosto, porque temeu olhar para Deus.
7. Então disse o Senhor: Com
efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o
seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus
sofrimentos;
8. e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o
fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana
leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu
e do jebuseu.
9. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é
vindo a mim; e também tenho visto a opressão com que os egípcios os
oprimem.
10. Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que
tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel.
11. Então Moisés
disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de
Israel?
12. Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te
será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo,
servireis a Deus neste monte.
13. Então disse Moisés a Deus: Eis que
quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me
enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes
direi?
14. Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais:
Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
15. E Deus
disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de
vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a
vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração em
geração.
16. Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor, o
Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu-me,
dizendo: certamente vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no
Egito;
17. e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a
terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para
uma terra que mana leite e mel.
18. E ouvirão a tua voz; e ireis, tu e
os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos
hebreus, encontrou-nos. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o
deserto para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor nosso Deus.
19. Eu
sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma forte
mão.
20. Portanto estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todas
as minhas maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixará
ir.
21. E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e
acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios.
22. Porque cada
mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata e jóias de ouro, bem
como vestidos, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; assim
despojareis os egípcios.
[Êxodo 4]Êxodo
4
1. Então respondeu Moisés: Mas eis que não me crerão,
nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.
2. Ao
que lhe perguntou o Senhor: Que é isso na tua mão. Disse Moisés: uma
vara.
3. Ordenou-lhe o Senhor: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão,
e ela se tornou em cobra; e Moisés fugiu dela.
4. Então disse o Senhor
a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão e lhe pegou, e
ela se tornou em vara na sua mão);
5. para que eles creiam que te
apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o
Deus de Jacó.
6. Disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a mão no seio. E
meteu a mão no seio. E quando a tirou, eis que a mão estava leprosa, branca como
a neve.
7. Disse-lhe ainda: Torna a meter a mão no seio. (E tornou a
meter a mão no seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o
restante da sua carne.)
8. E sucederá que, se eles não te crerem, nem
atentarem para o primeiro sinal, crerão ao segundo sinal.
9. E se
ainda não crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, então tomarás da
água do rio, e a derramarás sobre a terra seca; e a água que tomares do rio
tornar-se-á em sangue sobre a terra seca.
10. Então disse Moisés ao
Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que
falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de
língua.
11. Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou
quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o
Senhor?
12. Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei
o que hás de falar.
13. Ele, porém, respondeu: Ah, Senhor! envia,
peço-te, por mão daquele a quem tu hás de enviar.
14. Então se acendeu
contra Moisés a ira do Senhor, e disse ele: Não é Arão, o levita, teu irmão? eu
sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao encontro, e vendo-te,
se alegrará em seu coração.
15. Tu, pois, lhe falarás, e porás as
palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca e com a dele, e vos ensinarei o
que haveis de fazer.
16. E ele falará por ti ao povo; assim ele te
será por boca, e tu lhe serás por Deus.
17. Tomarás, pois, na tua mão
esta vara, com que hás de fazer os sinais.
18. Então partiu Moisés, e
voltando para Jetro, seu sogro, disse-lhe: Deixa-me, peço-te, voltar a meus
irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a
Moisés: Vai-te em paz.
19. Disse também o Senhor a Moisés em Midiã:
Vai, volta para o Egito; porque morreram todos os que procuravam tirar-te a
vida.
20. Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os fez
montar num jumento e tornou à terra do Egito; e Moisés levou a vara de Deus na
sua mão.
21. Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito,
vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas
eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo.
22. Então
dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu
primogênito;
23. e eu te tenho dito: Deixa ir: meu filho, para que me
sirva. mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei o teu filho, o teu
primogênito.
24. Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Senhor
o encontrou, e quis matá-lo.
25. Então Zípora tomou uma faca de pedra,
circuncidou o prepúcio de seu filho e, lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com
efeito, és para mim um esposo sanguinário.
26. O Senhor, pois, o
deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão.
27.
Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi e,
encontrando-o no monte de Deus, o beijou:
28. E relatou Moisés a Arão
todas as palavras com que o Senhor o enviara e todos os sinais que lhe
mandara.
29. Então foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos
dos filhos de Israel;
30. e Arão falou todas as palavras que o Senhor
havia dito a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo.
31. E o
povo creu; e quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de Israel e
que tinha visto a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.
[Êxodo 5]Êxodo 5
1. Depois foram Moisés e Arão e
disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Deixa ir o meu povo,
para que me celebre uma festa no deserto.
2. Mas Faraó respondeu: Quem
é o Senhor, para que eu ouça a sua voz para deixar ir Israel? Não conheço o
Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.
3. Então eles ainda falaram:
O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de
três dias ao deserto, e oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus, para que ele
não venha sobre nós com pestilência ou com espada.
4. Respondeu-lhes
de novo o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis o povo cessar das suas
obras? Ide às vossas cargas.
5. Disse mais Faraó: Eis que o povo da
terra já é muito, e vós os fazeis abandonar as suas cargas.
6. Naquele
mesmo dia Faraó deu ordem aos exatores do povo e aos seus oficiais,
dizendo:
7. Não tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para
fazer tijolos; vão eles mesmos, e colham palha para si.
8. Também lhes
imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada diminuireis dela; porque
eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso
Deus.
9. Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que se ocupem
nele e não dêem ouvidos a palavras mentirosas.
10. Então saíram os
exatores do povo e seus oficiais, e disseram ao povo: Assim diz Faraó: Eu não
vos darei palha;
11. ide vós mesmos, e tomai palha de onde puderdes
achá-la; porque nada se diminuirá de vosso serviço.
12. Então o povo
se espalhou por toda parte do Egito a colher restolho em lugar de
palha.
13. E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai a vossa obra, a
tarefa do dia no seu dia, como quando havia palha.
14. E foram
açoitados os oficiais dos filhos de Israel, postos sobre eles pelos exatores de
Faraó, que reclamavam: Por que não acabastes nem ontem nem hoje a vossa tarefa,
fazendo tijolos como dantes?
15. Pelo que os oficiais dos filhos de
Israel foram e clamaram a Faraó, dizendo: Porque tratas assim a teus
servos?
16. Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos;
e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo é que tem a
culpa.
17. Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso
dizeis: vamos, sacrifiquemos ao Senhor.
18. Portanto, ide, trabalhai;
palha, porém, não se vos dará; todavia, dareis a conta dos
tijolos.
19. Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em
aperto, porquanto se lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa
do dia no seu dia.
20. Ao saírem da presença de Faraó depararam com
Moisés e Arão que vinham ao encontro deles,
21. e disseram-lhes: Olhe
o Senhor para vós, e julgue isso, porquanto fizestes o nosso caso repelente
diante de Faraó e diante de seus servos, metendo-lhes nas mãos uma espada para
nos matar.
22. Então, tornando-se Moisés ao Senhor, disse: Senhor! por
que trataste mal a este povo? por que me enviaste?
23. Pois desde que
me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem maltratado a este povo; e
de nenhum modo tens livrado o teu povo.
[Êxodo 6]Êxodo
6
1. Então disse o Senhor a Moisés: Agora verás o que
hei de fazer a Faraó; pois por uma poderosa mão os deixará ir, sim, por uma
poderosa mão os lançará de sua terra.
2. Falou mais Deus a Moisés, e
disse-lhe: Eu sou Jeová.
3. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como
o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui
conhecido.
4. Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de
Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos.
5.
Ademais, tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios vêm
escravizando; e lembrei-me do meu pacto.
6. Portanto dize aos filhos
de Israel: Eu sou Jeová; eu vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios,
livrar-vos-ei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com
grandes juízos.
7. Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e
vós sabereis que eu sou Jeová vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos
egípcios.
8. Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a
Isaque e a Jacó; e vo-la darei por herança. Eu sou Jeová.
9. Assim
falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não lhe deram ouvidos, por causa da
angústia de espírito e da dura servidão.
10. Falou mais o Senhor a
Moisés, dizendo:
11. Vai, fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair
os filhos de Israel da sua terra.
12. Moisés, porém, respondeu perante
o Senhor, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido: como, pois, me
ouvirá Faraó a mim, que sou incircunciso de lábios?
13. Todavia o
Senhor falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel,
e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem os filhos de Israel da terra do
Egito..
14. Estes são os cabeças das casas de seus pais: Os filhos de
Rúben o primogênito de Israel: Hanoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as
famílias de Rúben.
15. E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade,
Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananéia; estas são as famílias de
Simeão.
16. E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas
gerações: Gérson, Coate e Merári; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta
e sete anos.
17. Os filhos de Gérson: Líbni e Simei, segundo as suas
famílias.
18. Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os
anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.
19. Os filhos
de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas
gerações.
20. Ora, Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela
lhe deu Arão e Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete
anos.
21. Os filhos de Izar: Corá, Nofegue e Zicri.
22. Os
filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.
23. Arão tomou por mulher a
Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Nasom; e ela lhe deu Nadabe, Abiú, Eleazar
e Itamar.
24. Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são
as famílias dos coraítas.
25. Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher
uma das filhas de Putiel; e ela lhe deu Finéias; estes são os chefes das casa,
paternas dos levitas, segundo as suas famílias.
26. Estes são Arão e
Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito,
segundo os seus exércitos.
27. Foram eles os que falaram a Faraó, rei
do Egito, a fim de tirarem do Egito os filhos de Israel; este Moisés e este
Arão.
28. No dia em que o Senhor falou a Moisés na terra do
Egito,
29. disse o Senhor a Moisés: Eu sou Jeová; dize a Faraó, rei do
Egito, tudo quanto eu te digo.
30. Respondeu Moisés perante o Senhor:
Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, me ouvirá
Faraó;
[Êxodo 7]Êxodo 7
1.
Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e Arão,
teu irmão, será o teu profeta.
2. Tu falarás tudo o que eu te mandar;
e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua
terra.
3. Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na
terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.
4. Mas Faraó não
vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o
meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes
juízos.
5. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender
a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio
deles.
6. Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara,
assim fizeram.
7. Tinha Moisés oitenta anos, e Arão oitenta e três,
quando falaram a Faraó.
8. Falou, pois, o Senhor a Moisés e
Arão:
9. Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum
milagre; dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se
torne em serpente.
10. Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e
fizeram assim como o Senhor ordenara. Arão lançou a sua vara diante de Faraó e
diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente.
11. Faraó também
mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito, também fizeram o
mesmo com os seus encantamentos.
12. Pois cada um deles lançou a sua
vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas
deles.
13. Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os
ouviu, como o Senhor tinha dito.
14. Então disse o Senhor a Moisés:
Obstinou-se o coração de Faraó; ele recusa deixar ir o povo.
15. Vai
ter com Faraó pela manhã; eis que ele sairá às águas; pôr-te-ás à beira do rio
para o encontrar, e tomarás na mão a vara que se tomou em
serpente.
16. E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, enviou-me a
ti para dizer-te: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis
que até agora não o tens ouvido.
17. Assim diz o Senhor: Nisto saberás
que eu sou o Senhor: Eis que eu, com esta vara que tenho na mão, ferirei as
águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue.
18. E os peixes
que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de
beber da água do rio.
19. Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão:
Toma a tua vara, e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre as suas
correntes, sobre os seus rios, e sobre as suas lagoas e sobre todas as suas
águas empoçadas, para que se tornem em sangue; e haverá sangue por toda a terra
do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.
20. Fizeram
Moisés e Arão como lhes ordenara o Senhor; Arão, levantando a vara, feriu as
águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus
servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue.
21. De modo que
os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não
podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra do
Egito.
22. Mas o mesmo fizeram também os magos do Egito com os seus
encantamentos; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu,
como o Senhor tinha dito.
23. Virou-se Faraó e entrou em sua casa, e
nem ainda a isto tomou a sério.
24. Todos os egípcios, pois, cavaram
junto ao rio, para achar água que beber; porquanto não podiam beber da água do
rio.
25. Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor ferira o
rio.
[Êxodo 8]Êxodo 8
1. Então
disse o Senhor a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o
meu povo, para que me sirva.
2. Mas se recusares deixá-lo ir, eis que
ferirei com rãs todos os teus termos.
3. O rio produzirá rãs em
abundância, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua
cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às
tuas amassadeiras.
4. Sim, as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu
povo, e sobre todos os teus servos.
5. Disse mais o Senhor a Moisés:
Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e
sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.
6. Arão,
pois, estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, que cobriram a
terra do Egito.
7. Então os magos fizeram o mesmo com os seus
encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.
8. Chamou,
pois, Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Senhor que tire as rãs de mim e
do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que ofereça sacrifícios ao
Senhor.
9. Respondeu Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que
hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de
ti, e das tuas casas, de sorte que fiquem somente no rio?.
10. Disse
Faraó: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que
ninguém há como o Senhor nosso Deus.
11. As rãs, pois, se apartarão de
ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo; ficarão somente no
rio.
12. Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés
clamou ao Senhor por causa das rãs que tinha trazido sobre Faraó.
13.
O Senhor, pois, fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas casas,
nos pátios, e nos campos.
14. E ajuntaram-nas em montes, e a terra,
cheirou mal.
15. Mas vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu
coração, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.
16. Disse mais o
Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que
se torne em piolhos por toda a terra do Egito.
17. E assim fizeram.
Arão estendeu a sua mão com a vara, e feriu o pó da terra, e houve piolhos nos
homens e nos animais; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do
Egito.
18. Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos
para produzirem piolhos, mas não puderam. E havia piolhos, nos homens e nos
animais.
19. Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus.
No entanto o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha
dito.
20. Disse mais o Senhor a Moisés: levanta-te pela manhã cedo e
põe-te diante de Faraó:; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o
Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
21. Porque se não
deixares ir o meu povo., eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os
teus servos, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se
encherão destes enxames, bem como a terra em que eles estiverem.
22.
Mas naquele dia separarei a terra de Gósem em que o meu povo habita, a fim de
que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Senhor no meio
desta terra.
23. Assim farei distinção entre o meu povo e o teu povo;
amanhã se fará este milagre.
24. O Senhor, pois, assim fez. Entraram
grandes enxames de moscas na casa de Faraó e nas casas dos seus servos; e em
toda parte do Egito a terra foi assolada pelos enxames de moscas.
25.
Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e oferecei sacrifícios ao
vosso Deus nesta terra.
26. Respondeu Moisés: Não convém que assim se
faça, porque é abominação aos egípcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso
Deus. Sacrificando nós a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos
apedrejarão eles?
27. Havemos de ir caminho de três dias ao deserto,
para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor nosso Deus, como ele nos
ordenar.
28. Então disse Faraó: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais
sacrifícios ao Senhor vosso Deus no deserto; somente não ireis muito longe; e
orai por mim.
29. Respondeu Moisés: Eis que saio da tua presença e
orarei ao Senhor, que estes enxames de moscas se apartem amanhã de Faraó, dos
seus servos, e do seu povo; somente não torne mais Faraó a proceder dolosamente,
não deixando ir o povo para oferecer sacrifícios ao Senhor.
30. Então
saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.
31. E fez o Senhor
conforme a palavra de Moisés, e apartou os enxames de moscas de Faraó, dos seus
servos, e do seu povo; não ficou uma sequer.
32. Mas endureceu Faraó
ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o povo.
[Êxodo 9]Êxodo 9
1. Depois o Senhor disse a Moisés:
Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu
povo, para que me sirva.
2. Porque, se recusares deixá-los ir, e ainda
os retiveres,
3. eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está
no campo: sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e
sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave.
4. Mas o Senhor
fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e não morrerá nada de
tudo o que pertence aos filhos de Israel.
5. E o Senhor assinalou
certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor isto na terra.
6. Fez,
pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu; porém do
gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.
7. E Faraó mandou ver, e
eis que do gado dos israelitas não morrera sequer um. Mas o coração de Faraó se
obstinou, e não deixou ir o povo.
8. Então disse o Senhor a Moisés e a
Arão: Tomai as mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu
diante dos olhos de Faraó;
9. e ela se tornará em pó fino sobre toda a
terra do Egito, e haverá tumores que arrebentarão em úlceras nos homens e no
gado, por toda a terra do Egito.
10. E eles tomaram cinza do forno, e
apresentaram-se diante de Faraó; e Moisés a espalhou para o céu, e ela se tomou
em tumores que arrebentavam em úlceras nos homens e no gado.
11. Os
magos não podiam manter-se diante de Moisés, por causa dos tumores; porque havia
tumores nos magos, e em todos os egípcios.
12. Mas o Senhor endureceu
o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o Senhor tinha dito a
Moisés.
13. Então disse o Senhor a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo,
põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus:
Deixa ir o meu povo, para que me sirva;
14. porque desta vez enviarei
todas as a minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o
teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a
terra.
15. Agora, por pouco, teria eu estendido a mão e ferido a ti e
ao teu povo com pestilência, e tu terias sido destruído da terra;
16.
mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder,
e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
17. Tu ainda te
exaltas contra o meu povo, não o deixando ir?
18. Eis que amanhã, por
este tempo, s farei chover saraiva tão grave qual nunca houve no Egito, desde o
dia em que foi fundado até agora.
19. Agora, pois, manda recolher o
teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se
acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e
morrerão.
20. Quem dos servos de Faraó temia a o palavra do Senhor,
fez Fugir os seus servos e o seu gado para as casas;
21. mas aquele
que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado
no campo.
22. Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o
céu, para que caia saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre os
animais, e sobre toda a erva do campo na terra do Egito.
23. E Moisés
estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e saraiva, e fogo
desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do
Egito.
24. Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave
qual nunca houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma
nação.
25. E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto
havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e
quebrou todas as árvores do campo.
26. Somente na terra de Gósem onde
se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.
27. Então Faraó
mandou chamar Moisés e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor é justo,
mas eu e o meu povo somos a ímpios.
28. Orai ao Senhor; pois já bastam
estes trovões da parte de Deus e esta saraiva; eu vos deixarei ir, e não
permanecereis mais, aqui.
29. Respondeu-lhe Moisés: Logo que eu tiver
saído da cidade estenderei minhas mãos ao Senhor; os trovões cessarão, e não
haverá, mais saraiva, para que saibas que a terra é do Senhor.
30.
Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do
Senhor Deus.
31. Ora, o linho e a cevada foram danificados, porque a
cevada já estava na espiga, e o linho em flor;
32. mas não foram
danificados o trigo e o centeio, porque não estavam crescidos.
33.
Saiu, pois, Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos ao
Senhor; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a
terra.
34. Vendo Faraó que a chuva, a saraiva e os trovões tinham
cessado, continuou a pecar, e endureceu o seu coração, ele e os seus
servos.
35. Assim, o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os
filhos de Israel, como o Senhor tinha dito por Moisés.
[Êxodo 10]Êxodo 10
1. Depois disse o Senhor a Moisés:
vai a Faraó; porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos,
para manifestar estes meus sinais no meio deles,
2. e para que contes
aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os
meus sinais que operei entre eles; para que vós saibais que eu sou o
Senhor.
3. Foram, pois, Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim
diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de
mim? Deixa ir o meu povo, para que me sirva;
4. mas se tu recusares
deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos aos teus
termos;
5. e eles cobrirão a face da terra, de sorte que não se poderá
ver a terra e comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva; também
comerão toda árvore que vos cresce no campo;
6. e encherão as tuas
casas, as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, como
nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde o dia em que apareceram na
terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó.
7.
Então os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem nos há de ser por
laço? deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus; porventura não
sabes ainda que o Egito está destruído?
8. Pelo que Moisés e Arão
foram levados outra vez a Faraó, e ele lhes disse: Ide, servi ao Senhor vosso
Deus. Mas quais são os que hão de ir?
9. Respondeu-lhe Moisés: Havemos
de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos; com os nossos filhos e com as
nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado havemos de ir; porque
temos de celebrar uma festa ao Senhor.
10. Replicou-lhes Faraó: Seja o
Senhor convosco, se eu vos deixar ir a vós e a vossos pequeninos! Olhai, porque
há mal diante de vós.
11. Não será assim; agora, ide vós, os homens, e
servi ao Senhor, pois isso é o que pedistes: E foram expulsos da presença de
Faraó.
12. Então disse o Senhor a Moisés: Quanto aos gafanhotos,
estende a tua mão sobre a terra do Egito, para que venham eles sobre a terra do
Egito e comam toda erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.
13.
Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a
terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando
amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.
14. Subiram, pois,
os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre todos os seus termos;
tão numerosos foram, que antes destes nunca houve tantos, nem depois deles
haverá.
15. Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra
se escureceu; e comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que
deixara a saraiva; nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por
toda a terra do Egito.
16. Então Faraó mandou apressadamente chamar
Moisés e Arão, e lhes disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra
vós.
17. Agora: pois, perdoai-me peço-vos somente esta vez o meu
pecado, e orai ao Senhor vosso Deus que tire de mim mais esta
morte.
18. Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, e orou ao
Senhor.
19. Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o
qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só
gafanhoto em todos os termos do Egito.
20. O Senhor, porém, endureceu
o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.
21.
Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, para que haja trevas
sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.
22. Estendeu,
pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito
por três dias.
23. Não se viram uns aos outros, e ninguém se levantou
do seu lugar por três dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz nas
suas habitações.
24. Então mandou Faraó chamar Moisés, e disse: Ide,
servi ao Senhor; somente fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vão
juntamente convosco os vossos pequeninos.
25. Moisés, porém, disse: Tu
também nos tens de dar nas mãos sacrifícios e holocaustos, para que possamos
oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus.
26. E também o nosso gado
há de ir conosco; nem uma unha ficará; porque dele havemos de tomar para servir
ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor,
até que cheguemos lá.
27. O Senhor, porém, endureceu o coração de
Faraó, e este não os quis deixar ir:
28. Disse, pois, Faraó a Moisés:
Retira-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que
me vires o rosto morrerás.
29. Respondeu Moisés: Disseste bem; eu
nunca mais verei o teu rosto.
[Êxodo 11]Êxodo
11
1. Disse o Senhor a Moisés: Ainda mais uma praga
trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois ele vos deixará ir daqui; e,
deixando vos ir a todos, com efeito vos expulsará daqui.
2. Fala agora
aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua
vizinha, jóias de prata e jóias de ouro.
3. E o Senhor deu ao povo
graça aos olhos dos egípcios. Além disso o varão Moisés era mui grande na terra
do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo.
4. Depois
disse Moisés a Faraó: Assim diz o Senhor: À meia-noite eu sairei pelo meio do
Egito;
5. e todos os primogênitos na terra do Egito morrerão, desde o
primogênito de Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até o primogênito da
serva que está detrás da mó, e todos os primogênitos dos animais.
6.
Pelo que haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve nem
haverá jamais.
7. Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão
moverá a sua língua, nem contra homem nem contra animal; para que saibais que o
Senhor faz distinção entre os egípcios e os filhos de Israel.
8. Então
todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo:
Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas. Depois disso eu sairei. E Moisés
saiu da presença de Faraó ardendo em ira.
9. Pois o Senhor dissera a
Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na
terra do Egito.
10. E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas
diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da
sua terra os filhos de Israel.
[Êxodo 12]Êxodo
12
1. Ora, o Senhor falou a Moisés e a Arão na terra do
Egito, dizendo:
2. Este mês será para vós o princípio dos meses; este
vos será o primeiro dos meses do ano.
3. Falai a toda a congregação de
Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro,
segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.
4. Mas se a
família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho
mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao comer de cada
um, fareis a conta para o cordeiro.
5. O cordeiro, ou cabrito, será
sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das
cabras,
6. e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a
assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha:
7. Tomarão do
sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o
comerem.
8. E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães
ázimos; com ervas amargosas a comerão.
9. Não comereis dele cru, nem
cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a
sua fressura.
10. Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele
ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo.
11. Assim pois o
comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado
na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor.
12.
Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os
primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos
os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor.
13. Mas o
sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue,
passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando
eu ferir a terra do Egito. :
14. E este dia vos será por memorial, e
celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis
por estatuto perpétuo.
15. Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao
primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão
levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de
Israel.
16. E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao
sétimo dia tereis uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão
o que diz respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito
por vós.
17. Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse
mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia
através das vossas gerações por estatuto perpétuo.
18. No primeiro
mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do
mês à tarde.
19. Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas
casas; porque qualquer que comer pão levedado, esse será cortado da congregação
de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra.
20. Nenhuma
coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães
ázimos.
21. Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel, e
disse-lhes: Ide e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a
páscoa.
22. Então tomareis um molho de hissopo, embebê-lo-eis no
sangue que estiver na bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois
umbrais; mas nenhum de vós sairá da porta da sua casa até pela
manhã.
23. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios; e, ao ver
o sangue na verga da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passará aquela porta,
e não deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.
24.
Portanto guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para
sempre.
25. Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos
dará, como tem prometido, guardareis este culto.
26. E quando vossos
filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este culto?
27.
Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos
filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas.
Então o povo inclinou-se e adorou.
28. E foram os filhos de Israel, e
fizeram isso; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim
fizeram.
29. E aconteceu que à meia-noite o Senhor feriu todos os
primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava
em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os
primogênitos dos animais.
30. E Faraó levantou-se de noite, ele e
todos os seus servos, e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito,
porque não havia casa em que não houvesse um morto.
31. Então Faraó
chamou Moisés e Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo,
tanto vós como os filhos de Israel; e ide servir ao Senhor, como tendes
dito.
32. Levai também convosco os vossos rebanhos e o vosso gado,
como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim.
33. E os egípcios
apertavam ao povo, e apressando-se por lançá-los da terra; porque diziam:
Estamos todos mortos.
34. Ao que o povo tomou a massa, antes que ela
levedasse, e as amassadeiras atadas e em seus vestidos, sobre os
ombros.
35. Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de
Moisés, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e
vestidos.
36. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de
modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egípcios.
37.
Assim viajaram os filhos de Israel de a Ramessés a Sucote, cerca de seiscentos
mil homens de pé, sem contar as crianças.
38. Também subiu com eles
uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas, uma grande quantidade de
gado.
39. E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque
ela não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam
deter-se, nem haviam preparado comida.
40. Ora, o tempo que os filhos
de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.
41. E
aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os
exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
42. Esta é uma noite que
se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito; esta é a noite do
Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos de Israel através das suas
gerações.
43. Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a
ordenança da páscoa; nenhum, estrangeiro comerá dela;
44. mas todo
escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, comerá
dela.
45. O forasteiro e o assalariado não comerão dela.
46.
Numa só casa se comerá o cordeiro; não levareis daquela carne fora da casa nem
lhe quebrareis osso algum.
47. Toda a congregação de Israel a
observará.
48. Quando, porém, algum estrangeiro peregrinar entre vós e
quiser celebrar a páscoa ao Senhor, circuncidem-se todos os seus varões; então
se chegará e a celebrará, e será como o natural da terra; mas nenhum
incircunciso comerá dela.
49. Haverá uma mesma lei para o natural e
para o estrangeiro que peregrinar entre vós.
50. Assim, pois, fizeram
todos os filhos de Israel; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim
fizeram.
51. E naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel da
terra do Egito, segundo os seus exércitos.
[Êxodo 13]Êxodo 13
1. Então falou o Senhor a Moisés,
dizendo:
2. Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de
sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu
é.
3. E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que saístes do
Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui;
portanto não se comerá pão levedado.
4. Hoje, no mês de abibe, vós
saís.
5. Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus,
dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais
que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto neste
mês.
6. Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá uma
festa ao Senhor.
7. Sete dias se comerão pães ázimos, e o levedado não
se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus
termos.
8. Naquele dia contarás a teu filho, dizendo: Isto é por causa
do que o Senhor me fez, quando eu saí do Egito;
9. e te será por sinal
sobre tua mão e por memorial entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja
em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito.
10.
Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano.
11.
Também quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a
ti e a teus pais, quando te houver dado,
12. separarás para o Senhor
tudo o que abrir a madre, até mesmo todo primogênito dos teus animais; os machos
serão do Senhor.
13. Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um
cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz:; e todo
primogênito do homem entre teus filhos resgatarás.
14. E quando teu
filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? responder-lhe-ás: O Senhor,
com mão forte, nos tirou do Egito, da casa da servidão.
15. Porque
sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor matou todos
os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens como os
primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os primogênitos,
sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu resgato.
16. E
isto será por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos, porque o
Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito.
17. Ora, quando Faraó
deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se
bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se
arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito;
18. mas Deus fez o
povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel
subiram armados da terra do Egito.
19. Moisés levou consigo os ossos
de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel,
dizendo: Certamente Deus vos visitará; e vós haveis de levar daqui convosco os
meus ossos.
20. Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à
entrada do deserto.
21. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa
coluna e os dois para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para
os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.
22. Não
desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de
noite.
[Êxodo 14]Êxodo 14
1.
Disse o Senhor a Moisés:
2. Fala aos filhos de Israel que se voltem e
se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em
frente dele assentareis o acampamento junto ao mar.
3. Então Faraó
dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o deserto os
encerrou.
4. Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá;
glorificar-me-ei em Faraó, e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que
eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.
5. Quando, pois, foi anunciado
ao rei do Egito que o povo havia fugido, mudou-se o coração de Faraó, e dos seus
servos, contra o povo, e disseram: Que é isso que fizemos, permitindo que Israel
saísse e deixasse de nos servir?
6. E Faraó aprontou o seu carro, e
tomou consigo o seu povo;
7. tomou também seiscentos carros escolhidos
e todos os carros do Egito, e capitães sobre todos eles.
8. Porque o
Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este perseguiu os filhos de
Israel; pois os filhos de Israel saíam afoitamente.
9. Os egípcios,
com todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército,
os perseguiram e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote,
diante de Baal-Zefom.
10. Quando Faraó se aproximava, os filhos de
Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; pelo
que tiveram muito medo os filhos de Israel e clamaram ao Senhor:
11. e
disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste
para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do
Egito?
12. Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que
sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que
morrermos no deserto.
13. Moisés, porém, disse ao povo: Não temais;
estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos
egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver;
14. o Senhor
pelejará por vós; e vós vos calareis.
15. Então disse o Senhor a
Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que
marchem.
16. E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e
fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em
seco.
17. Eis que eu endurecerei o coração dos egípcios, e estes
entrarão atrás deles; e glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos
seus carros e nos seus cavaleiros.
18. E os egípcios saberão que eu
sou o Senhor, quando me tiver glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus
cavaleiros.
19. Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de
Israel, se retirou e se pôs atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de
diante deles e se pôs atrás,
20. colocando-se entre o campo dos
egípcios e o campo dos israelitas; assim havia nuvem e trevas; contudo aquela
clareava a noite para Israel; de maneira que em toda a noite não se aproximou um
do outro.
21. Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez
retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar terra
seca, e as águas foram divididas.
22. E os filhos de Israel entraram
pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua
esquerda.
23. E os egípcios os perseguiram, e entraram atrás deles até
o meio do mar, com todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus
cavaleiros.
24. Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da
nuvem, olhou para o campo dos egípcios, e alvoroçou o campo dos
egípcios;
25. embaraçou-lhes as rodas dos carros, e fê-los andar
dificultosamente; de modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel,
porque o Senhor peleja por eles contra os egípcios.
26. Nisso o Senhor
disse a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as águas se tornem sobre os
egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.
27. Então
Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer, e
os egípcios fugiram de encontro a ele; assim o Senhor derribou os egípcios no
meio do mar.
28. As águas, tornando, cobriram os carros e os
cavaleiros, todo o exército de Faraó, que atrás deles havia entrado no mar; não
ficou nem sequer um deles.
29. Mas os filhos de Israel caminharam a pé
enxuto pelo meio do mar; as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua
esquerda.
30. Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mão dos
egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.
31. E viu
Israel a grande obra que o Senhor operara contra os egípcios; pelo que o povo
temeu ao Senhor, e creu no Senhor e em Moisés, seu servo.
[Êxodo 15]Êxodo 15
1. Então cantaram Moisés e os
filhos de Israel este cântico ao Senhor, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque
gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
2. O
Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é
ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o
exaltarei.
3. O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu
nome.
4. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; os seus
escolhidos capitães foram submersos no Mar Vermelho.
5. Os abismos os
cobriram; desceram às profundezas como pedra.
6. A tua destra, ó
Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, destroça o
inimigo.
7. Na grandeza da tua excelência derrubas os que se levantam
contra ti; envias o teu furor, que os devora como restolho.
8. Ao
sopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão;
os abismos coalharam-se no coração do mar.
9. O inimigo dizia:
Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; deles se satisfará o meu
desejo; arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.
10.
Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em grandes
águas.
11. Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? a quem é como tu
poderoso em santidade, admirável em louvores, operando maravilhas?
12.
Estendeste a mão direita, e a terra os tragou.
13. Na tua beneficência
guiaste o povo que remiste; na tua força o conduziste à tua santa
habitação.
14. Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se
dos a habitantes da Filístia.
15. Então os príncipes de Edom se
pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os
habitantes de Canaã.
16. Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza
do teu braço emudeceram como uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor,
até que passasse este povo que adquiriste.
17. Tu os introduzirás, e
os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste
para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos
estabeleceram.
18. O Senhor reinará eterna e
perpetuamente.
19. Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e
com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar
sobre eles, mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do
mar.
20. Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um
tamboril, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris, e com
danças.
21. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque
gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o seu
cavaleiro.
22. Depois Moisés fez partir a Israel do Mar Vermelho, e
saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto, e não acharam
água.
23. E chegaram a Mara, mas não podiam beber das suas águas,
porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.
24. E o povo
murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?
25. Então
clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a
nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e uma
ordenança, e ali os provou,
26. dizendo: Se ouvires atentamente a voz
do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os
ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não
enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o
Senhor que te sara.
27. Então vieram a Elim, onde havia doze fontes de
água e setenta palmeiras; e ali, junto das águas, acamparam.
[Êxodo
16]Êxodo 16
1. Depois partiram de
Elim; e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está
entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês depois que saíram da terra do
Egito.
2. E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra
Moisés e contra Arão no deserto.
3. Pois os filhos de Israel lhes
disseram: Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do
Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão
até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a
toda esta multidão.
4. Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos
farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada
dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.
5. Mas ao sexto
dia prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada
dia.
6. Disseram, pois, Moisés e Arão a todos os filhos de Israel:
tarde sabereis que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito,
7. e
amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ele ouviu as vossas murmurações
contra o Senhor; e quem somos nós, para que murmureis contra nós?
8.
Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e
pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouve as vossas murmurações, com que
murmurais contra ele; e quem somos nós? As vossas murmurações não são contra
nós, mas sim contra o Senhor.
9. Depois disse Moisés a Arão: Dize a
toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do Senhor, porque
ele ouviu as vossas murmurações.
10. E quando Arão falou a toda a
congregação dos filhos de Israel, estes olharam para o deserto, e eis que a
glória do Senhor, apareceu na nuvem.
11. Então o Senhor falou a
Moisés, dizendo:
12. Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel;
dize-lhes: À tardinha comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e
sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.
13. E aconteceu que à tarde
subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada de
orvalho ao redor do arraial.
14. Quando desapareceu a camada de
orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda,
semelhante a escamas, coisa miúda como a geada sobre a terra.
15. E,
vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? porque não
sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu
para comer.
16. Isto é o que o Senhor ordenou: Colhei dele cada um
conforme o que pode comer; um gômer para cada cabeça, segundo o número de
pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.
17. Assim
o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos.
18.
Quando, porém, o mediam com o gômer, nada sobejava ao que colhera muito, nem
faltava ao que colhera pouco; colhia cada um tanto quanto podia
comer.
19. Também disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para
amanhã.
20. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns
dentre eles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal;
por isso indignou-se Moisés contra eles.
21. Colhiam-no, pois, pela
manhã, cada um conforme o que podia comer; porque, vindo o calor do sol, se
derretia.
22. Mas ao sexto dia colheram pão em dobro, dois gômeres
para cada um; pelo que todos os principais da congregação vieram, e contaram-no
a Moisés.
23. E ele lhes disse: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã
é repouso, sábado santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-o, e o
que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde-o de
lado para vós, guardando-o para amanhã.
24. Guardaram-no, pois, até o
dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal, nem houve nele
bicho algum.
25. Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o
sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo.
26. Seis dias o
colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.
27. Mas
aconteceu ao sétimo dia que saíram alguns do povo para o colher, e não o
acharam.
28. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis
guardar os meus mandamentos e as minhas leis?
29. Vede, visto que o
Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos dá pão para dois dias;
fique cada um no seu lugar, não saia ninguém do seu lugar no sétimo
dia.
30. Assim repousou o povo no sétimo dia.
31. A casa de
Israel deu-lhe o nome de maná. Era como semente de coentro; era branco, e tinha
o sabor de bolos de mel.
32. E disse Moisés: Isto é o que o Senhor
ordenou: Dele enchereis um gômer, o qual se guardará para as vossas gerações,
para que elas vejam o pão que vos dei a comer no deserto, quando eu vos tirei da
terra do Egito.
33. Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete
nele um gômer cheio de maná e põe-no diante do Senhor, a fim de que seja
guardado para as vossas gerações.
34. Como o Senhor tinha ordenado a
Moisés, assim Arão o pôs diante do testemunho, para ser guardado.
35.
Ora, os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos, até que chegaram a uma
terra habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de
Canaã.
36. Um gômer é a décima parte de uma efa.
[Êxodo
17]Êxodo 17
1. Partiu toda a
congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo
o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo
beber.
2. Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para
beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? por que tentais ao
Senhor?
3. Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés,
dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e
aos nossos filhos, e ao nosso gado?
4. Pelo que Moisés, clamando ao
Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? daqui a pouco me
apedrejará.
5. Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e
leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara, com que
feriste o rio, e vai-te.
6. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre
a rocha, em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água para que o povo possa
beber. Assim, pois fez Moisés à vista dos anciãos de Israel.
7. E deu
ao lugar o nome de Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e
porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou
não?
8. Então veio Amaleque, e pelejou contra e Israel em
Refidim.
9. Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai,
peleja contra Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na
mão a vara de Deus.
10. Fez, pois, Josué como Moisés lhe dissera, e
pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do
outeiro.
11. E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia
Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.
12. As
mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a puseram
debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um
lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até o pôr do
sol.
13. Assim Josué prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da
espada.
14. Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memorial
num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu hei de riscar totalmente a
memória de Amaleque de debaixo do céu.
15. Pelo que Moisés edificou um
altar, ao qual chamou Jeová-Níssi.
16. E disse: Porquanto jurou o
Senhor que ele fará guerra contra Amaleque de geração em geração.
[Êxodo
18]Êxodo 18
1. Ora Jetro, sacerdote de
Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a
Israel, seu povo, como o Senhor tinha tirado a Israel do Egito.
2. E
Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que este lha
enviara,
3. e aos seus dois filhos, dos quais um se chamava Gérson;
porque disse Moisés: Fui peregrino em terra estrangeira;
4. e o outro
se chamava Eliézer; porque disse: O Deus de meu pai foi minha ajuda, e me livrou
da espada de Faraó.
5. Veio, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com os
filhos e a mulher deste, a Moisés, no deserto onde se tinha acampado, junto ao
monte de Deus;
6. e disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti,
com tua mulher e seus dois filhos com ela.
7. Então saiu Moisés ao
encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o beijou; perguntaram um ao
outro como estavam, e entraram na tenda.
8. Depois Moisés contou a seu
sogro tudo o que o Senhor tinha feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel,
todo o trabalho que lhes sobreviera no caminho, e como o Senhor os
livrara.
9. E alegrou-se Jetro por todo o bem que o Senhor tinha feito
a Israel, livrando-o da mão dos egípcios,
10. e disse: Bendito seja o
Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó; que livrou o povo
de debaixo da mão dos egípcios.
11. Agora sei que o Senhor é maior que
todos os deuses; até naquilo em que se houveram arrogantemente contra o
povo.
12. Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e
sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem
pão com o sogro de Moisés diante de Deus.
13. No dia seguinte
assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé junto de Moisés
desde a manhã até a tarde.
14. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o
que ele fazia ao povo, perguntou: Que é isto que tu fazes ao povo? por que te
assentas só, permanecendo todo o povo junto de ti desde a manhã até a
tarde?
15. Respondeu Moisés a seu sogro: É por que o povo vem a mim
para consultar a Deus.
16. Quando eles têm alguma questão, vêm a mim;
e eu julgo entre um e outro e lhes declaro os estatutos de Deus e as suas
leis.
17. O sogro de Moisés, porém, lhe replicou: Não é bom o que
fazes.
18. certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está
contigo; porque isto te é pesado demais; tu só não o podes fazer.
19.
Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e seja Deus contigo: sê tu pelo povo
diante de Deus, e leva tu as causas a Deus;
20. ensinar-lhes-ás os
estatutos e as leis, e lhes mostrarás o caminho em que devem andar, e a obra que
devem fazer.
21. Além disto procurarás dentre todo o povo homens de
capacidade, tementes a Deus, homens verazes, que aborreçam a avareza, e os porás
sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de
dez;
22. e julguem eles o povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda
causa grave, mas toda causa pequena eles mesmos a julguem; assim a ti mesmo te
aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.
23. Se isto fizeres, e
Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo irá em paz
para o seu lugar.
24. E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez
tudo quanto este lhe dissera;
25. e escolheu Moisés homens capazes
dentre todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes
de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez.
26. Estes, pois, julgaram
o povo em todo o tempo; as causas graves eles as trouxeram a Moisés; mas toda
causa pequena, julgaram-na eles mesmos.
27. Então despediu Moisés a
seu sogro, o qual se foi para a sua terra.
[Êxodo 19]Êxodo 19
1. No terceiro mês depois que os
filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao
deserto de Sinai.
2. Tendo partido de Refidim, entraram no deserto de
Sinai, onde se acamparam; Israel, pois, ali acampou-se em frente do
monte.
3. Então subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou,
dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de
Israel:
4. Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei
sobre asas de águias, e vos trouxe a mim.
5. Agora, pois, se
atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha
possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a
terra;
6. e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São
estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.
7. Veio, pois,
Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante deles todas estas
palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.
8. Ao que todo o povo
respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado, faremos. E relatou Moisés
ao Senhor as palavras do povo.
9. Então disse o Senhor a Moisés: Eis
que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar
contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as
palavras do seu povo ao Senhor.
10. Disse mais o Senhor a Moisés: Vai
ao povo, e santifica-os hoje e amanhã; lavem eles os seus
vestidos,
11. e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no
terceiro dia descerá o Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte
Sinai.
12. Também marcarás limites ao povo em redor, dizendo:
Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar
o monte será morto.
13. Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele
será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá.
Quando soar a buzina longamente, subirão eles até o pé do monte.
14.
Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus
vestidos.
15. E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia;
e não vos chegueis a mulher.
16. Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve
trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de
buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial
estremeceu.
17. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de
Deus; e puseram-se ao pé do monte.
18. Nisso todo o monte Sinai
fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a
fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente.
19. E,
crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia
por uma voz.
20. E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre
o cume do monte, chamou a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.
21.
Então disse o Senhor a Moisés: Desce, adverte ao povo, para não suceder que
traspasse os limites até o Senhor, a fim de ver, e muitos deles
pereçam.
22. Ora, santifiquem-se também os sacerdotes, que se chegam
ao Senhor, para que o Senhor não se lance sobre eles.
23. Respondeu
Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos tens
advertido, dizendo: Marca limites ao redor do monte, e
santifica-o.
24. Ao que lhe disse o Senhor: Vai, desce; depois subirás
tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem os limites
para subir ao Senhor, para que ele não se lance sobre eles.
25. Então
Moisés desceu ao povo, e disse-lhes isso.
[Êxodo 20]Êxodo 20
1. Então falou Deus todas estas
palavras, dizendo:
2. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra
do Egito, da casa da servidão.
3. Não terás outros deuses diante de
mim.
4. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que
há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da
terra.
5. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu,
o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos
até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
6. e uso de
misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus
mandamentos.
7. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o
Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
8.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9. Seis dias
trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10. mas o sétimo dia é o
sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu
filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o
estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11. Porque em seis dias
fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia
descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o
santificou.
12. Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os
teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
13. Não
matarás.
14. Não adulterarás.
15. Não
furtarás.
16. Não dirás falso testemunho contra o teu
próximo.
17. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a
mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o
seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
18. Ora, todo o povo
presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a
fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de longe.
19. E
disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco,
para que não morramos.
20. Respondeu Moisés ao povo: Não temais,
porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a
fim de que não pequeis.
21. Assim o povo estava em pé de longe;
Moisés, porém, se chegou às trevas espessas onde Deus estava.
22.
Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes
visto que do céu eu vos falei.
23. Não fareis outros deuses comigo;
deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós.
24. um
altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas
ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer
recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.
25. E se me fizeres
um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele
levantares o teu buril, profaná-lo-ás.
26. Também não subirás ao meu
altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez.
[Êxodo
21]Êxodo 21
1. Estes são os estatutos
que lhes proporás:
2. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá;
mas ao sétimo sairá forro, de graça.
3. Se entrar sozinho, sozinho
sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua mulher.
4. Se seu
senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a
mulher e os filhos dela serão de seu senhor e ele sairá sozinho.
5.
Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a
meus filhos, não quero sair forro;
6. então seu senhor o levará
perante os juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e o seu
senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para
sempre.
7. Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá
como saem os servos.
8. Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que
não se despose com ela, então ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um
povo estrangeiro, não o poderá fazer, visto ter usado de dolo para com
ela.
9. Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o
direito de filhas.
10. Se lhe tomar outra, não diminuirá e o
mantimento daquela, nem o seu vestido, nem o seu direito conjugal.
11.
E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar
dinheiro.
12. Quem ferir a um homem, de modo que este morra,
certamente será morto.
13. Se, porém, lhe não armar ciladas, mas Deus
lho entregar nas mãos, então te designarei um lugar, para onde ele
fugirá.
14. No entanto, se alguém se levantar deliberadamente contra
seu próximo para o matar à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que
morra.
15. Quem ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será
morto.
16. Quem furtar algum homem, e o vender, ou mesmo se este for
achado na sua mão, certamente será morto.
17. Quem amaldiçoar a seu
pai ou a sua mãe, certamente será morto.
18. Se dois homens brigarem e
um ferir ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na
cama,
19. se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão,
então aquele que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo perdido e
fará que ele seja completamente curado.
20. Se alguém ferir a seu
servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo da sua mão, certamente será
castigado;
21. mas se sobreviver um ou dois dias, não será castigado;
porque é dinheiro seu.
22. Se alguns homens brigarem, e um ferir uma
mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano,
este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e
pagará segundo o arbítrio dos juízes;
23. mas se resultar dano, então
darás vida por vida,
24. olho por olho, dente por dente, mão por mão,
pé por pé,
25. queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por
golpe.
26. Se alguém ferir o olho do seu servo ou o olho da sua serva
e o cegar, deixá-lo-á ir forro por causa do olho.
27. Da mesma sorte
se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva, deixá-lo-á ir forro por
causa do dente.
28. Se um boi escornear um homem ou uma mulher e este
morrer, certamente será apedrejado o boi e a sua carne não se comerá; mas o dono
do boi será absolvido.
29. Mas se o boi dantes era escorneador, e o
seu dono, tendo sido disso advertido, não o guardou, o boi, matando homem ou
mulher, será apedrejado, e também o seu dono será morto.
30. Se lhe
for imposto resgate, então dará como redenção da sua vida tudo quanto lhe for
imposto;
31. quer tenha o boi escorneado a um filho, quer a uma filha,
segundo este julgamento lhe será feito.
32. Se o boi escornear um
servo, ou uma serva, dar-se-á trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será
apedrejado.
33. Se alguém descobrir uma cova, ou se alguém cavar uma
cova e não a cobrir, e nela cair um boi ou um jumento,
34. o dono da
cova dará indenização; pagá-la-á em dinheiro ao dono do animal morto, mas este
será seu.
35. Se o boi de alguém ferir de morte o boi do seu próximo,
então eles venderão o boi vivo e repartirão entre si o dinheiro da venda, e o
morto também dividirão entre si.
36. Ou se for notório que aquele boi
dantes era escorneador, e seu dono não o guardou, certamente pagará boi por boi,
porém o morto será seu.
[Êxodo 22]Êxodo
22
1. Se alguém furtar um boi (ou uma ovelha), e o
matar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e por uma ovelha quatro
ovelhas.
2. Se o ladrão for achado a minar uma casa, e for ferido de
modo que morra, o que o feriu não será réu de sangue;
3. mas se o sol
houver saído sobre o ladrão, o que o feriu será réu de sangue. O ladrão
certamente dará indenização; se nada possuir, será então vendido por seu
furto.
4. Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento,
ou ovelha, pagará ele o dobro.
5. Se alguém fizer pastar o seu animal
num campo ou numa vinha, e se soltar o seu animal e este pastar no campo de
outrem, do melhor do seu próprio campo e do melhor da sua própria vinha fará
restituição.
6. Se alastrar um fogo e pegar nos espinhos, de modo que
sejam destruídas as medas de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o
fogo certamente dará, indenização.
7. Se alguém entregar ao seu
próximo dinheiro, ou objetos, para guardar, e isso for furtado da casa desse
homem, o ladrão, se for achado, pagará o dobro.
8. Se o ladrão não for
achado, então o dono da casa irá à presença dos juizes para se verificar se não
meteu a mão nos bens do seu próximo.
9. Em todo caso de transgressão,
seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de vestidos, ou de
qualquer coisa perdida de que alguém disser que é sua, a causa de ambas as
partes será levada perante os juízes; aquele a quem os juízes condenarem pagará
o dobro ao seu próximo.
10. Se alguém entregar a seu próximo para
guardar um jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro qualquer animal, e este morrer,
ou for aleijado, ou arrebatado, ninguém o vendo,
11. então haverá o
juramento do Senhor entre ambos, para ver se o guardador não meteu a mão nos
bens do seu próximo; e o dono aceitará o juramento, e o outro não fará
restituição.
12. Se, porém, o animal lhe tiver sido furtado, fará
restituirão ao seu dono.
13. Se tiver sido dilacerado, trá-lo-á em
testemunho disso; não dará indenização pelo dilacerado.
14. Se alguém
pedir emprestado a seu próximo algum animal, e este for danificado ou morrer,
não estando presente o seu dono, certamente dará indenização;
15. se o
dono estiver presente, o outro não dará indenização; se tiver sido alugado, o
aluguel responderá por qualquer dano.
16. Se alguém seduzir uma virgem
que não for desposada, e se deitar com ela, certamente pagará por ela o dote e a
terá por mulher.
17. Se o pai dela inteiramente recusar dar-lha,
pagará ele em dinheiro o que for o dote das virgens.
18. Não
permitirás que viva uma feiticeira.
19. Todo aquele que se deitar com
animal, certamente será morto.
20. Quem sacrificar a qualquer deus, a
não ser tão-somente ao Senhor, será morto.
21. Ao estrangeiro não
maltratarás, nem o oprimirás; pois vós fostes estrangeiros na terra do
Egito.
22. A nenhuma viúva nem órfão afligireis.
23. Se de
algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu
clamor;
24. e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas
mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos.
25. Se emprestares
dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como
credor; não lhe imporás juros.
26. Ainda que chegues a tomar em penhor
o vestido do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do sol;
27.
porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se deitaria
ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou
misericordioso.
28. Aos juízes não maldirás, nem amaldiçoarás ao
governador do teu povo.
29. Não tardarás em trazer ofertas da tua
ceifa e dos teus lagares. O primogênito de teus filhos me darás.
30.
Assim farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com
a mãe; ao oitavo dia ma darás.
31. Ser-me-eis homens santos; portanto
não comereis carne que por feras tenha sido despedaçada no campo; aos cães a
lançareis.
[Êxodo 23]Êxodo
23
1. Não levantarás falso boato, e não pactuarás com o
ímpio, para seres testemunha injusta.
2. Não seguirás a multidão para
fazeres o mal; nem numa demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para
perverteres a justiça;
3. nem mesmo ao pobre favorecerás na sua
demanda.
4. Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo, ou o seu
jumento, sem falta lho reconduzirás.
5. Se vires deitado debaixo da
sua carga o jumento daquele que te odeia, não passarás adiante; certamente o
ajudarás a levantá-lo.
6. Não perverterás o direito do teu pobre na
sua demanda.
7. Guarda-te de acusares falsamente, e não matarás o
inocente e justo; porque não justificarei o ímpio.
8. Também não
aceitarás peita, porque a peita cega os que têm vista, e perverte as palavras
dos justos.
9. Outrossim, não oprimirás o estrangeiro; pois vós
conheceis o coração do estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do
Egito.
10. Seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus
frutos;
11. mas no sétimo ano a deixarás descansar e ficar em pousio,
para que os pobres do teu povo possam comer, e do que estes deixarem comam os
animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.
12.
Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás; para que
descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome alento o filho da tua
escrava e o estrangeiro.
13. Em tudo o que vos tenho dito, andai
apercebidos. Do nome de outros deuses nem fareis menção; nunca se ouça da vossa
boca o nome deles.
14. Três vezes no ano me celebrarás
festa:
15. A festa dos pães ázimos guardarás: sete dias comerás pães
ázimos como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do
Egito; e ninguém apareça perante mim de mãos vazias;
16. também
guardarás a festa da sega, a das primícias do teu trabalho, que houveres semeado
no campo; igualmente guardarás a festa da colheita à saída do ano, quando
tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho.
17. Três vezes no
ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Deus.
18. Não
oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará da noite para
a manhã a gordura da minha festa.
19. As primícias dos primeiros
frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no
leite de sua mãe.
20. Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para
guardar-te pelo caminho, e conduzir-te ao lugar que te tenho
preparado.
21. Anda apercebido diante dele, e ouve a sua voz; não
sejas rebelde contra ele, porque não perdoará a tua rebeldia; pois nele está o
meu nome.
22. Mas se, na verdade, ouvires a sua voz, e fizeres tudo o
que eu disser, então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus
adversários.
23. Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te introduzirá
na terra dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos
jebuseus; e eu os aniquilarei.
24. Não te inclinarás diante dos seus
deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; Antes os derrubarás
totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas.
25. Servireis, pois,
ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei
do meio de vós as enfermidades.
26. Na tua terra não haverá mulher que
aborte, nem estéril; o número dos teus dias completarei.
27. Enviarei
o meu terror adiante de ti, pondo em confusão todo povo em cujas terras
entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.
28.
Também enviarei na tua frente vespas, que expulsarão de diante de ti os heveus,
os cananeus e os heteus.
29. Não os expulsarei num só ano, para que a
terra não se torne em deserto, e as feras do campo não se multipliquem contra
ti.
30. Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que te
multipliques e possuas a terra por herança.
31. E fixarei os teus
limites desde o Mar Vermelho até o mar dos filisteus, e desde o deserto até o
rio; porque hei de entregar nas tuas mãos os moradores da terra, e tu os
expulsarás de diante de ti.
32. Não farás pacto algum com eles, nem
com os seus deuses.
33. Não habitarão na tua terra, para que não te
façam pecar contra mim; pois se servires os seus deuses, certamente isso te será
um laço.
[Êxodo 24]Êxodo 24
1.
Depois disse Deus a Moisés: Subi ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta
dos anciãos de Israel, e adorai de longe.
2. Só Moisés se chegará ao
Senhor; os, outros não se chegarão; nem o povo subirá com ele.
3.
Veio, pois, Moisés e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todos os
estatutos; então todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado
faremos.
4. Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e,
tendo-se levantado de manhã cedo, edificou um altar ao pé do monte, e doze
colunas, segundo as doze tribos de Israel,
5. e enviou certos mancebos
dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos, e sacrificaram ao Senhor
sacrifícios pacíficos, de bois.
6. E Moisés tomou a metade do sangue,
e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o
altar.
7. Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o
povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.
8.
Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o
sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas
coisas.
9. Então subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos
anciãos de Israel,
10. e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés
havia como que uma calçada de pedra de safira, que parecia com o próprio céu na
sua pureza.
11. Deus, porém, não estendeu a sua mão contra os nobres
dos filhos de Israel; eles viram a Deus, e comeram e beberam.
12.
Depois disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e espera ali; e dar-te-ei
tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para lhos
ensinares.
13. E levantando-se Moisés com Josué, seu servidor, subiu
ao monte de Deus,
14. tendo dito aos anciãos: Esperai-nos aqui, até
que tornemos a vós; eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma
questão, se chegará a eles.
15. E tendo Moisés subido ao monte, a
nuvem cobriu o monte.
16. Também a glória do Senhor repousou sobre o
monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia, do meio da
nuvem, Deus chamou a Moisés.
17. Ora, a aparência da glória do Senhor
era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de
Israel.
18. Moisés, porém, entrou no meio da nuvem, depois que subiu
ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta
noites.
[Êxodo 25]Êxodo 25
1.
Então disse o Senhor a Moisés:
2. Fala aos filhos de Israel que me
tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente,
dele tomareis a minha oferta alçada.
3. E esta é a oferta alçada que
tomareis deles: ouro, prata, bronze,
4. estofo azul, púrpura,
carmesim, linho fino, pêlos de cabras,
5. peles de carneiros tintas de
vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia,
6. azeite para a luz,
especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático,
7. pedras
de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
8. E me
farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
9. Conforme a
tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os
seus móveis, assim mesmo o fareis.
10. Também farão uma arca de
madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua
largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura.
11. E
cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela
uma moldura de ouro ao redor;
12. e fundirás para ela quatro argolas
de ouro, que porás nos quatro cantos dela; duas argolas de um lado e duas do
outro.
13. Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de
ouro.
14. Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se
levar por eles a arca.
15. Os varais permanecerão nas argolas da arca;
não serão tirados dela.
16. E porás na arca o testemunho, que eu te
darei.
17. Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu
comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e
meio.
18. Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os
farás, nas duas extremidades do propiciatório.
19. Farás um querubim
numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o
propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20. Os
querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as
asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão
voltadas para o propiciatório.
21. E porás o propiciatório em cima da
arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei.
22. E ali
virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão
sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te
ordenar no tocante aos filhos de Israel.
23. Também farás uma mesa de
madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, a sua largura de um
côvado e a sua altura de um côvado e meio;
24. cobri-la-ás de ouro
puro, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.
25. Também lhe farás
ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor na guarnição farás
uma moldura de ouro.
26. Também lhe farás quatro argolas de ouro, e
porás as argolas nos quatro cantos, que estarão sobre os quatro
pés.
27. Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os
varais, para se levar a mesa.
28. Farás, pois, estes varais de madeira
de acácia, e os cobrirás de ouro; e levar-se-á por eles a mesa.
29.
Também farás os seus pratos, as suas colheres, os seus cântaros e as suas
tigelas com que serão oferecidas as libações; de ouro puro os
farás.
30. E sobre a mesa porás os pães da o proposição perante mim
para sempre.
31. Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro
batido se fará o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus
copos, os seus cálices e as suas corolas formarão com ele uma só
peça.
32. E de seus lados sairão seis braços: três de um lado, e três
do outro.
33. Em um braço haverá três copos a modo de flores de
amêndoa, com cálice e corola; também no outro braço três copos a modo de flores
de amêndoa, com cálice e corola; assim se farão os seis braços que saem do
candelabro.
34. Mas na haste central haverá quatro copos a modo de
flores de amêndoa, com os seus cálices e as suas corolas,
35. e um
cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça; outro cálice
debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e ainda outro cálice
debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; assim será para os
seis braços que saem do candelabro.
36. Os seus cálices e os seus
braços formarão uma só peça com a haste; o todo será de obra batida de ouro
puro.
37. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para
alumiar defronte dele.
38. Os seus espevitadores e os seus cinzeiros
serão de ouro puro.
39. De um talento de ouro puro se fará o
candelabro, com todos estes utensílios.
40. Atenta, pois, que os faças
conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.
[Êxodo 26]Êxodo 26
1. O tabernáculo farás de dez
cortinas de linho fino torcido, e de estofo azul, púrpura, e carmesim; com
querubins as farás, obra de artífice.
2. O comprimento de cada cortina
será de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas
serão da mesma medida.
3. Cinco cortinas serão enlaçadas, cada uma à
outra; e as outras cinco serão enlaçadas da mesma maneira.
4. Farás
laçadas de estofo azul na orla da última cortina do primeiro grupo; assim também
farás na orla da primeira cortina do segundo grupo;
5. a saber,
cinqüenta laçadas na orla de uma cortina, e cinqüenta laçadas na orla da outra;
as laçadas serão contrapostas uma à outra.
6. Farás cinqüenta
colchetes de ouro, e prenderás com eles as cortinas, uma à outra; assim o
tabernáculo virá a ser um todo.
7. Farás também cortinas de pêlos de
cabras para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze destas cortinas
farás.
8. O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a
largura de cada cortina de quatro côvados; as onze cortinas serão da mesma
medida.
9. E ajuntarás cinco cortinas em um grupo, e as outras seis
cortinas em outro grupo; e dobrarás a sexta cortina na frente da
tenda.
10. E farás cinqüenta laçadas na orla da última cortina do
primeiro grupo, e outras cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do
segundo grupo.
11. Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e
meterás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que venha a
ser um todo.
12. E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber,
a meia cortina que sobejar, penderá aos fundos do tabernáculo.
13. E o
côvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas da tenda,
penderá de um e de outro lado do tabernáculo, para cobri-lo.
14. Farás
também para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de vermelho, e por
cima desta uma coberta de peles de golfinhos.
15. Farás também as
tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, as quais serão colocadas
verticalmente.
16. O comprimento de cada tábua será de dez côvados, e
a sua largura de um côvado e meio.
17. Duas couceiras terá cada tábua,
unidas uma à outra por travessas; assim farás com todas as tábuas do
tabernáculo.
18. Ao fazeres as tábuas para o tabernáculo, farás vinte
delas para o lado meridional.
19. Farás também quarenta bases de prata
debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua, para as suas duas
couceiras, e duas bases debaixo de outra, para as duas couceiras
dela.
20. Também para o outro lado do tabernáculo, o que dá para o
norte, farás vinte tábuas,
21. com as suas quarenta bases de prata;
duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra.
22. E para o
lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, farás seis
tábuas.
23. Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo no
lado posterior.
24. Por baixo serão duplas, do mesmo modo se
estendendo inteiras até a primeira argola em cima; assim se fará com as duas
tábuas; elas serão para os dois cantos.
25. Haverá oito tábuas com as
suas dezesseis bases de prata: duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de
outra.
26. Farás também travessões de madeira de acácia; cinco para as
tábuas de um lado do tabernáculo,
27. e cinco para as tábuas do outro
lado do tabernáculo, bem como o azeite para a luz, especiarias para o óleo da
unção e para o para o ocidente.
28. O travessão central passará ao
meio das tábuas, de uma extremidade à outra.
29. E cobrirás de ouro as
tábuas, e de ouro farás as suas argolas, como lugares para os travessões; também
os travessões cobrirás de ouro.
30. Então levantarás o tabernáculo
conforme o modelo que te foi mostrado no monte.
31. Farás também um
véu de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido; com querubins, obra de
artífice, se fará;
32. e o suspenderás sobre quatro colunas de madeira
de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de
prata.
33. Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e levarás para
dentro do véu a arca do testemunho; este véu vos fará separação entre o lugar
santo e o santo dos santos.
34. Porás o propiciatório sobre a arca do
testemunho no santo dos santos;
35. colocarás a mesa fora do véu, e o
candelabro defronte da mesa, para o lado sul do tabernáculo; e porás a mesa para
o lado norte.
36. Farás também para a porta da tenda um reposteiro de
azul, púrpura, carmesim: e linho fino torcido, obra de bordador.
37. E
para o reposteiro farás cinco colunas de madeira de acácia, cobrindo-as de ouro
(os seus colchetes também serão de ouro), e para elas fundirás cinco bases de
bronze.
[Êxodo 27]Êxodo 27
1.
Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o comprimento,
de cinco côvados a largura (será quadrado o altar), e de três côvados a
altura.
2. E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas
pontas formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze.
3.
Far-lhe-ás também os cinzeiros, para recolher a sua cinza, e as pás, e as
bacias, e os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios farás de
bronze.
4. Far-lhe-ás também um crivo de bronze em forma de rede, e
farás para esta rede quatro argolas de bronze nos seus quatro
cantos,
5. e a porás em baixo da borda em volta do altar, de maneira
que a rede chegue até o meio do altar.
6. Farás também varais para o
altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze.
7. Os
varais serão metidos nas argolas, e estarão de um e de outro lado do altar,
quando for levado.
8. Ôco, de tábuas, o farás; como se te mostrou no
monte, assim o farão.
9. Farás também o átrio do tabernáculo. No lado
que dá para o sul o átrio terá cortinas de linho fino torcido, de cem côvados de
comprimento.
10. As suas colunas serão vinte, e vinte as suas bases,
todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de
prata.
11. Assim também ao longo do lado do norte haverá cortinas de
cem côvados de comprimento, e serão vinte as suas colunas e vinte as bases
destas, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de
prata.
12. E na largura do átrio do lado do ocidente haverá cortinas
de cinqüenta côvados; serão dez as suas colunas, e dez as bases
destas.
13. Semelhantemente a largura do átrio do lado que dá para o
nascente será de cinqüenta côvados.
14. As cortinas para um lado da
porta serão de quinze côvados; três serão as suas colunas, e três as bases
destas.
15. E de quinze côvados serão as cortinas para o outro lado;
as suas colunas serão três, e três as bases destas.
16. Também à porta
do átrio haverá um reposteiro de vinte côvados, de azul, púrpura, carmesim, e
linho fino torcido, obra de bordador; as suas colunas serão quatro, e quatro as
bases destas.
17. Todas as colunas do átrio ao redor serão cingidas de
faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, porém as suas bases de
bronze.
18. O comprimento do átrio será de cem côvados, e a largura,
por toda a extensão, de cinqüenta, e a altura de cinco côvados; as cortinas
serão de linho fino torcido; e as bases das colunas de bronze.
19.
Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todas as suas
estacas, e todas as estacas do átrio, serão de bronze.
20. Ordenarás
aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o
candeeiro, para manter uma lâmpada acesa continuamente.
21. Na tenda
da revelação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos a
conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o Senhor; este será
um estatuto perpétuo para os filhos de Israel pelas suas gerações.
[Êxodo
28]Êxodo 28
1. Depois farás chegar a
ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me
administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e
Itamar, os filhos de Arão.
2. Farás vestes sagradas para Arão, teu
irmão, para glória e ornamento.
3. Falarás a todos os homens hábeis, a
quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam as vestes de Arão para
santificá-lo, a fim de que me administre o ofício sacerdotal.
4. Estas
pois são as vestes que farão: um peitoral, um éfode, um manto, uma túnica
bordada, uma mitra e um cinto; farão, pois, as vestes sagradas para Arão, teu
irmão, e para seus filhos, a fim de me administrarem o ofício
sacerdotal.
5. E receberão o ouro, o azul, a púrpura, o carmesim e o
linho fino,
6. e farão o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e
linho fino torcido, obra de desenhista.
7. Terá duas ombreiras, que se
unam às suas duas pontas, para que seja unido.
8. E o cinto de obra
esmerada do éfode, que estará sobre ele, formando com ele uma só peça, será de
obra semelhante de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino
torcido.
9. E tomarás duas pedras de berilo, e gravarás nelas os nomes
dos filhos de Israel.
10. Seis dos seus nomes numa pedra, e os seis
nomes restantes na outra pedra, segundo a ordem do seu nascimento.
11.
Conforme a obra de lapidário, como a gravura de um selo, gravarás as duas
pedras, com os nomes dos filhos de Israel; guarnecidas de engastes de ouro as
farás.
12. E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, para
servirem de pedras de memorial para os filhos de Israel; assim sobre um e outro
ombro levará Arão diante do Senhor os seus nomes como memorial.
13.
Farás também engastes de ouro,
14. e duas cadeiazinhas de ouro puro;
como cordas as farás, de obra trançada; e aos engastes fixarás as cadeiazinhas
de obra trançada.
15. Farás também o peitoral do juízo, obra de
artífice; conforme a obra do éfode o farás; de ouro, de azul, de púrpura, de
carmesim, e de linho fino torcido o farás.
16. Quadrado e duplo, será
de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua largura.
17. E o
encherás de pedras de engaste, em quatro fileiras: a primeira será de uma
cornalina, um topázio e uma esmeralda;
18. a segunda fileira será de
uma granada, uma safira e um ônix;
19. a terceira fileira será de um
jacinto, uma ágata e uma ametista;
20. e a quarta fileira será de uma
crisólita, um berilo e um jaspe; elas serão guarnecidas de ouro nos seus
engastes.
21. Serão, pois, as pedras segundo os nomes dos filhos de
Israel, doze segundo os seus nomes; serão como a gravura de um selo, cada uma
com o seu nome, para as doze tribos.
22. Também farás sobre o peitoral
cadeiazinhas como cordas, obra de trança, de ouro puro.
23. Igualmente
sobre o peitoral farás duas argolas de ouro, e porás as duas argolas nas duas
extremidades do peitoral.
24. Então meterás as duas cadeiazinhas de
ouro, de obra trançada, nas duas argolas nas extremidades do
peitoral;
25. e as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de obra
trançada meterás nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na parte
dianteira dele.
26. Farás outras duas argolas de ouro, e as porás nas
duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao lado interior
do éfode.
27. Farás mais duas argolas de ouro, e as porás nas duas
ombreiras do éfode, para baixo, na parte dianteira, junto à costura, e acima do
cinto de obra esmerada do éfode.
28. E ligarão o peitoral, pelas suas
argolas, às argolas do éfode por meio de um cordão azul, de modo que fique sobre
o cinto de obra esmerada do éfode e não se separe o peitoral do
éfode.
29. Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral
do juízo sobre o seu coração, quando entrar no lugar santo, para memorial diante
do Senhor continuamente.
30. Também porás no peitoral do juízo o Urim
e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do
Senhor; assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração
diante do Senhor continuamente.
31. Também farás o manto do éfode todo
de azul.
32. No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; esta
abertura terá um debrum de obra tecida ao redor, como a abertura de cota de
malha, para que não se rompa.
33. E nas suas abas, em todo o seu
redor, farás romãs de azul, púrpura e carmesim, e campainhas de ouro,
entremeadas com elas ao redor.
34. uma campainha de ouro, e uma romã,
outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas abas do manto ao
redor.
35. E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o
sonido ao entrar ele no lugar santo diante do Senhor e ao sair, para que ele não
morra.
33. Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como
a gravura de um selo: SANTO AO SENHOR.
37. Pô-la-ás em um cordão azul,
de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará.
38. E
estará sobre a testa de Arão, e Arão levará a iniqüidade das coisas santas, que
os filhos de Israel consagrarem em todas as suas santas ofertas; e estará
continuamente na sua testa, para que eles sejam aceitos diante do
Senhor.
39. Também tecerás a túnica enxadrezada de linho fino; bem
como de linho fino farás a mitra; e farás o cinto, obra de
bordador.
40. Também para os filhos de Arão farás túnicas; e
far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e
ornamento.
41. E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus
filhos, e os ungirás e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o
sacerdócio.
42. Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a
carne nua; estender-se-ão desde os lombos até as coxas.
43. E estarão
sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da revelação, ou quando
chegarem ao altar para ministrar no lugar santo, para que não levem iniqüidade e
morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois
dele.
[Êxodo 29]Êxodo 29
1.
Isto é o que lhes farás para os santificar, para que me administrem o
sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem defeito,
2. e pão
ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos, untados com
azeite; de flor de farinha de trigo os farás;
3. e os porás num cesto,
e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.
4. Então
farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação e os lavarás, com
água.
5. Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do
manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral, e lhe cingirás o éfode com o
seu cinto de obra esmerada;
6. e pôr-lhe-ás a mitra na cabeça; e sobre
a mitra porás a coroa de santidade;
7. então tomarás o óleo da unção
e, derramando-lho sobre a cabeça, o ungirás.
8. Depois farás chegar
seus filhos, e lhes farás vestir túnicas,
9. e os cingirás com cintos,
a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras. Por estatuto perpétuo eles
terão o sacerdócio; consagrarás, pois, a Arão e a seus filhos.
10.
Farás chegar o novilho diante da tenda da revelação, e Arão e seus filhos porão
as mãos sobre a cabeça do novilho;
11. e imolarás o novilho perante o
Senhor, à porta da tenda da revelação.
12. Depois tomarás do sangue do
novilho, e com o dedo o porás sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante
derramarás à base do altar.
13. Também tomarás toda a gordura que
cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins e a gordura que houver
neles, e queimá-los-ás sobre o altar;
14. mas a carne do novilho, o
seu couro e o seu excremento queimarás fora do arraial; é sacrifício pelo
pecado.
15. Depois tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as
mãos sobre a cabeça dele,
16. e imolarás o carneiro e, tomando o seu
sangue, o espargirás sobre o altar ao redor;
17. e partirás o carneiro
em suas partes, e lavarás as suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre
as suas partes e sobre a sua cabeça.
18. Assim queimarás todo o
carneiro sobre o altar; é um holocausto para o Senhor; é cheiro suave, oferta
queimada ao Senhor.
19. Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus
filhos porão as mãos sobre a cabeça dele;
20. e imolarás o carneiro, e
tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão e sobre
a ponta da orelha direita de seus filhos, como também sobre o dedo polegar da
sua mão direita e sobre o dedo polegar do seu pé direito; e espargirás o sangue
sobre o altar ao redor.
21. Então tomarás do sangue que estará sobre o
altar, e do óleo da unção, e os espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e
sobre seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; assim ele será
santificado e as suas vestes, também seus filhos e as vestes de seus filhos com
ele.
22. Depois tomarás do carneiro a gordura e a cauda gorda, a
gordura que cobre as entranhas e o redenho do fígado, os dois rins com a gordura
que houver neles e a coxa direita (porque é carneiro de
consagração),
23. e uma fogaça de pão, um bolo de pão azeitado e um
coscorão do cesto dos pães ázimos que estará diante do Senhor,
24. e
tudo porás nas mãos de Arão, e nas mãos de seus filhos; e por oferta de
movimento o moverás perante o Senhor.
25. Depois o tomarás das suas
mãos e o queimarás no altar sobre o holocausto, por cheiro suave perante o
Senhor; é oferta queimada ao Senhor.
26. Também tomarás o peito do
carneiro de consagração, que é de Arão, e por oferta de movimento o moverás
perante o Senhor; e isto será a tua porção.
27. E santificarás o peito
da oferta de movimento e a coxa da oferta alçada, depois de movida e alçada,
isto é, aquilo do carneiro de consagração que for de Arão e de seus
filhos;
28. e isto será para Arão e para seus filhos a porção de
direito, para sempre, da parte dos filhos de Israel, porque é oferta alçada; e
oferta alçada será dos filhos de Israel, dos sacrifícios das suas ofertas
pacíficas, oferta alçada ao Senhor.
29. As vestes sagradas de Arão
ficarão para seus filhos depois dele, para nelas serem ungidos e
sagrados.
30. Sete dias os vestirá aquele que de seus filhos for
sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da revelação para ministrar no
lugar santo.
31. Também tomarás o carneiro de consagração e cozerás a
sua carne em lugar santo.
32. E Arão e seus filhos comerão a carne do
carneiro, e o pão que está no cesto, à porta da tenda da
revelação;
33. e comerão as coisas com que for feita expiação, para
consagrá-los, e para santificá-los; mas delas o estranho não comerá, porque são
santas.
34. E se sobejar alguma coisa da carne da consagração, ou do
pão, até pela manhã, o que sobejar queimarás no fogo; não se comerá, porque é
santo.
35. Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos conforme tudo o
que te hei ordenado; por sete dias os sagrarás.
36. Também cada dia
oferecerás para expiação o novilho de sacrifício pelo pecado; e purificarás o
altar, fazendo expiação por ele; e o ungirás para santificá-lo.
37.
Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será
santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.
38. Isto, pois, é o
que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano cada dia
continuamente.
39. Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro
cordeiro oferecerás à tardinha;
40. com um cordeiro a décima parte de
uma efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite
batido, e para libação a quarta parte de um him de vinho.
41. E o
outro cordeiro oferecerás à tardinha, e com ele farás oferta de cereais como com
a oferta da manhã, e conforme a sua oferta de libação, por cheiro suave; oferta
queimada é ao Senhor.
42. Este será o holocausto contínuo por vossas
gerações, à porta da tenda da revelação, perante o Senhor, onde vos encontrarei,
para falar contigo ali.
43. E ali virei aos filhos de Israel; e a
tenda será santificada pela minha glória;
44. santificarei a tenda da
revelação e o altar; também santificarei a Arão e seus filhos, para que me
administrem o sacerdócio.
45. Habitarei no meio dos filhos de Israel,
e serei o seu Deus;
46. e eles saberão que eu sou o Senhor seu Deus,
que os tirei da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o Senhor seu
Deus.
[Êxodo 30]Êxodo 30
1.
Farás um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o
farás.
2. O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um
côvado; será quadrado; e de dois côvados será a sua altura; as suas pontas
formarão uma só peça com ele.
3. De ouro puro o cobrirás, tanto a face
superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma
moldura de ouro ao redor.
4. Também lhe farás duas argolas de ouro
debaixo da sua moldura; nos dois cantos de ambos os lados as farás; e elas
servirão de lugares para os varais com que o altar será levado.
5.
Farás também os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro.
6.
E porás o altar diante do véu que está junto à arca do testemunho, diante do
propiciatório, que se acha sobre o testemunho, onde eu virei a ti.
7.
E Arão queimará sobre ele o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em
ordem as lâmpadas, o queimará.
8. Também quando acender as lâmpadas à
tardinha, o queimará; este será incenso perpétuo perante o Senhor pelas vossas
gerações.
9. Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem
holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de
libação.
10. E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do
altar; com o sangue do sacrifício de expiação de pecado, fará expiação sobre ele
uma vez no ano pelas vossas gerações; santíssimo é ao Senhor.
11.
Disse mais o Senhor a Moisés:
12. Quando fizeres o alistamento dos
filhos de Israel para sua enumeração, cada um deles dará ao Senhor o resgate da
sua alma, quando os alistares; para que não haja entre eles praga alguma por
ocasião do alistamento.
13. Dará cada um, ao ser alistado, meio siclo,
segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte jeiras); meio siclo é a
oferta ao Senhor.
14. Todo aquele que for alistado, de vinte anos para
cima, dará a oferta do Senhor.
15. O rico não dará mais, nem o pobre
dará menos do que o meio siclo, quando derem a oferta do Senhor, para fazerdes
expiação por vossas almas.
16. E tomarás o dinheiro da expiação dos
filhos de Israel, e o designarás para o serviço da tenda da revelação, para que
sirva de memorial a favor dos filhos de Israel diante do Senhor, para fazerdes
expiação por vossas almas.
17. Disse mais o Senhor a
Moisés:
18. Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze,
para lavatório; e a porás entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás
água,
19. com a qual Arão e seus filhos lavarão as mãos e os
pés;
20. quando entrarem na tenda da revelação lavar-se-ão com água,
para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer
oferta queimada ao Senhor.
21. Lavarão, pois, as mãos e os pés, para
que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo a ele e à sua
descendência pelas suas gerações.
22. Disse mais o Senhor a
Moisés:
23. Também toma das principais especiarias, da mais pura mirra
quinhentos siclos, de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta
siclos, de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos,
24. de cássia
quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveiras um
him.
25. Disto farás um óleo sagrado para as unções, um perfume
composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado para as
unções.
26. Com ele ungirás a tenda da revelação, a arca do
testemunho,
27. a mesa com todos os seus utensílios, o candelabro com
os seus utensílios, o altar de incenso,
28. a altar do holocausto com
todos os seus utensílios, o altar de incenso,
29. Assim santificarás
estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que as tocar será
santo.
30. Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para
me administrarem o sacerdócio.
31. E falarás aos filhos de Israel,
dizendo: Este me será o óleo sagrado para as unções por todas as vossas
gerações.
32. Não se ungirá com ele carne de homem; nem fareis outro
de semelhante composição; sagrado é, e para vós será sagrado.
33. O
homem que compuser um perfume como este, ou que com ele ungir a um estranho,
será extirpado do seu povo.
34. Disse mais o Senhor a Moisés: Toma
especiarias aromáticas: estoraque, onicha e gálbano, especiarias aromáticas com
incenso puro; de cada uma delas tomarás peso igual;
35. e disto farás
incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e
santo;
36. e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do
testemunho, na tenda da revelação onde eu virei a ti; coisa santíssima vos
será.
37. Ora, o incenso que fareis conforme essa composição, não o
fareis para vós mesmos; santo vos será para o Senhor.
38. O homem que
fizer tal como este para o cheirar, será extirpado do seu povo.
[Êxodo
31]Êxodo 31
1. Depois disse o Senhor a
Moisés:
2. Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri,
filho de Hur, da tribo de Judá,
3. e o enchi do espírito de Deus, no
tocante à sabedoria, ao entendimento, à ciência e a todo ofício,
4.
para inventar obras artísticas, e trabalhar em ouro, em prata e em
bronze,
5. e em lavramento de pedras para engastar, e em entalhadura
de madeira, enfim para trabalhar em todo ofício.
6. E eis que eu tenho
designado com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado
sabedoria ao coração de todos os homens hábeis, para fazerem tudo o que te hei
ordenado,
7. a saber: a tenda da revelação, a arca do testemunho, o
propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;
8. a
mesa com os seus utensílios, o candelabro de ouro puro com todos os seus
utensílios, o altar do incenso,
9. o altar do holocausto com todos os
seus utensílios, e a pia com a sua base;
10. as vestes finamente
tecidas, as vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as de seus filhos, para
administrarem o sacerdócio;
11. o óleo da unção, e o incenso aromático
para o lugar santo; eles farão conforme tudo o que te hei mandado.
12.
Disse mais o Senhor a Moisés:
13. Falarás também aos filhos de Israel,
dizendo: Certamente guardareis os meus sábados; porquanto isso é um sinal entre
mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos
santifica.
14. Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós;
aquele que o profanar certamente será morto; porque qualquer que nele fizer
algum trabalho, aquela alma será exterminada do meio do seu povo.
15.
Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia será o sábado de descanso solene,
santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente
será morto.
16. Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel,
celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo. ,
17. Entre mim e
os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o
Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou
refrigério.
18. E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no
monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo
de Deus.
[Êxodo 32]Êxodo 32
1.
Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e
lhe disse: Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a
esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe
aconteceu.
2. E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão
nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e
trazei-mos.
3. Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que
estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão;
4. ele os recebeu de suas
mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então
eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do
Egito.
5. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e,
fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor.
6. No
dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas
pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para
folgar.
7. Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu
povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu;
8. depressa
se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um bezerro de
fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Eis aqui, ó
Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.
9. Disse mais o
Senhor a Moisés: Tenho observado este povo, e eis que é povo de dura
cerviz.
10. Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda
contra eles, e eu os consuma; e eu farei de ti uma grande nação.
11.
Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus, e disse: Ó Senhor, por que se acende
a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e
com forte mão?
12. Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal
os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra?.
Torna-te da tua ardente ira, e arrepende-te deste mal contra o teu
povo.
13. Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, teus servos,
aos quais por ti mesmo juraste, e lhes disseste: Multiplicarei os vossos
descendentes como as estrelas do céu, e lhes darei toda esta terra de que tenho
falado, e eles a possuirão por herança para sempre.
14. Então o Senhor
se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.
15. E
virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão,
tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam
escritas.
16. E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura
era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.
17. Ora, ouvindo
Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no
arraial.
18. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vitoriosos, nem
alarido dos vencidos, mas é a voz dos que cantam que eu ouço.
19.
Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a ira, e
ele arremessou das mãos as tábuas, e as despedaçou ao pé do monte.
20.
Então tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o até que
se tornou em pó, o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de
Israel.
21. E perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que sobre
ele trouxeste tamanho pecado?.
22. Ao que respondeu Arão: Não se
acenda a ira do meu senhor; tu conheces o povo, como ele é inclinado ao
mal.
23. Pois eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de
nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não
sabemos o que lhe aconteceu.
24. Então eu lhes disse: Quem tem ouro,
arranque-o. Assim mo deram; e eu o lancei no fogo, e saiu este
bezerro.
25. Quando, pois, Moisés viu que o povo estava desenfreado
(porque Arão o havia desenfreado, para escárnio entre os seus
inimigos),
26. pôs-se em pé à entrada do arraial, e disse: Quem está
ao lado do Senhor, venha a mim. Ao que se ajuntaram a ele todos os filhos de
Levi.
27. Então ele lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel:
Cada um ponha a sua espada sobre a coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta
em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu
vizinho.
28. E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés;
e caíram do povo naquele dia cerca de três mil homens.
29. Porquanto
Moisés tinha dito: Consagrai-vos hoje ao Senhor; porque cada um será contra o
seu filho, e contra o seu irmão; para que o Senhor vos conceda hoje uma
bênção.
30. No dia seguinte disse Moisés ao povo Vós tendes cometido
grande pecado; agora porém subirei ao Senhor; porventura farei expiação por
vosso pecado.
31. Assim tornou Moisés ao Senhor, e disse: Oh! este
povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro.
32.
Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se não, risca-me do teu livro, que tens
escrito.
33. Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que tiver pecado
contra mim, a este riscarei do meu livro.
34. Vai pois agora, conduze
este povo para o lugar de que te hei dito; eis que o meu anjo irá adiante de ti;
porém no dia da minha visitação, sobre eles visitarei o seu
pecado.
35. Feriu, pois, o Senhor ao povo, por ter feito o bezerro que
Arão formara.
[Êxodo 33]Êxodo
33
1. Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu
e o povo que fizeste subir da terra do Egito, para a terra a respeito da qual
jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: À tua descendência a
darei.
2. E enviarei um anjo adiante de ti (e lançarei fora os
cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os
jebuseus),
3. para uma terra que mana leite e mel; porque eu não
subirei no meio de ti, porquanto és povo de cerviz dura; para que não te consuma
eu no caminho.
4. E quando o povo ouviu esta má notícia, pôs-se a
prantear, e nenhum deles vestiu os seus atavios.
5. Pois o Senhor
tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo de dura cerviz; se
por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei; portanto agora despe os
teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.
6. Então os
filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte Horebe em
diante.
7. Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la fora do
arraial, bem longe do arraial; e chamou-lhe a tenda da revelação. E todo aquele
que buscava ao Senhor saía à tenda da revelação, que estava fora do
arraial.
8. Quando Moisés saía à tenda, levantava-se todo o povo e
ficava em pé cada um à porta da sua tenda, e olhava a Moisés pelas costas, até
entrar ele na tenda.
9. E quando Moisés entrava na tenda, a coluna de
nuvem descia e ficava à porta da tenda; e o Senhor falava com
Moisés.
10. Assim via todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta
da tenda, e todo o povo, levantando-se, adorava, cada um à porta da sua
tenda.
11. E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala
com o seu amigo. Depois tornava Moisés ao arraial; mas o seu servidor, o mancebo
Josué, filho de Num, não se apartava da tenda.
12. E Moisés disse ao
Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo; porém não me fazes saber a
quem hás de enviar comigo. Disseste também: Conheço-te por teu nome, e achaste
graça aos meus olhos.
13. Se eu, pois, tenho achado graça aos teus
olhos, rogo-te que agora me mostres os teus caminhos, para que eu te conheça, a
fim de que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu
povo.
14. Respondeu-lhe o Senhor: Eu mesmo irei contigo, e eu te darei
descanso.
15. Então Moisés lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco,
não nos faças subir daqui.
16. Como, pois, se saberá agora que tenho
achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? acaso não é por andares tu
conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há
sobre a face da terra;
17. Ao que disse o Senhor a Moisés: Farei
também isto que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço
pelo teu nome.
18. Moisés disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua
glória.
19. Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha
bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Jeová; e terei misericórdia de
quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me
compadecer.
20. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto
homem nenhum pode ver a minha face e viver.
21. Disse mais o Senhor:
Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te porás.
22. E
quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com
a minha mão, até que eu haja passado.
23. Depois, quando eu tirar a
mão, me verás pelas costas; porém a minha face não se verá.
[Êxodo
34]Êxodo 34
1. Então disse o Senhor a
Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as
palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste.
2.
Prepara-te para amanhã, e pela manhã sobe ao monte Sinai, e apresenta-te a mim
ali no cume do monte.
3. Mas ninguém suba contigo, nem apareça homem
algum em todo o monte; nem mesmo se apascentem defronte dele ovelhas ou
bois.
4. Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras;
e, levantando-se de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha
ordenado, levando na mão as duas tábuas de pedra.
5. O Senhor desceu
numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Jeová.
6.
Tendo o Senhor passado perante Moisés, proclamou: Jeová, Jeová, Deus
misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e
verdade;
7. que usa de beneficência com milhares; que perdoa a
iniqüidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o
culpado; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos
filhos até a terceira e quarta geração.
8. Então Moisés se apressou a
inclinar-se à terra, e adorou,
9. dizendo: Senhor, se agora tenho
achado graça aos teus olhos, vá o Senhor no meio de nós; porque este é povo de
dura cerviz:; e perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado, e toma-nos por tua
herança.
10. Então disse o Senhor: Eis que eu faço um pacto; farei
diante de todo o teu povo maravilhas quais nunca foram feitas em toda a terra,
nem dentro de nação alguma; e todo este povo, no meio do qual estás, verá a obra
do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo.
11. Guarda o
que eu te ordeno hoje: eis que eu lançarei fora de diante de ti os amorreus, os
cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.
12.
Guarda-te de fazeres pacto com os habitantes da terra em que hás de entrar, para
que isso não seja por laço no meio de ti.
13. Mas os seus altares
derrubareis, e as suas colunas quebrareis, e os seus aserins
cortareis
14. (porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor,
cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso),
15. para que não faças pacto com
os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituírem após os seus deuses,
e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas convidado por eles, e não comas do
seu sacrifício;
16. e não tomes mulheres das suas filhas para os teus
filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não
façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses.
17.
Não farás para ti deuses de fundição.
18. A festa dos pães ázimos
guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te ordenei, ao tempo apontado no
mês de abibe; porque foi no mês de abibe que saíste do Egito.
19. Tudo
o que abre a madre é meu; até todo o teu gado, que seja macho, que abre a madre
de vacas ou de ovelhas;
20. o jumento, porém, que abrir a madre,
resgatarás com um cordeiro; mas se não quiseres resgatá-lo, quebrar-lhe-ás a
cerviz. Resgatarás todos os primogênitos de teus filhos. E ninguém aparecerá
diante de mim com as mãos vazias.
21. Seis dias trabalharás, mas ao
sétimo dia descansarás; na aradura e na sega descansarás.
22. Também
guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da ceifa do trigo, e
a festa da colheita no fim do ano.
23. Três vezes no ano todos os teus
varões aparecerão perante o Senhor Jeová, Deus do Israel;
24. porque
eu lançarei fora as nações de diante de ti, e alargarei as tuas fronteiras;
ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três vezes no ano
diante do Senhor teu Deus.
25. Não sacrificarás o sangue do meu
sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite
para a manhã.
26. As primeiras das primícias da tua terra trarás à
casa do Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua
mãe.
27. Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque
conforme o teor destas palavras tenho feito pacto contigo e com
Israel.
28. E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta
noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do
pacto, os dez mandamentos.
29. Quando Moisés desceu do monte Sinai,
trazendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, sim, quando desceu do monte,
Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, por haver Deus falado com
ele.
30. Quando, pois, Arão e todos os filhos de Israel olharam para
Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia, pelo que tiveram medo de
aproximar-se dele.
31. Então Moisés os chamou, e Arão e todos os
príncipes da congregação tornaram a ele; e Moisés lhes falou.
32.
Depois chegaram também todos os filhos de Israel, e ele lhes ordenou tudo o que
o Senhor lhe falara no monte Sinai.
33. Assim que Moisés acabou de
falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.
34. Mas, entrando Moisés
perante o Senhor, para falar com ele, tirava o véu até sair; e saindo, dizia aos
filhos de Israel o que lhe era ordenado.
35. Assim, pois, viam os
filhos de Israel o rosto de Moisés, e que a pele do seu rosto resplandecia; e
tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com
Deus.
[Êxodo 35]Êxodo 35
1.
Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes:
Estas são as palavras que o Senhor ordenou que cumprísseis.
2. Seis
dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, sábado de descanso solene
ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho será morto.
3.
Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.
4.
Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra
que o Senhor ordenou dizendo:
5. Tomai de entre vós uma oferta para o
Senhor; cada um cujo coração é voluntariamente disposto a trará por oferta
alçada ao Senhor: ouro, prata e bronze,
6. como também azul, púrpura,
carmesim, linho fino, pelos de cabras,
7. peles de carneiros tintas de
vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia,
8. azeite para a luz,
especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático,
9. pedras
de berilo e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
10. E
venham todos os homens hábeis entre vós, e façam tudo o que o Senhor tem
ordenado:
11. o tabernáculo, a sua tenda e a sua coberta, os seus
colchetes e as suas tábuas, os seus travessões, as suas colunas e as suas
bases;
12. a arca e os seus varais, o propiciatório, e o véu e
reposteiro;
13. a mesa e os seus varais, todos os seus utensílios, e
os pães da proposição;
14. o candelabro para a luz, os seus
utensílios, as suas lâmpadas, e o azeite para a luz;
15. o altar do
incenso e os seus varais, o óleo da unção e o incenso aromático, e o reposteiro
da porta para a entrada do tabernáculo;
16. o altar do holocausto com
o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus utensílios; a pia e a sua
base;
17. as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, o
reposteiro para a porta do átrio;
18. as estacas do tabernáculo, as
estacas do átrio, e as suas cordas;
19. as vestes finamente tecidas,
para o uso no ministério no lugar santo, as vestes sagradas de Arão, o
sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o
sacerdócio.
20. Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu da
presença de Moisés.
21. E veio todo homem cujo coração o moveu, e todo
aquele cujo espírito o estimulava, e trouxeram a oferta alçada do Senhor para a
obra da tenda da revelação, e para todo o serviço dela, e para as vestes
sagradas.
22. Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram
bem dispostos de coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo
todos estes jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de
ouro ao Senhor.
23. E todo homem que possuía azul, púrpura, carmesim,
linho fino, pelos de cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, ou peles de
golfinhos, os trazia.
24. Todo aquele que tinha prata ou metal para
oferecer, o trazia por oferta alçada ao Senhor; e todo aquele que possuía
madeira de acácia, a trazia para qualquer obra do serviço.
25. E todas
as mulheres hábeis fiavam com as mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a
púrpura, o carmesim e o linho fino.
26. E todas as mulheres hábeis que
quisessem fiavam os pelos das cabras.
27. Os príncipes traziam pedras
de berilo e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral,
28. e as
especiarias e o azeite para a luz, para o óleo da unção e para o incenso
aromático.
29. Trouxe uma oferta todo homem e mulher cujo coração
voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o senhor
ordenara se fizesse por intermédio de Moisés; assim trouxeram os filhos de
Israel uma oferta voluntária ao Senhor.
30. Depois disse Moisés aos
filhos de Israel: Eis que o Senhor chamou por nome a Bezalel, filho de Uri,
filho de Hur, da tribo de Judá,
31. e o encheu do espírito de Deus, no
tocante à sabedoria, ao entendimento, à ciência e a todo ofício,
32.
para inventar obras artísticas, para trabalhar em ouro, em prata e em
bronze,
33. em lavramento de pedras para engastar, em entalhadura de
madeira, enfim, para trabalhar em toda obra fina.
34. Também lhe
dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque,
da tribo de Dã,
35. a estes encheu de sabedoria do coração para
exercerem todo ofício, seja de gravador, de desenhista, de bordador em azul,
púrpura, carmesim e linho fino, de tecelão, enfim, dos que exercem qualquer
ofício e dos que inventam obras artísticas.
[Êxodo 36]Êxodo 36
1. Assim trabalharam Bezalel e
Aoliabe, e todo homem hábil, a quem o Senhor deu sabedoria e entendimento, para
saberem exercer todo ofício para o serviço do santuário, conforme tudo o que o
Senhor tem ordenado.
2. Então Moisés chamou a Bezalel e a Aoliabe, e a
todo homem hábil, em cujo coração Deus tinha posto sabedoria, isto é, a todo
aquele cujo coração o moveu a se chegar à obra para fazê-la;
3. e
receberam de Moisés toda a oferta alçada, que os filhos de Israel tinham do para
a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e ainda eles lhe traziam cada
manhã ofertas voluntárias.
4. Então todos os sábios que faziam toda a
obra do santuário vieram, cada um da obra que fazia,
5. e disseram a
Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o
Senhor ordenou se fizesse.
6. Pelo que Moisés deu ordem, a qual
fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça
mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de
trazer mais.
7. Porque o material que tinham era bastante para toda a
obra, e ainda sobejava.
8. Assim todos os homens hábeis, dentre os que
trabalhavam na obra, fizeram o tabernáculo de dez cortinas de linho fino
torcido, de azul, de púrpura e de carmesim, com querubins, obra de
artífice.
9. O comprimento de cada cortina era de vinte e oito
côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas eram da mesma
medida.
10. Ligaram cinco cortinas uma com outra; e as outras cinco da
mesma maneira.
11. Fizeram laçadas de azul na orla da última cortina
do primeiro grupo; assim, também fizeram na orla da primeira cortina do segundo
grupo.
12. Cinqüenta laçadas fizeram na orla de uma cortina, e
cinqüenta laçadas na orla da outra, do segundo grupo; as laçadas eram
contrapostas uma à outra.
13. Também fizeram cinqüenta colchetes de
ouro, e com estes colchetes uniram as cortinas, uma com outra; e o tabernáculo
veio a ser um todo.
14. Fizeram também cortinas de pelos de cabras
para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze cortinas fizeram.
15.
O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro
côvados; as onze cortinas eram da mesma medida.
16. uniram cinco
destas cortinas à parte, e as outras seis à parte.
17. Fizeram
cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e cinqüenta
laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.
18. Fizeram
também cinqüenta colchetes de bronze, para ajuntar a tenda, para que viesse a
ser um todo.
19. Fizeram para a tenda uma cobertura de peles de
carneiros tintas de vermelho, e por cima desta uma cobertura de peles de
golfinhos.
20. Também fizeram, de madeira de acácia, as tábuas para o
tabernáculo, as quais foram colocadas verticalmente.
21. O comprimento
de cada tábua era de dez côvados, e a largura de um côvado e meio.
22.
Cada tábua tinha duas couceiras, unidas uma à outra; assim fizeram com todas as
tábuas do tabernáculo.
23. Assim, pois, fizeram as tábuas para o
tabernáculo; vinte tábuas para o lado que dá para o sul;
24. e fizeram
quarenta bases de prata para se pôr debaixo das vinte tábuas: duas bases debaixo
de uma tábua para as suas duas couceiras, e duas debaixo de outra, para as duas
couceiras dela.
25. Também para o segundo lado do tabernáculo, o que
dá para o norte, fizeram vinte tábuas,
26. com as suas quarenta bases
de prata, duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de
outra.
27. Para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o
ocidente, fizeram seis tábuas.
28. E para os dois cantos do
tabernáculo no lado posterior, fizeram mais duas tábuas.
29. Por baixo
eram duplas, do mesmo modo se estendendo até a primeira argola, em cima; assim
fizeram com as duas tábuas nos dois cantos.
30. Assim havia oito
tábuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis bases, duas debaixo de
cada tábua.
31. Fizeram também travessões de madeira de acácia: cinco
travessões para as tábuas de um lado do tabernáculo,
32. e cinco para
as tábuas do outro lado do tabernáculo, e outros cinco para as tábuas do
tabernáculo no lado posterior, o que dá para o ocidente.
33. Fizeram
que o travessão do meio passasse ao meio das tábuas duma extremidade até a
outra.
34. E cobriram as tábuas de ouro, e de ouro fizeram as suas
argolas como lugares para os travessões; também os travessões cobriu de
ouro.
35. Fizeram então o véu de azul, púrpura, carmesim e linho fino
torcido; com querubins, obra de artífice, o fizeram.
36. E fizeram-lhe
quatro colunas de madeira de acácia e as cobriram de ouro; e seus colchetes
fizeram de ouro; e fundiram-lhes quatro bases de prata.
37. Fizeram
também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura, carmesim e linho
fino torcido, obra de bordador,
38. com as suas cinco colunas e os
seus colchetes; e de ouro cobriu os seus capitéis e as suas faixas; e as suas
cinco bases eram de bronze.
[Êxodo 37]Êxodo
37
1. Fez também Bezalel a arca de madeira de acácia; o
seu comprimento era de dois côvados e meio, a sua largura de um côvado e meio, e
a sua altura de um côvado e meio.
2. Cobriu-a de ouro puro por dentro
e por fora, fez-lhe uma moldura de ouro ao redor,
3. e fundiu-lhe
quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, duas argolas num lado e duas no
outro.
4. Também fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de
ouro;
5. e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para se
levar a arca.
6. Fez também um propiciatório de ouro puro; o seu
comprimento era de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e
meio.
7. Fez também dois querubins de ouro; de ouro batido os fez nas
duas extremidades do propiciatório,
8. um querubim numa extremidade, e
o outro querubim na outra; de uma só peça com o propiciatório fez os querubins
nas duas extremidades dele.
9. E os querubins estendiam as suas asas
por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um
para o outro; para o propiciatório estavam voltadas as faces dos
querubins.
10. Fez também a mesa de madeira de acácia; o seu
comprimento era de dois côvados, a sua largura de um côvado, e a sua altura de
um côvado e meio.
11. cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma moldura de
ouro ao redor.
12. Fez-lhe também ao redor uma guarnição de quatro
dedos de largura, e ao redor na guarnição fez uma moldura de ouro.
13.
Fundiu-lhe também nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro
pés.
14. Junto da guarnição estavam as argolas para os lugares dos
varais, para se levar a mesa.
15. Fez também estes varais de madeira
de acácia, e os cobriu de ouro, para se levar a mesa.
16. E de ouro
puro fez os utensílios que haviam de estar sobre a mesa, os seus pratos e as
suas colheres, as suas tigelas e os seus cântaros, com que se haviam de oferecer
as libações.
17. Fez também o candelabro de ouro puro; de ouro batido
fez o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus
cálices e as suas corolas formavam com ele uma só peça.
18. Dos seus
lados saíam seis braços: três de um lado do candelabro e três do outro
lado.
19. Em um braço havia três copos a modo de flores de amêndoa,
com cálice e corola; igualmente no outro braço três copos a modo de flores de
amêndoa, com cálice e corola; assim se fez com os seis braços que saíam do
candelabro.
20. Mas na haste central havia quatro copos a modo de
flores de amêndoa, com os seus cálices e as suas corolas;
21. também
havia um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça, e
outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste, e ainda
outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e assim
se fez para os seis braços que saíam da haste.
22. Os seus cálices e
os seus braços formavam uma só peça com a haste; o todo era uma obra batida de
ouro puro.
23. Também de ouro puro lhe fez as lâmpadas, em número de
sete, com os seus espevitadores e os seus cinzeiros.
24. De um talento
de ouro puro fez o candelabro e todos os seus utensílios.
25. De
madeira de acácia fez o altar do incenso; de um côvado era o seu comprimento, e
de um côvado a sua largura, quadrado, e de dois côvados a sua altura; as suas
pontas formavam uma só peça com ele.
26. Cobriu-o de ouro puro, tanto
a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas, e fez-lhe uma
moldura de ouro ao redor.
27. Fez-lhe também duas argolas de ouro
debaixo da sua moldura, nos dois cantos de ambos os lados, como lugares dos
varais, para com eles se levar o altar.
28. E os varais fez de madeira
de acácia, e os cobriu de ouro.
29. Também fez o óleo sagrado da
unção, e o incenso aromático, puro, qual obra do perfumista.
[Êxodo
38]Êxodo 38
1. Fez também o altar do
holocausto de madeira de acácia; de cinco côvados era o seu comprimento e de
cinco côvados a sua largura, quadrado, e de três côvados a sua
altura.
2. E fez-lhe pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas
formavam uma só peça com ele; e cobriu-o de bronze.
3. Fez também
todos os utensílios do altar: os cinzeiros, as pás, as bacias, os garfos e os
braseiros; todos os seus utensílios fez de bronze.
4. Fez também para
o altar um crivo de bronze em forma de rede, em baixo da borda ao redor,
chegando ele até o meio do altar.
5. E fundiu quatro argolas para as
quatro extremidades do crivo de bronze, como lugares dos varais.
6. E
fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de bronze.
7. E meteu
os varais pelas argolas aos lados do altar, para com eles se levar o altar;
fê-lo oco, de tábuas.
8. Fez também a pia de bronze com a sua base de
bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda
da revelação.
9. Fez também o átrio. Para o lado meridional as
cortinas eram de linho fino torcido, de cem côvados de
comprimento.
10. As suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases,
todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de
prata.
11. Para o lado setentrional as cortinas eram de cem côvados;
as suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes
das colunas e as suas faixas eram de prata.
12. Para o lado ocidental
as cortinas eram de cinqüenta côvados; as suas colunas eram dez, e as suas bases
dez; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.
13. E
para o lado oriental eram as cortinas de cinqüenta côvados.
14. As
cortinas para um lado da porta eram de quinze côvados; as suas colunas eram três
e as suas bases três.
15. Do mesmo modo para o outro lado; de um e de
outro lado da porta do átrio havia cortinas de quinze côvados; as suas colunas
eram três e as suas bases três.
16. Todas as cortinas do átrio ao
redor eram de linho fino torcido.
17. As bases das colunas eram de
bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata; o revestimento
dos seus capitéis era de prata; e todas as colunas do átrio eram cingidas de
faixas de prata.
18. O reposteiro da porta do átrio era de azul,
púrpura, carmesim e linho fino torcido, obra de bordador; o comprimento era de
vinte côvados, e a altura, na largura, de cinco côvados, conforme a altura das
cortinas do átrio.
19. As suas colunas eram quatro, e quatro as suas
bases, todas de bronze; os seus colchetes eram de prata, como também o
revestimento dos capitéis, e as suas faixas.
20. E todas as estacas do
tabernáculo e do átrio ao redor eram de bronze.
21. Esta é a
enumeração das coisas para o tabernáculo, a saber, o tabernáculo do testemunho,
que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos levitas, por
intermédio de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
22. Fez, pois,
Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo quanto o Senhor
tinha ordenado a Moisés;
23. e com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da
tribo de Dã, gravador, desenhista, e bordador em azul, púrpura, carmesim e linho
fino.
24. Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santuário, a
saber, o ouro da oferta, foi vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos,
conforme o siclo do santuário.
25. A prata dos arrolados da
congregação montou em cem talentos e mil setecentos setenta e cinco siclos,
conforme o siclo do santuário;
26. um beca para cada cabeça, isto é,
meio siclo, conforme o siclo do santuário, de todo aquele que passava para os
arrolados, da idade de vinte anos e acima, que foram seiscentos e três mil
quinhentos e cinqüenta.
27. E houve cem talentos de prata para fundir
as bases do santuário e as bases do véu; para cem bases eram cem talentos, um
talento para cada base.
28. Mas dos mil setecentos e setenta e cinco
siclos, fez colchetes para as colunas, e cobriu os seus capitéis e fez-lhes as
faixas.
29. E o bronze da oferta foi setenta talentos e dois mil e
quatrocentos siclos.
30. Dele fez as bases da porta da tenda da
revelação, o altar de bronze, e o crivo de bronze para ele, todos os utensílios
do altar,
31. as bases do átrio ao redor e as bases da porta do átrio,
todas as estacas do tabernáculo e todas as estacas do átrio ao
redor.
[Êxodo 39]Êxodo 39
1.
Fizeram também de azul, púrpura e carmesim as vestes, finamente tecidas, para
ministrar no lugar santo, e fizeram as vestes sagradas para Arão, como o Senhor
ordenara a Moisés.
2. Assim se fez o éfode de ouro, azul, púrpura,
carmesim e linho fino torcido;
3. bateram o ouro em lâminas delgadas,
as quais cortaram em fios, para entretecê-lo no azul, na púrpura, no carmesim e
no linho fino, em obra de desenhista;
4. fizeram-lhe ombreiras que se
uniam; assim pelos seus dois cantos superiores foi ele unido.
5. E o
cinto da obra esmerada do éfode, que estava sobre ele, formava com ele uma só
peça e era de obra semelhante, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino
torcido, como o Senhor ordenara a Moisés.
6. Também prepararam as
pedras de berilo, engastadas em ouro, lavradas como a gravura de um selo, com os
nomes dos filhos de Israel;
7. as quais puseram sobre as ombreiras do
éfode para servirem de pedras de memorial para os filhos de Israel, como o
Senhor ordenara a Moisés.
8. Fez-se também o peitoral de obra de
desenhista, semelhante à obra do éfode, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho
fino torcido.
9. Quadrado e duplo fizeram o peitoral; o seu
comprimento era de um palmo, e a sua largura de um palmo, sendo ele
dobrado.
10. E engastaram nele quatro fileiras de pedras: a primeira
delas era de um sárdio, um topázio e uma esmeralda;
11. a segunda
fileira era de uma granada, uma safira e um ônix;
12. a terceira
fileira era de um jacinto, uma ágata e uma ametista;
13. e a quarta
fileira era de uma crisólita, um berilo e um jaspe; eram elas engastadas nos
seus engastes de ouro.
14. Estas pedras, pois, eram doze, segundo os
nomes dos filhos de Israel; eram semelhantes a gravuras de selo, cada uma com o
nome de uma das doze tribos.
15. Também fizeram sobre o peitoral
cadeiazinhas, semelhantes a cordas, obra de trança, de ouro puro.
16.
Fizeram também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram as duas
argolas nas duas extremidades do peitoral.
17. E meteram as duas
cadeiazinhas de trança de ouro nas duas argolas, nas extremidades do
peitoral.
18. E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trança
meteram nos dois engastes, e as puseram sobre as ombreiras do éfode, na parte
dianteira dele.
19. Fizeram outras duas argolas de ouro, que puseram
nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estava junto ao éfode por
dentro.
20. Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas
ombreiras do éfode, debaixo, na parte dianteira dele, junto à sua costura, acima
do cinto de obra esmerada do éfode.
21. E ligaram o peitoral, pelas
suas argolas, às argolas do éfode por meio de um cordão azul, para que estivesse
sobre o cinto de obra esmerada do éfode, e o peitoral não se separasse do éfode,
como o Senhor ordenara a Moisés.
22. Fez-se também o manto do éfode de
obra tecida, todo de azul,
23. e a abertura do manto no meio dele,
como a abertura de cota de malha; esta abertura tinha um debrum em volta, para
que não se rompesse.
24. Nas abas do manto fizeram romãs de azul,
púrpura e carmesim, de fio torcido.
25. Fizeram também campainhas de
ouro puro, pondo as campainhas nas abas do manto ao redor, entremeadas com as
romãs;
26. uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas
abas do manto ao redor, para uso no ministério, como o Senhor ordenara a
Moisés.
27. Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida,
para Arão e para seus filhos,
28. e a mitra de linho fino, e o ornato
das tiaras de linho fino, e os calções de linho fino torcido,
29. e o
cinto de linho fino torcido, e de azul, púrpura e carmesim, obra de bordador,
como o Senhor ordenara a Moisés.
30. Fizeram também, de ouro puro, a
lâmina da coroa sagrada, e nela gravaram uma inscrição como a gravura de um
selo: SANTO AO SENHOR.
31. E a ela ataram um cordão azul, para
prendê-la à parte superior da mitra, como o Senhor ordenara a
Moisés.
32. Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da
revelação; e os filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o Senhor ordenara a
Moisés; assim o fizeram.
33. Depois trouxeram a Moisés o tabernáculo,
a tenda e todos os seus utensílios, os seus colchetes, as suas tábuas, os seus
travessões, as suas colunas e as suas bases;
34. e a cobertura de
peles de carneiros tintas de vermelho, e a cobertura de peles de golfinhos, e o
véu do reposteiro;
35. a arca do testemunho com os seus varais, e o
propiciatório;
36. a mesa com todos os seus utensílios, e os pães da
proposição;
37. o candelabro puro com suas lâmpadas todas em ordem,
com todos os seus utensílios, e o azeite para a luz;
38. também o
altar de ouro, o óleo da unção e o incenso aromático, e o reposteiro para a
porta da tenda;
39. o altar de bronze e o seu crivo de bronze, os seus
varais, e todos os seus utensílios; a pia e a sua base;
40. as
cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, e o reposteiro para a porta
do átrio, as suas cordas e as suas estacas, e todos os utensílios do serviço do
tabernáculo, para a tenda da revelação;
41. as vestes finamente
tecidas para uso no ministério no lugar santo, e as vestes sagradas para Arão, o
sacerdote, e as vestes para seus filhos, para administrarem o
sacerdócio.
42. Conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim
fizeram os filhos de Israel toda a obra.
43. Viu, pois, Moisés toda a
obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então
Moisés os abençoou.
[Êxodo 40]Êxodo
40
1. Depois disse o Senhor a Moisés:
2. No
primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da
revelação,
3. e porás nele a arca do testemunho, e resguardaras a arca
com o véu.
4. Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o que se
deve pôr em ordem nela; também colocarás nele o candelabro, e acenderás as suas
lâmpadas.
5. E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do
testemunho; então pendurarás o reposteiro da porta do tabernáculo.
6.
E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da
revelação.
7. E porás a pia entre a tenda da revelação e o altar, e
nela deitarás água.
8. Depois levantarás as cortinas do átrio ao
redor, e pendurarás o reposteiro da porta do átrio.
9. Então tomarás o
óleo da unção e ungirás o tabernáculo, e tudo o que há nele; e o santificarás, a
ele e a todos os seus móveis; e será santo.
10. Ungirás também o altar
do holocausto, e todos os seus utensílios, e santificarás o altar; e o altar
será santíssimo.
11. Então ungirás a pia e a sua base, e a
santificarás.
12. E farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda
da revelação, e os lavarás com água.
13. E vestirás Arão das vestes
sagradas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o
sacerdócio.
14. Também farás chegar seus filhos, e os vestirás de
túnicas,
15. e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me
administrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo pelas
suas gerações.
16. E Moisés fez conforme tudo o que o Senhor lhe
ordenou; assim o fez.
17. E no primeiro mês do segundo ano, no
primeiro dia do mês, o tabernáculo foi levantado.
18. Levantou, pois,
Moisés o tabernáculo: lançou as suas bases; armou as suas tábuas e nestas meteu
os seus travessões; levantou as suas colunas;
19. estendeu a tenda por
cima do tabernáculo, e pôs a cobertura da tenda sobre ela, em cima, como o
Senhor lhe ordenara.
20. Então tomou o testemunho e pô-lo na arca,
ajustou à arca os varais, e pôs-lhe o propiciatório em cima.
21.
Depois introduziu a arca no tabernáculo, e pendurou o véu do reposteiro, e assim
resguardou a arca do testemunho, como o Senhor lhe ordenara.
22. Pôs
também a mesa na tenda da revelação, ao lado do tabernáculo para o norte, fora
do véu,
23. e sobre ela pôs em ordem o pão perante o Senhor, como o
Senhor lhe ordenara.
24. Pôs também na tenda da revelação o candelabro
defronte da mesa, ao lado do tabernáculo para o sul,
25. e acendeu as
lâmpadas perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.
26. Pôs o altar
de ouro na tenda da revelação diante do véu,
27. e sobre ele queimou o
incenso de especiarias aromáticas, como o Senhor lhe ordenara.
28.
Pendurou o reposteiro à: porta do tabernáculo,
29. e pôs o altar do
holocausto à porta do tabernáculo da tenda da revelação, e sobre ele ofereceu o
holocausto e a oferta de cereais, como o Senhor lhe ordenara.
30.
Depois: colocou a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitou água
para a as abluções.
31. E junto dela Moisés, e Arão e seus filhos
lavaram as mãos e os pés.
32. Quando entravam na tenda da revelação, e
quando chegavam ao altar, lavavam-se, como o Senhor ordenara a
Moisés.
33. Levantou também as cortinas do átrio ao redor do
tabernáculo e do altar e pendurou o reposteiro da porta do átrio. Assim Moisés
acabou a obra.
34. Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a
glória do Senhor encheu o tabernáculo;
35. de maneira que Moisés não
podia entrar na tenda da revelação, porquanto a nuvem repousava sobre ela, e a
glória do Senhor enchia o tabernáculo.
36. Quando, pois, a nuvem se
levantava de sobre o tabernáculo, prosseguiam os filhos de Israel, em todas as
suas jornadas;
37. se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam
até o dia em que ela se levantasse.
38. Porquanto a nuvem do Senhor
estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante
os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.
[Levítico
1]Levítico 1
1. Ora, chamou o Senhor a
Moisés e, da tenda da revelação, lhe disse:
2. Fala aos filhos de
Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecereis
as vossas ofertas do gado, isto é, do gado vacum e das ovelhas.
3. Se
a sua oferta for holocausto de gado vacum, oferecerá ele um macho sem defeito; à
porta da tenda da revelação o oferecerá, para que ache favor perante o
Senhor.
4. Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, e este será
aceito a favor dele, para a sua expiação.
5. Depois imolará o novilho
perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e
espargirão o sangue em redor sobre o altar que está à porta da tenda da
revelação.
6. Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus
pedaços.
7. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o
altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo;
8. também os filhos de
Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e a gordura, sobre a
lenha que está no fogo em cima do altar;
9. a fressura, porém, e as
pernas, ele as lavará com água; e o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar
como holocausto, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.
10. Se a
sua oferta for holocausto de gado miúdo, seja das ovelhas seja das cabras,
oferecerá ele um macho sem defeito,
11. e o imolará ao lado do altar
que dá para o norte, perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes,
espargirão o sangue em redor sobre o altar.
12. Então o partirá nos
seus pedaços, juntamente com a cabeça e a gordura; e o sacerdote os porá em
ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar;
13. a fressura,
porém, e as pernas, ele as lavará com água; e o sacerdote oferecerá tudo isso, e
o queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao
Senhor.
14. Se a sua oferta ao Senhor for holocausto tirado de aves,
então de rolas ou de pombinhos oferecerá a sua oferta.
15. E o
sacerdote a trará ao altar, tirar-lhe-á a cabeça e a queimará sobre o altar; e o
seu sangue será espremido na parede do altar;
16. e o seu papo com as
suas penas tirará e o lançará junto ao altar, para o lado do oriente, no lugar
da cinza;
17. e fendê-la-á junto às suas asas, mas não a partirá; e o
sacerdote a queimará em cima do altar sobre a lenha que está no fogo; holocausto
é, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.
[Levítico 2]Levítico 2
1. Quando alguém fizer ao Senhor
uma oferta de cereais, a sua oferta será de flor de farinha; deitará nela
azeite, e sobre ela porá incenso;
2. e a trará aos filhos de Arão, os
sacerdotes, um dos quais lhe tomará um punhado da flor de farinha e do azeite
com todo o incenso, e o queimará sobre o altar por oferta memorial, oferta
queimada, de cheiro suave ao Senhor.
3. O que restar da oferta de
cereais pertencerá a Arão e a seus filhos; é coisa santíssima entre as ofertas
queimadas ao Senhor.
4. Quando fizerdes oferta de cereais assada ao
forno, será de bolos ázimos de flor de farinha, amassados com azeite, e
coscorões ázimos untados com azeite.
5. E se a tua oferta for oferta
de cereais assada na assadeira, será de flor de farinha sem fermento, amassada
com azeite.
6. Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; é
oferta de cereais.
7. E se a tua oferta for oferta de cereais cozida
na frigideira, far-se-á de flor de farinha com azeite.
8. Então trarás
ao Senhor a oferta de cereais que for feita destas coisas; e será apresentada ao
sacerdote, o qual a levará ao altar.
9. E o sacerdote tomará da oferta
de cereais o memorial dela, e o queimará sobre o altar; é oferta queimada, de
cheiro suave ao Senhor.
10. E o que restar da oferta de cereais
pertencerá a Arão e a seus filhos; é coisa santíssima entre as ofertas queimadas
ao Senhor.
11. Nenhuma oferta de cereais, que fizerdes ao Senhor, será
preparada com fermento; porque não queimareis fermento algum nem mel algum como
oferta queimada ao Senhor.
12. Como oferta de primícias
oferecê-los-eis ao Senhor; mas sobre o altar não subirão por cheiro
suave.
13. Todas as suas ofertas de cereais temperarás com sal; não
deixarás faltar a elas o sal do pacto do teu Deus; em todas as tuas ofertas
oferecerás sal.
14. Se fizeres ao Senhor oferta de cereais de
primícias, oferecerás, como oferta de cereais das tuas primícias, espigas
tostadas ao fogo, isto é, o grão trilhado de espigas verdes.
15. Sobre
ela deitarás azeite, e lhe porás por cima incenso; é oferta de
cereais.
16. O sacerdote queimará o memorial dela, isto é, parte do
grão trilhado e parte do azeite com todo o incenso; é oferta queimada ao
Senhor.
[Levítico 3]Levítico
3
1. Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico: se
a fizer de gado vacum, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do
Senhor;
2. porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará à porta
da tenda da revelação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue
sobre o altar em redor.
3. Então, do sacrifício de oferta pacífica,
fará uma oferta queimada ao Senhor; a gordura que cobre a fressura, sim, toda a
gordura que está sobre ela,
4. os dois rins e a gordura que está sobre
eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado,
juntamente com os rins, ele os tirará.
5. E os filhos de Arão
queimarão isso sobre o altar, em cima do holocausto que está sobre a lenha no
fogo; é oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.
6. E se a sua
oferta por sacrifício pacífico ao Senhor for de gado miúdo, seja macho ou fêmea,
sem defeito o oferecerá.
7. Se oferecer um cordeiro por sua oferta,
oferecê-lo-á perante o Senhor;
8. e porá a mão sobre a cabeça da sua
oferta, e a imolará diante da tenda da revelação; e os filhos de Arão espargirão
o sangue sobre o altar em redor.
9. Então, do sacrifício de oferta
pacífica, fará uma oferta queimada ao Senhor; a gordura da oferta, a cauda gorda
inteira, tirá-la-á junto ao espinhaço; e a gordura que cobre a fressura, sim,
toda a gordura que está sobre ela,
10. os dois rins e a gordura que
está sobre eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o
fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á.
11. E o sacerdote queimará
isso sobre o altar; é o alimento da oferta queimada ao Senhor.
12. E
se a sua oferta for uma cabra, perante o Senhor a oferecerá;
13. e lhe
porá a mão sobre a cabeça, e a imolará diante da tenda da revelação; e os filhos
de Arão espargirão o sangue da cabra sobre o altar em redor.
14.
Depois oferecerá dela a sua oferta, isto é, uma oferta queimada ao Senhor; a
gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre
ela,
15. os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está
junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins,
tirá-los-á.
16. E o sacerdote queimará isso sobre o altar; é o
alimento da oferta queimada, de cheiro suave. Toda a gordura pertencerá ao
Senhor.
17. Estatuto perpétuo, pelas vossas gerações, em todas as
vossas habitações, será isto: nenhuma gordura nem sangue algum
comereis.
[Levítico 4]Levítico
4
1. Disse mais o Senhor a Moisés:
2. Fala
aos filhos de Israel, dizendo: Se alguém pecar por ignorância no tocante a
qualquer das coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, fazendo qualquer
delas;
3. se for o sacerdote ungido que pecar, assim tornando o povo
culpado, oferecerá ao Senhor, pelo pecado que cometeu, um novilho sem defeito
como oferta pelo pecado.
4. Trará o novilho à porta da tenda da
revelação, perante o Senhor; porá a mão sobre a cabeça do novilho e o imolará
perante o Senhor.
5. Então o sacerdote ungido tomará do sangue do
novilho, e o trará à tenda da revelação;
6. e, molhando o dedo no
sangue, espargirá do sangue sete vezes perante o Senhor, diante do véu do
santuário.
7. Também o sacerdote porá daquele sangue perante o Senhor,
sobre as pontas do altar do incenso aromático, que está na tenda da revelação; e
todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que
está à porta da tenda da revelação.
8. E tirará toda a gordura do
novilho da oferta pelo pecado; a gordura que cobre a fressura, sim, toda a
gordura que está sobre ela,
9. os dois rins e a gordura que está sobre
eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado,
juntamente com os rins, tirá-los-á,
10. assim como se tira do boi do
sacrifício pacífico; e o sacerdote os queimará sobre o altar do
holocausto.
11. Mas o couro do novilho, e toda a sua carne, com a
cabeça, as pernas, a fressura e o excremento,
12. enfim, o novilho
todo, levá-lo-á para fora do arraial a um lugar limpo, em que se lança a cinza,
e o queimará sobre a lenha; onde se lança a cinza, aí se queimará.
13.
Se toda a congregação de Israel errar, sendo isso oculto aos olhos da
assembléia, e eles tiverem feito qualquer de todas as coisas que o Senhor
ordenou que não se fizessem, assim tornando-se culpados;
14. quando o
pecado que cometeram for conhecido, a assembléia oferecerá um novilho como
oferta pelo pecado, e o trará diante da tenda da revelação.
15. Os
anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o Senhor;
e imolar-se-á o novilho perante o Senhor.
16. Então o sacerdote ungido
trará do sangue do novilho à tenda da revelação;
17. e o sacerdote
molhará o dedo no sangue, e o espargirá sete vezes perante o Senhor, diante do
véu.
18. E do sangue porá sobre as pontas do altar, que está perante o
Senhor, na tenda da revelação; e todo o resto do sangue derramará à base do
altar do holocausto, que está diante da tenda da revelação.
19. E
tirará dele toda a sua gordura, e queimá-la-á sobre o altar.
20. Assim
fará com o novilho; como fez ao novilho da oferta pelo pecado, assim fará a
este; e o sacerdote fará expiação por eles, e eles serão
perdoados.
21. Depois levará o novilho para fora do arraial, e o
queimará como queimou o primeiro novilho; é oferta pelo pecado da
assembléia.
22. Quando um príncipe pecar, fazendo por ignorância
qualquer das coisas que o Senhor seu Deus ordenou que não se fizessem, e assim
se tornar culpado;
23. se o pecado que cometeu lhe for notificado,
então trará por sua oferta um bode, sem defeito;
24. porá a mão sobre
a cabeça do bode e o imolará no lugar em que se imola o holocausto, perante o
Senhor; é oferta pelo pecado.
25. Depois o sacerdote, com o dedo,
tomará do sangue da oferta pelo pecado e pô-lo-á sobre as pontas do altar do
holocausto; então o resto do sangue derramará à base do altar do
holocausto.
26. Também queimará sobre o altar toda a sua gordura como
a gordura do sacrifício da oferta pacífica; assim o sacerdote fará por ele
expiação do seu pecado, e ele será perdoado.
27. E se alguém dentre a
plebe pecar por ignorância, fazendo qualquer das coisas que o Senhor ordenou que
não se fizessem, e assim se tornar culpado;
28. se o pecado que
cometeu lhe for notificado, então trará por sua oferta uma cabra, sem defeito,
pelo pecado cometido;
29. porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo
pecado, e a imolará no lugar do holocausto.
30. Depois o sacerdote,
com o dedo, tomará do sangue da oferta, e o porá sobre as pontas do altar do
holocausto; e todo o resto do sangue derramará à base do altar.
31.
Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico, e a
queimará sobre o altar, por cheiro suave ao Senhor; e o sacerdote fará expiação
por ele, e ele será perdoado.
32. Ou, se pela sua oferta trouxer uma
cordeira como oferta pelo pecado, sem defeito a trará;
33. porá a mão
sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará por oferta pelo pecado, no
lugar em que se imola o holocausto.
34. Depois o sacerdote, com o
dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado, e o porá sobre as pontas do altar
do holocausto; então todo o resto do sangue da oferta derramará à base do
altar.
35. Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro
do sacrifício pacífico e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas
do Senhor; assim o sacerdote fará por ele expiação do pecado que cometeu, e ele
será perdoado.
[Levítico 5]Levítico
5
1. Se alguém, tendo-se ajuramentado como testemunha,
pecar por não denunciar o que viu, ou o que soube, levará a sua
iniqüidade.
2. Se alguém tocar alguma coisa imunda, seja cadáver de
besta-fera imunda, seja cadáver de gado imundo, seja cadáver de réptil imundo,
embora faça sem se aperceber, contudo será ele imundo e culpado.
3. Se
alguém, sem se aperceber tocar a imundícia de um homem, seja qual for a
imundícia com que este se tornar imundo, quando o souber será
culpado.
4. Se alguém, sem se aperceber, jurar temerariamente com os
seus lábios fazer mal ou fazer bem, em tudo o que o homem pronunciar
temerariamente com juramento, quando o souber, culpado será numa destas
coisas.
5. Deverá, pois, quando for culpado numa destas coisas,
confessar aquilo em que houver pecado.
6. E como sua oferta pela
culpa, ele trará ao Senhor, pelo pecado que cometeu, uma fêmea de gado miúdo;
uma cordeira, ou uma cabrinha, trará como oferta pelo pecado; e o sacerdote fará
por ele expiação do seu pecado.
7. Mas, se as suas posses não bastarem
para gado miúdo, então trará ao Senhor, como sua oferta pela culpa por aquilo em
que houver pecado, duas rolas, ou dois pombinhos; um como oferta pelo pecado, e
o outro como holocausto;
8. e os trará ao sacerdote, o qual oferecerá
primeiro aquele que é para a oferta pelo pecado, e com a unha lhe fenderá a
cabeça junto ao pescoço, mas não o partirá;
9. e do sangue da oferta
pelo pecado espargirá sobre a parede do altar, porém o que restar, daquele
sangue espremer-se-á à base do altar; é oferta pelo pecado.
10. E do
outro fará holocausto conforme a ordenança; assim o sacerdote fará expiação por
ele do pecado que cometeu, e ele será perdoado.
11. Se, porém, as suas
posses não bastarem para duas rolas, ou dois pombinhos, então, como oferta por
aquilo em que houver pecado, trará a décima parte duma efa de flor de farinha
como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite nem lhe porá em cima incenso,
porquanto é oferta pelo pecado;
12. e o trará ao sacerdote, o qual lhe
tomará um punhado como o memorial da oferta, e a queimará sobre o altar em cima
das ofertas queimadas do Senhor; é oferta pelo pecado.
13. Assim o
sacerdote fará por ele expiação do seu pecado, que houver cometido em alguma
destas coisas, e ele será perdoado; e o restante pertencerá ao sacerdote, como a
oferta de cereais.
14. Disse mais o Senhor a Moisés:
15. Se
alguém cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas do
Senhor, então trará ao Senhor, como a sua oferta pela culpa, um carneiro sem
defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o
siclo do santuário, para oferta pela culpa.
16. Assim fará restituição
pelo pecado que houver cometido na coisa sagrada, e ainda lhe acrescentará a
quinta parte, e a dará ao sacerdote; e com o carneiro da oferta pela culpa, o
sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.
17. Se alguém
pecar, fazendo qualquer de todas as coisas que o Senhor ordenou que não se
fizessem, ainda que não o soubesse, contudo será ele culpado, e levará a sua
iniqüidade;
18. e como oferta pela culpa trará ao sacerdote um
carneiro sem defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação; e o sacerdote fará
por ele expiação do erro que involuntariamente houver cometido sem o saber; e
ele será perdoado.
19. É oferta pela culpa; certamente ele se tornou
culpado diante do Senhor.
[Levítico 6]Levítico
6
1. Disse ainda o Senhor a Moisés:
2. Se
alguém pecar e cometer uma transgressão contra o Senhor, e se houver dolosamente
para com o seu próximo no tocante a um depósito, ou penhor, ou roubo, ou tiver
oprimido a seu próximo;
3. se achar o perdido, e nisso se houver
dolosamente e jurar falso; ou se fizer qualquer de todas as coisas em que o
homem costuma pecar;
4. se, pois, houver pecado e for culpado,
restituirá o que roubou, ou o que obteve pela opressão, ou o depósito que lhe
foi dado em guarda, ou o perdido que achou,
5. ou qualquer coisa sobre
que jurou falso; por inteiro o restituirá, e ainda a isso acrescentará a quinta
parte; a quem pertence, lho dará no dia em que trouxer a sua oferta pela
culpa.
6. E como a sua oferta pela culpa, trará ao Senhor um carneiro
sem defeito, do rebanho; conforme a tua avaliação para oferta pela culpa
trá-lo-á ao sacerdote;
7. e o sacerdote fará expiação por ele diante
do Senhor, e ele será perdoado de todas as coisas que tiver feito, nas quais se
tenha tornado culpado.
8. Disse mais o Senhor a Moisés:
9.
Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o
holocausto ficará a noite toda, até pela manhã, sobre a lareira do altar, e nela
se conservará aceso o fogo do altar.
10. E o sacerdote vestirá a sua
veste de linho, e vestirá as calças de linho sobre a sua carne; e levantará a
cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto
ao altar.
11. Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes;
e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.
12. O fogo
sobre o altar se conservará aceso; não se apagará. O sacerdote acenderá lenha
nele todos os dias pela manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e
queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13. O fogo se conservará
continuamente aceso sobre o altar; não se apagará.
14. Esta é a lei da
oferta de cereais: os filhos de Arão a oferecerão perante o Senhor diante do
altar.
15. O sacerdote tomará dela um punhado, isto é, da flor de
farinha da oferta de cereais e do azeite da mesma, e todo o incenso que estiver
sobre a oferta de cereais, e os queimará sobre o altar por cheiro suave ao
Senhor, como o memorial da oferta.
16. E Arão e seus filhos comerão o
restante dela; comê-lo-ão sem fermento em lugar santo; no átrio da tenda da
revelação o comerão.
17. Levedado não se cozerá. Como a sua porção das
minhas ofertas queimadas lho tenho dado; coisa santíssima é, como a oferta pelo
pecado, e como a oferta pela culpa.
18. Todo varão entre os filhos de
Arão comerá dela, como a sua porção das ofertas queimadas do Senhor; estatuto
perpétuo será para as vossas gerações; tudo o que as tocar será
santo.
19. Disse mais o Senhor a Moisés:
20. Esta é a oferta
de Arão e de seus filhos, a qual oferecerão ao Senhor no dia em que ele for
ungido: a décima parte duma efa de flor de farinha, como oferta de cereais,
perpetuamente, a metade dela pela amanhã, e a outra metade à
tarde.
21. Numa assadeira se fará com azeite; bem embebida a trarás;
em pedaços cozidos oferecerás a oferta de cereais por cheiro suave ao
Senhor.
22. Também o sacerdote que, de entre seus filhos, for ungido
em seu lugar, a oferecerá; por estatuto perpétuo será ela toda queimada ao
Senhor.
23. Assim toda oferta de cereais do sacerdote será totalmente
queimada; não se comerá.
24. Disse mais o Senhor a
Moisés:
25. Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da
oferta pelo pecado: no lugar em que se imola o holocausto se imolará a oferta
pelo pecado perante o Senhor; coisa santíssima é.
26. O sacerdote que
a oferecer pelo pecado a comerá; comê-la-á em lugar santo, no átrio da tenda da
revelação.
27. Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; e quando
o sangue dela for espargido sobre qualquer roupa, lavarás em lugar santo a roupa
sobre a qual ele tiver sido espargido.
28. Mas o vaso de barro em que
for cozida será quebrado; e se for cozida num vaso de bronze, este será
esfregado, e lavado, na água.
29. Todo varão entre os sacerdotes
comerá dela; coisa santíssima é.
30. Contudo não se comerá nenhuma
oferta pelo pecado, da qual uma parte do sangue é trazida dentro da tenda da
revelação, para fazer expiação no lugar santo; no fogo será
queimada.
[Levítico 7]Levítico
7
1. Esta é a lei da oferta pela culpa: coisa
santíssima é.
2. No lugar em que imolam o holocausto, imolarão a
oferta pela culpa, e o sangue dela se espargirá sobre o altar em
redor.
3. Dela se oferecerá toda a gordura: a cauda gorda, e a gordura
que cobre a fressura,
4. os dois rins e a gordura que está sobre eles,
e a que está junto aos lombos, e o redenho sobre o fígado, juntamente com os
rins, os tirará;
5. e o sacerdote os queimará sobre o altar em oferta
queimada ao Senhor; é uma oferta pela culpa.
6. Todo varão entre os
sacerdotes comerá dela; num lugar santo se comerá; coisa santíssima
é.
7. Como é a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; há
uma só lei para elas, a saber, pertencerá ao sacerdote que com ela houver feito
expiação.
8. Também o sacerdote que oferecer o holocausto de alguém
terá para si o couro do animal que tiver oferecido.
9. Igualmente toda
oferta de cereais que se assar ao forno, como tudo o que se preparar na
frigideira e na assadeira, pertencerá ao sacerdote que a oferecer.
10.
Também toda oferta de cereais, seja ela amassada com azeite, ou seja seca,
pertencerá a todos os filhos de Arão, tanto a um como a outro.
11.
Esta é a lei do sacrifício das ofertas pacíficas que se oferecerá ao
Senhor:
12. Se alguém o oferecer por oferta de ação de graças, com o
sacrifício de ação de graças oferecerá bolos ázimos amassados com azeite, e
coscorões ázimos untados com azeite, e bolos amassados com azeite, de flor de
farinha, bem embebidos.
13. Com os bolos oferecerá pão levedado como
sua oferta, com o sacrifício de ofertas pacíficas por ação de
graças.
14. E dele oferecerá um de cada oferta por oferta alçada ao
Senhor, o qual pertencerá ao sacerdote que espargir o sangue da oferta
pacífica.
15. Ora, a carne do sacrifício de ofertas pacíficas por ação
de graças se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até pela
manhã.
16. Se, porém, o sacrifício da sua oferta for voto, ou oferta
voluntária, no dia em que for oferecido se comerá, e no dia seguinte se comerá o
que dele ficar;
17. mas o que ainda ficar da carne do sacrifício até o
terceiro dia será queimado no fogo.
18. Se alguma parte da carne do
sacrifício da sua oferta pacífica se comer ao terceiro dia, aquele sacrifício
não será aceito, nem será imputado àquele que o tiver oferecido; coisa
abominável será, e quem dela comer levará a sua iniqüidade.
19. A
carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada no fogo; mas da
outra carne, qualquer que estiver limpo comerá dela;
20. todavia, se
alguma pessoa, estando imunda, comer a carne do sacrifício da oferta pacífica,
que pertence ao Senhor, essa pessoa será extirpada do seu povo.
21. E,
se alguma pessoa, tendo tocado alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou
gado imundo, ou qualquer abominação imunda, comer da carne do sacrifício da
oferta pacífica, que pertence ao Senhor, essa pessoa será extirpada do seu
povo.
22. Depois disse o Senhor a Moisés:
23. Fala aos
filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra
comereis.
24. Todavia pode-se usar a gordura do animal que morre por
si mesmo, e a gordura do que é dilacerado por feras, para qualquer outro fim;
mas de maneira alguma comereis dela.
25. Pois quem quer que comer da
gordura do animal, do qual se oferecer oferta queimada ao Senhor, sim, a pessoa
que dela comer será extirpada do seu povo.
26. E nenhum sangue
comereis, quer de aves, quer de gado, em qualquer das vossas
habitações.
27. Toda pessoa que comer algum sangue será extirpada do
seu povo.
28. Disse mais o Senhor a Moisés:
29. Fala aos
filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor
trará ao Senhor a respectiva oblação da sua oferta pacífica.
30. Com
as próprias mãos trará as ofertas queimadas do Senhor; o peito com a gordura
trará, para movê-lo por oferta de movimento perante o Senhor.
31. E o
sacerdote queimará a gordura sobre o altar, mas o peito pertencerá a Arão e a
seus filhos.
32. E dos sacrifícios das vossas ofertas pacíficas,
dareis a coxa direita ao sacerdote por oferta alçada.
33. Aquele
dentre os filhos de Arão que oferecer o sangue da oferta pacífica, e a gordura,
esse terá a coxa direita por sua porção;
34. porque o peito movido e a
coxa alçada tenho tomado dos filhos de Israel, dos sacrifícios das suas ofertas
pacíficas, e os tenho dado a Arão, o sacerdote, e a seus filhos, como sua
porção, para sempre, da parte dos filhos de Israel.
35. Esta é a
porção sagrada de Arão e a porção sagrada de seus filhos, das ofertas queimadas
do Senhor, desde o dia em que ele os apresentou para administrar o sacerdócio ao
Senhor;
36. a qual o Senhor, no dia em que os ungiu, ordenou que se
lhes desse da parte dos filhos de Israel; é a sua porção para sempre, pelas suas
gerações.
37. Esta é a lei do holocausto, da oferta de cereais, da
oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da oferta das consagrações, e do
sacrifício das ofertas pacíficas;
38. a qual o Senhor entregou a
Moisés no monte Sinai, no dia em que este estava ordenando aos filhos de Israel
que oferecessem as suas ofertas ao Senhor, no deserto de Sinai.
[Levítico
8]Levítico 8
1. Disse mais o Senhor a
Moisés:
2. Toma a Arão e a seus filhos com ele, e os vestidos, e o
óleo da unção, e o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto
de pães ázimos,
3. e reúne a congregação toda à porta da tenda da
revelação.
4. Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e a
congregação se reuniu à porta da tenda da revelação.
5. E disse Moisés
à congregação: Isto é o que o Senhor ordenou que se fizesse.
6. Então
Moisés fez chegar Arão e seus filhos, e os lavou com água,
7. e vestiu
Arão com a túnica, cingiu-o com o cinto, e vestiu-lhe o manto, e pôs sobre ele o
éfode, e cingiu-o com o cinto de obra esmerada, e com ele lhe apertou o
éfode.
8. Colocou-lhe, então, o peitoral, no qual pôs o Urim e o
Tumim;
9. e pôs sobre a sua cabeça a mitra, e sobre esta, na parte
dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa sagrada; como o Senhor lhe
ordenara.
10. Então Moisés, tomando o óleo da unção, ungiu o
tabernáculo e tudo o que nele havia, e os santificou;
11. e dele
espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os seus utensílios,
como também a pia e a sua base, para santificá-los.
12. Em seguida
derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o, para
santificá-lo.
13. Depois Moisés fez chegar aos filhos de Arão, e os
vestiu de túnicas, e os cingiu com cintos, e lhes atou tiaras; como o Senhor lhe
ordenara.
14. Então fez chegar o novilho da oferta pelo pecado; e Arão
e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do novilho da oferta pelo
pecado;
15. e, depois de imolar o novilho, Moisés tomou o sangue, e
pôs dele com o dedo sobre as pontas do altar em redor, e purificou o altar;
depois derramou o resto do sangue à base do altar, e o santificou, para fazer
expiação por ele.
16. Então tomou toda a gordura que estava na
fressura, e o redenho do fígado, e os dois rins com a sua gordura, e os queimou
sobre o altar.
17. Mas o novilho com o seu couro, com a sua carne e
com o seu excremento, queimou-o com fogo fora do arraial; como o Senhor lhe
ordenara.
18. Depois fez chegar o carneiro do holocausto; e Arão e
seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro.
19. Havendo
imolado o carneiro, Moisés espargiu o sangue sobre o altar em
redor.
20. Partiu também o carneiro nos seus pedaços, e queimou dele a
cabeça, os pedaços e a gordura.
21. Mas a fressura e as pernas lavou
com água; então Moisés queimou o carneiro todo sobre o altar; era holocausto de
cheiro suave, uma oferta queimada ao Senhor; como o Senhor lhe
ordenara.
22. Depois fez chegar o outro carneiro, o carneiro da
consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do
carneiro;
23. e tendo Moisés imolado o carneiro, tomou do sangue deste
e o pôs sobre a ponta da orelha direita de Arão, sobre o polegar da sua mão
direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
24. Moisés fez chegar
também os filhos de Arão, e pôs daquele sangue sobre a ponta da orelha direita
deles, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé
direito; e espargiu o sangue sobre o altar em redor.
25. E tomou a
gordura, e a cauda gorda, e toda a gordura que estava na fressura, e o redenho
do fígado, e os dois rins com a sua gordura, e a coxa direita;
26.
também do cesto dos pães ázimos, que estava diante do Senhor, tomou um bolo
ázimo, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão, e os pôs sobre a gordura e
sobre a coxa direita;
27. e pôs tudo nas mãos de Arão e de seus
filhos, e o ofereceu por oferta movida perante o Senhor.
28. Então
Moisés os tomou das mãos deles, e os queimou sobre o altar em cima do
holocausto; os quais eram uma consagração, por cheiro suave, oferta queimada ao
Senhor.
29. Em seguida tomou Moisés o peito, e o ofereceu por oferta
movida perante o Senhor; era a parte do carneiro da consagração que tocava a
Moisés, como o Senhor lhe ordenara.
30. Tomou Moisés também do óleo da
unção, e do sangue que estava sobre o altar, e o espargiu sobre Arão e suas
vestes, e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele; e assim
santificou tanto a Arão e suas vestes, como a seus filhos e as vestes de seus
filhos com ele.
31. E disse Moisés a Arão e seus filhos: Cozei a carne
à porta da tenda da revelação; e ali a comereis com o pão que está no cesto da
consagração, como ordenei, dizendo: Arão e seus filhos a comerão.
32.
Mas o que restar da carne e do pão, queimá-lo-eis ao fogo.
33. Durante
sete dias não saireis da porta da tenda da revelação, até que se cumpram os dias
da vossa consagração; porquanto por sete dias ele vos consagrará.
34.
Como se fez neste dia, assim o senhor ordenou que se proceda, para fazer
expiação por vós.
35. Permanecereis, pois, à porta da tenda da
revelação dia e noite por sete dias, e guardareis as ordenanças do Senhor, para
que não morrais; porque assim me foi ordenado.
36. E Arão e seus
filhos fizeram todas as coisas que o Senhor ordenara por intermédio de
Moisés.
[Levítico 9]Levítico
9
1. Ora, ao dia oitavo, Moisés chamou a Arão e seus
filhos, e os anciãos de Israel,
2. e disse a Arão: Toma um bezerro
tenro para oferta pelo pecado, e um carneiro para holocausto, ambos sem defeito,
e
oferece-os perante o Senhor.
3. E falarás aos filhos de Israel,
dizendo: Tomai um bode para oferta pelo pecado; e um bezerro e um cordeiro,
ambos de um ano, e sem defeito, como holocausto;
4. também um boi e um
carneiro para ofertas pacíficas, para sacrificar perante o Senhor e oferta de
cereais, amassada com azeite; porquanto hoje o Senhor vos
aparecerá.
5. Então trouxeram até a entrada da tenda da revelação o
que Moisés ordenara, e chegou-se toda a congregação, e ficou de pé diante do
Senhor.
6. E disse Moisés: Esta é a coisa que o Senhor ordenou que
fizésseis; e a glória do Senhor vos aparecerá.
7. Depois disse Moisés
a Arão: Chega-te ao altar, e apresenta a tua oferta pelo pecado e o teu
holocausto, e faze expiação por ti e pelo povo; também apresenta a oferta do
povo, e faze expiação por ele, como ordenou o Senhor.
8. Arão, pois,
chegou-se ao altar, e imolou o bezerro que era a sua própria oferta pelo
pecado.
9. Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; e ele molhou o
dedo no sangue, e o pôs sobre as pontas do altar, e derramou o sangue à base do
altar;
10. mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado, tirados da
oferta pelo pecado, queimou-os sobre o altar, como o Senhor ordenara a
Moisés.
11. E queimou ao fogo fora do arraial a carne e o
couro.
12. Depois imolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe
entregaram o sangue, e ele o espargiu sobre o altar em redor.
13.
Também lhe entregaram o holocausto, pedaço por pedaço, e a cabeça; e ele os
queimou sobre o altar.
14. E lavou a fressura e as pernas, e as
queimou sobre o holocausto no altar.
15. Então apresentou a oferta do
povo e, tomando o bode que era a oferta pelo pecado do povo, imolou-o e o
ofereceu pelo pecado, como fizera com o primeiro.
16. Apresentou
também o holocausto, e o ofereceu segundo a ordenança.
17. E
apresentou a oferta de cereais e, tomando dela um punhado, queimou-o sobre o
altar, além do holocausto da manhã.
18. Imolou também o boi e o
carneiro em sacrifício de oferta pacífica pelo povo; e os filhos de Arão
entregaram-lhe o sangue, que ele espargiu sobre o altar em redor,
19.
como também a gordura do boi e do carneiro, a cauda gorda, e o que cobre a
fressura, e os rins, e o redenho do fígado;
20. e puseram a gordura
sobre os peitos, e ele queimou a gordura sobre o altar;
21. mas os
peitos e a coxa direita, ofereceu-os Arão por oferta movida perante o Senhor,
como Moisés tinha ordenado.
22. Depois Arão, levantando as mãos para o
povo, o abençoou e desceu, tendo acabado de oferecer a oferta pelo pecado, o
holocausto e as ofertas pacíficas.
23. E Moisés e Arão entraram na
tenda da revelação; depois saíram, e abençoaram o povo; e a glória do Senhor
apareceu a todo o povo,
24. pois saiu fogo de diante do Senhor, e
consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo,
jubilaram e prostraram-se sobre os seus rostos.
[Levítico 10]Levítico 10
1. Ora, Nadabe, e Abiú, filhos
de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele
deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes
ordenara.
2. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e
morreram perante o Senhor.
3. Disse Moisés a Arão: Isto é o que o
Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei
glorificado diante de todo o povo. Mas Arão guardou silêncio.
4. E
Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes:
Chegai-vos, levai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do
arraial.
5. Chegaram-se, pois, e levaram-nos como estavam, nas
próprias túnicas, para fora do arraial, como Moisés lhes dissera.
6.
Então disse Moisés a Arão, e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descubrais as
vossas cabeças, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha a
ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem
este incêndio que o Senhor acendeu.
7. E não saireis da porta da tenda
da revelação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do
Senhor. E eles fizeram conforme a palavra de Moisés.
8. Falou também o
Senhor a Arão, dizendo:
9. Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu
nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da revelação, para que não
morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações,
10. não
somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o
limpo,
11. mas também para ensinar aos filhos de Israel todos os
estatutos que o Senhor lhes tem dado por intermédio de Moisés.
12.
Também disse Moisés a Arão, e a Eleazar e Itamar, seus filhos que lhe ficaram:
Tomai a oferta de cereais que resta das ofertas queimadas do Senhor, e comei-a
sem levedura junto do altar, porquanto é coisa santíssima.
13.
Comê-la-eis em lugar santo, porque isto é a tua porção, e a porção de teus
filhos, das ofertas queimadas do Senhor; porque assim me foi
ordenado.
14. Também o peito da oferta movida e a coxa da oferta
alçada, comê-los-eis em lugar limpo, tu, e teus filhos e tuas filhas contigo;
porquanto são eles dados como tua porção, e como porção de teus filhos, dos
sacrifícios das ofertas pacíficas dos filhos de Israel.
15. Trarão a
coxa da oferta alçada e o peito da oferta movida juntamente com as ofertas
queimadas da gordura, para movê-los como oferta movida perante o Senhor; isso te
pertencerá como porção, a ti e a teus filhos contigo, para sempre, como o Senhor
tem ordenado.
16. E Moisés buscou diligentemente o bode da oferta pelo
pecado, e eis que já tinha sido queimado; pelo que se indignou grandemente
contra Eleazar e contra Itamar, os filhos que de Arão ficaram, e lhes
disse:
17. Por que não comestes a oferta pelo pecado em lugar santo,
visto que é coisa santíssima, e o Senhor a deu a vós para levardes a iniqüidade
da congregação, para fazerdes expiação por eles diante do Senhor?
18.
Eis que não se trouxe o seu sangue para dentro do santuário; certamente a
devíeis ter comido em lugar santo, como eu havia ordenado.
19. Então
disse Arão a Moisés: Eis que hoje ofereceram a sua oferta pelo pecado e o seu
holocausto perante o Senhor, e tais coisas como essas me têm acontecido; se eu
tivesse comido hoje a oferta pelo pecado, porventura teria sido isso coisa
agradável aos olhos do Senhor?
20. Ouvindo Moisés isto, pareceu-lhe
razoável.
[Levítico 11]Levítico
11
1. Falou o Senhor a Moisés e a Arão,
dizendo-lhes:
2. Dizei aos filhos de Israel: Estes são os animais que
podereis comer dentre todos os animais que há sobre a terra:
3. dentre
os animais, todo o que tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, o que
rumina, esse podereis comer.
4. Os seguintes, contudo, não comereis,
dentre os que ruminam e dentre os que têm a unha fendida: o camelo, porque
rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;
5. o
querogrilo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será
imundo;
6. a lebre, porque rumina mas não tem a unha fendida, essa vos
será imunda;
7. e o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se
divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo.
8. Da sua carne
não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão
imundos.
9. Estes são os que podereis comer de todos os que há nas
águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios,
esse podereis comer.
10. Mas todo o que não tem barbatanas, nem
escamas, nos mares e nos rios, todo réptil das águas, e todos os animais que
vivem nas águas, estes vos serão abomináveis,
11. tê-los-eis em
abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus
cadáveres.
12. Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas,
será para vós abominável.
13. Dentre as aves, a estas abominareis; não
se comerão, serão abomináveis: a águia, o quebrantosso, o
xofrango,
14. o açor, o falcão segundo a sua espécie,
15.
todo corvo segundo a sua espécie,
16. o avestruz, o mocho, a gaivota,
o gavião segundo a sua espécie,
17. o bufo, o corvo marinho, a
coruja,
18. o porfirião, o pelicano, o abutre,
19. a
cegonha, a garça segundo a sua, espécie, a poupa e o morcego.
20.
Todos os insetos alados que andam sobre quatro pés, serão para vós uma
abominação.
21. Contudo, estes há que podereis comer de todos os
insetos alados que andam sobre quatro pés: os que têm pernas sobre os seus pés,
para saltar com elas sobre a terra;
22. isto é, deles podereis comer
os seguintes: o gafanhoto segundo a sua espécie, o solham segundo a sua espécie,
o hargol segundo a sua espécie e o hagabe segundo a sua espécie.
23.
Mas todos os outros insetos alados que têm quatro pés, serão para vós uma
abominação.
24. Também por eles vos tornareis imundos; qualquer que
tocar nos seus cadáveres, será imundo até a tarde,
25. e quem levar
qualquer parte dos seus cadáveres, lavará as suas vestes, e será imundo até a
tarde.
26. Todo animal que tem unhas fendidas, mas cuja fenda não as
divide em duas, e que não rumina, será para vós imundo; qualquer que tocar neles
será imundo.
27. Todos os plantígrados dentre os quadrúpedes, esses
vos serão imundos; qualquer que tocar nos seus cadáveres será imundo até a
tarde,
28. e o que levar os seus cadáveres lavará as suas vestes, e
será imundo até a tarde; eles serão para vós imundos.
29. Estes também
vos serão por imundos entre os animais que se arrastam sobre a terra: a doninha,
o rato, o crocodilo da terra segundo a sua espécie,
30. o musaranho, o
crocodilo da água, a lagartixa, o lagarto e a toupeira.
31. Esses vos
serão imundos dentre todos os animais rasteiros; qualquer que os tocar, depois
de mortos, será imundo até a tarde;
32. e tudo aquilo sobre o que cair
o cadáver de qualquer deles será imundo; seja vaso de madeira, ou vestidura, ou
pele, ou saco, seja qualquer instrumento com que se faz alguma obra, será metido
na água, e será imundo até a tarde; então será limpo.
33. E quanto a
todo vaso de barro dentro do qual cair algum deles, tudo o que houver nele será
imundo, e o vaso quebrareis.
34. Todo alimento depositado nele, que se
pode comer, sobre o qual vier água, será imundo; e toda bebida que se pode
beber, sendo depositada em qualquer destes vasos será imunda.
35. E
tudo aquilo sobre o que cair: alguma parte dos cadáveres deles será imundo; seja
forno, seja fogão, será quebrado; imundos são, portanto para vós serão
imundos.
36. Contudo, uma fonte ou cisterna, em que há depósito de
água, será limpa; mas quem tocar no cadáver será imundo.
37. E, se dos
seus cadáveres cair alguma coisa sobre alguma semente que se houver de semear,
esta será limpa;
38. mas se for deitada água sobre a semente, e se dos
cadáveres cair alguma coisa sobre ela, então ela será para vós
imunda.
39. E se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer,
quem tocar no seu cadáver será imundo até a tarde;
40. e quem comer do
cadáver dele lavará as suas vestes, e será imundo até a tarde; igualmente quem
levar o cadáver dele lavará as suas vestes, e será imundo até a
tarde.
41. Também todo animal rasteiro que se move sobre a terra será
abominação; não se comerá.
42. Tudo o que anda sobre o ventre, tudo o
que anda sobre quatro pés, e tudo o que tem muitos pés, enfim todos os animais
rasteiros que se movem sobre a terra, desses não comereis, porquanto são
abomináveis.
43. Não vos tomareis abomináveis por nenhum animal
rasteiro, nem neles vos contaminareis, para não vos tornardes imundos por
eles.
44. Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto santificai-vos,
e sede santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis com nenhum animal
rasteiro que se move sobre a terra;
45. porque eu sou o Senhor, que
vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos,
porque eu sou santo.
46. Esta é a lei sobre os animais e as aves, e
sobre toda criatura vivente que se move nas águas e toda criatura que se arrasta
sobre a terra;
47. para fazer separação entre o imundo e o limpo, e
entre os animais que se podem comer e os animais que não se podem
comer.
[Levítico 12]Levítico
12
1. Disse mais o Senhor a Moisés:
2. Fala
aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será
imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade, será
imunda.
3. E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu
prepúcio.
4. Depois permanecerá ela trinta e três dias no sangue da
sua purificação; em nenhuma coisa sagrada tocará, nem entrará no santuário até
que se cumpram os dias da sua purificação.
5. Mas, se tiver uma
menina, então será imunda duas semanas, como na sua impureza; depois permanecerá
sessenta e seis dias no sangue da sua purificação.
6. E, quando forem
cumpridos os dias da sua purificação, seja por filho ou por filha, trará um
cordeiro de um ano para holocausto, e um pombinho ou uma rola para oferta pelo
pecado, à porta da tenda da revelação, o ao sacerdote,
7. o qual o
oferecerá perante o Senhor, e fará, expiação por ela; então ela será limpa do
fluxo do seu sangue. Esta é a lei da que der à luz menino ou
menina.
8. Mas, se as suas posses não bastarem para um cordeiro, então
tomará duas rolas, ou dois pombinhos: um para o holocausto e outro para a oferta
pelo pecado; assim o sacerdote fará expiação por ela, e ela será
limpa.
[Levítico 13]Levítico
13
1. Falou mais o Senhor a Moisés e a Arão,
dizendo:
2. Quando um homem tiver na pele da sua carne inchação, ou
pústula, ou mancha lustrosa, e esta se tornar na sua pele como praga de lepra,
então será levado a Arão o sacerdote, ou a um de seus filhos, os
sacerdotes,
3. e o sacerdote examinará a praga na pele da carne. Se o
pêlo na praga se tiver tornado branco, e a praga parecer mais profunda que a
pele, é praga de lepra; o sacerdote, verificando isto, o declarará
imundo.
4. Mas, se a mancha lustrosa na sua pele for branca, e não
parecer mais profunda que a pele, e o pêlo não se tiver tornado branco, o
sacerdote encerrará por sete dias aquele que tem a praga.
5. Ao sétimo
dia o sacerdote o examinará; se a praga, na sua opinião, tiver parado e não se
tiver estendido na pele, o sacerdote o encerrará por outros sete
dias.
6. Ao sétimo dia o sacerdote o examinará outra vez; se a praga
tiver escurecido, não se tendo estendido na pele, o sacerdote o declarará limpo;
é uma pústula. O homem lavará as suas vestes, e será limpo.
7. Mas se
a pústula se estender muito na pele, depois de se ter mostrado ao sacerdote para
a sua purificação, mostrar-se-á de novo ao sacerdote,
8. o qual o
examinará; se a pústula se tiver estendido na pele, o sacerdote o declarará
imundo; é lepra.
9. Quando num homem houver praga de lepra, será ele
levado ao sacerdote,
10. o qual o examinará; se houver na pele
inchação branca que tenha tornado branco o pêlo, e houver carne viva na
inchação,
11. lepra inveterada é na sua pele. Portanto, o sacerdote o
declarará imundo; não o encerrará, porque imundo é.
12. Se a lepra se
espalhar muito na pele, e cobrir toda a pele do que tem a praga, desde a cabeça
até os pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote,
13. este o
examinará; e, se a lepra tiver coberto a carne toda, declarará limpo o que tem a
praga; ela toda se tornou branca; o homem é limpo.
14. Mas no dia em
que nele aparecer carne viva será imundo.
15. Examinará, pois, o
sacerdote a carne viva, e declarará o homem imundo; a carne viva é imunda; é
lepra.
16. Ou, se a carne viva mudar, e ficar de novo branca, ele virá
ao sacerdote,
17. e este o examinará; se a praga se tiver tornado
branca, o sacerdote declarará limpo o que tem a praga; limpo está.
18.
Quando também a carne tiver na sua pele alguma úlcera, se esta
sarar,
19. e em seu lugar vier inchação branca ou mancha lustrosa,
tirando a vermelho, mostrar-se-á ao sacerdote,
20. e este a examinará;
se ela parecer mais profunda que a pele, e o pêlo se tiver tornado branco, o
sacerdote declarará imundo o homem; é praga de lepra, que brotou na
úlcera.
21. Se, porém, o sacerdote a examinar, e nela não houver pêlo
branco e não estiver mais profunda que a pele, mas tiver escurecido, o sacerdote
encerrará por sete dias o homem.
22. Se ela se estender na pele, o
sacerdote o declarará imundo; é praga.
23. Mas se a mancha lustrosa
parar no seu lugar, não se estendendo, é a cicatriz da úlcera; o sacerdote,
pois, o declarará limpo.
24. Ou, quando na pele da carne houver
queimadura de fogo, e a carne viva da queimadura se tornar em mancha lustrosa,
tirando a vermelho ou branco,
25. o sacerdote a examinará, e se o pêlo
na mancha lustrosa se tiver tornado branco, e ela parecer mais profunda que a
pele, é lepra; brotou na queimadura; portanto o sacerdote o declarará imundo; é
praga de lepra.
26. Mas se o sacerdote a examinar, e na mancha
lustrosa não houver pêlo branco, nem estiver mais profunda que a pele, mas tiver
escurecido, o sacerdote o encerrará por sete dias.
27. Ao sétimo dia o
sacerdote o examinará. Se ela se houver estendido na pele, o sacerdote o
declarará imundo; é praga de lepra.
28. Mas se a mancha lustrosa tiver
parado no seu lugar, não se estendendo na pele, e tiver escurecido, é a inchação
da queimadura; portanto o sacerdote o declarará limpo; porque é a cicatriz da
queimadura.
29. E quando homem (ou mulher) tiver praga na cabeça ou na
barba,
30. o sacerdote examinará a praga, e se ela parecer mais
profunda que a pele, e nela houver pêlo fino amarelo, o sacerdote o declarará
imundo; é tinha, é lepra da cabeça ou da barba.
31. Mas se o sacerdote
examinar a praga da tinha, e ela não parecer mais profunda que a pele, e nela
não houver pêlo preto, o sacerdote encerrará por sete dias o que tem a praga da
tinha.
32. Ao sétimo dia o sacerdote examinará a praga; se a tinha não
se tiver estendido, e nela não houver pêlo amarelo, nem a tinha parecer mais
profunda que a pele,
33. o homem se rapará, mas não rapará a tinha; e
o sacerdote encerrará por mais sete dias o que tem a tinha.
34. Ao
sétimo dia o sacerdote examinará a tinha; se ela não se houver estendido na
pele, e não parecer mais profunda que a pele, o sacerdote declarará limpo o
homem; o qual lavará as suas vestes, e será limpo.
35. Mas se, depois
da sua purificação, a tinha estender na pele,
36. o sacerdote o
examinará; se a tinha se tiver estendido na pele, o sacerdote não buscará pêlo
amarelo; o homem está imundo.
37. Mas se a tinha, a seu ver, tiver
parado, e nela tiver crescido pêlo preto, a tinha terá sarado; limpo está o
homem; portanto o sacerdote o declarará limpo.
38. Quando homem (ou
mulher) tiver na pele da sua carne manchas lustrosas, isto é, manchas lustrosas
brancas,
39. o sacerdote as examinará; se essas manchas lustrosas
forem brancas tirando a escuro, é impigem que brotou na pele; o homem é
limpo.
40. Quando a cabeça do homem se pelar, ele é calvo; contudo é
limpo.
41. E, se a frente da sua cabeça se pelar, ele é meio calvo;
contudo é limpo.
42. Mas se na calva, ou na meia calva, houver praga
branca tirando a vermelho, é lepra que lhe está brotando na calva ou na meia
calva.
43. Então o sacerdote o examinará, e se a inchação da praga na
calva ou na meia calva for branca tirando a vermelho, como parece a lepra na
pele da carne,
44. leproso é aquele homem, é imundo; o sacerdote
certamente o declarará imundo; na sua cabeça está a praga.
45. Também
as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas; ele ficará com a
cabeça descoberta e de cabelo solto, mas cobrirá o bigode, e clamará: Imundo,
imundo.
46. Por todos os dias em que a praga estiver nele, será
imundo; imundo é; habitará só; a sua habitação será fora do
arraial.
47. Quando também houver praga de lepra em alguma vestidura,
seja em vestidura de lã ou em vestidura de linho,
48. quer na
urdidura, quer na trama, seja de linho ou seja de lã; ou em pele, ou em qualquer
obra de pele;
49. se a praga na vestidura, quer na urdidura, quer na
trama, ou na pele, ou em qualquer coisa de pele, for verde ou vermelha, é praga
de lepra, pelo que se mostrará ao sacerdote;
50. o sacerdote examinará
a praga, e encerrará por sete dias aquilo que tem a praga.
51. Ao
sétimo dia examinará a praga; se ela se houver estendido na vestidura, quer na
urdidura, quer na trama, ou na pele, seja qual for a obra em que se empregue, a
praga é lepra roedora; é imunda.
52. Pelo que se queimará aquela
vestidura, seja a urdidura ou a trama, seja de lã ou de linho, ou qualquer obra
de pele, em que houver a praga, porque é lepra roedora; queimar-se-á ao
fogo.
53. Mas se o sacerdote a examinar, e ela não se tiver estendido
na vestidura, seja na urdidura, seja na trama, ou em qualquer obra de
pele,
54. o sacerdote ordenará que se lave aquilo, em que está a
praga, e o encerrará por mais sete dias.
55. O sacerdote examinará a
praga, depois de lavada, e se ela não tiver mudado de cor, nem se tiver
estendido, é imunda; no fogo a queimarás; é praga penetrante, seja por dentro,
seja por fora.
56. Mas se o sacerdote a examinar, e a praga tiver
escurecido, depois de lavada, então a rasgará da vestidura, ou da pele, ou da
urdidura, ou da trama;
57. se ela ainda aparecer na vestidura, seja na
urdidura, seja na trama, ou em qualquer coisa de pele, é lepra brotante; no fogo
queimarás aquilo em que há a praga.
58. Mas a vestidura, quer a
urdidura, quer a trama, ou qualquer coisa de pele, que lavares, e de que a praga
se retirar, se lavará segunda vez, e será limpa.
59. Esta é a lei da
praga da lepra na vestidura de lã, ou de linho, quer na urdidura, quer na rama,
ou em qualquer coisa de pele, para declará-la limpa, ou para declará-la
imunda.
[Levítico 14]Levítico
14
1. Depois disse o Senhor a Moisés:
2. Esta
será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao
sacerdote,
3. e este sairá para fora do arraial, e o examinará; se a
praga do leproso tiver sarado,
4. o sacerdote ordenará que, para
aquele que se há de purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, pau de cedro,
carmesim e hissopo.
5. Mandará também que se imole uma das aves num
vaso de barro sobre águas vivas.
6. Tomará a ave viva, e com ela o pau
de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais molhará, juntamente com a ave viva,
no sangue da ave que foi imolada sobre as águas vivas;
7. e o
espargirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra; então o
declarará limpo, e soltará a ave viva sobre o campo aberto.
8. Aquele
que se há de purificar lavará as suas vestes, rapará todo o seu pêlo e se lavará
em água; assim será limpo. Depois entrará no arraial, mas ficará fora da sua
tenda por sete dias.
9. Ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, tanto a
cabeça como a barba e as sobrancelhas, sim, rapará todo o pêlo; também lavará as
suas vestes, e banhará o seu corpo em água; assim será limpo.
10. Ao
oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira sem defeito, de um
ano, e três décimos de efa de flor de farinha para oferta de cereais, amassada
com azeite, e um logue de azeite;
11. e o sacerdote que faz a
purificação apresentará o homem que se há de purificar, bem como aquelas coisas,
perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.
12. E o sacerdote
tomará um dos cordeiros, o oferecerá como oferta pela culpa; e, tomando também o
logue de azeite, os moverá por oferta de movimento perante o
Senhor.
13. E imolará o cordeiro no lugar em que se imola a oferta
pelo pecado e o holocausto, no lugar santo; porque, como a oferta pelo pecado
pertence ao sacerdote, assim também a oferta pela culpa; é coisa
santíssima.
14. Então o sacerdote tomará do sangue da oferta pela
culpa e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e
sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé
direito.
15. Tomará também do logue de azeite, e o derramará na palma
da sua própria mão esquerda;
16. então molhará o dedo direito no
azeite que está na mão esquerda, e daquele azeite espargirá com o dedo sete
vezes perante o Senhor.
17. Do restante do azeite que está na sua mão,
o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar,
e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé
direito, por cima do sangue da oferta pela culpa;
18. e o restante do
azeite que está na sua mão, pô-lo-á sobre a cabeça daquele que se há de
purificar; assim o sacerdote fará expiação por ele perante o
Senhor.
19. Também o sacerdote oferecerá a oferta pelo pecado, e fará
expiação por aquele que se há de purificar por causa a sua imundícia; e depois
imolará o holocausto,
20. e oferecerá o holocausto e a oferta de
cereais sobre o altar; assim o sacerdote fará expiação por ele, e ele será
limpo.
21. Mas se for pobre, e as suas posses não bastarem para tanto,
tomará um cordeiro para oferta pela culpa como oferta de movimento, para fazer
expiação por ele, um décimo de efa de flor de farinha amassada com azeite, para
oferta de cereais, um logue de azeite,
22. e duas rolas ou dois
pombinhos, conforme suas posses permitirem; dos quais um será oferta pelo
pecado, e o outro holocausto.
23. Ao oitavo dia os trará, para a sua
purificação, ao sacerdote, à porta da tenda da revelação, perante o
Senhor;
24. e o sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa, e o
logue de azeite, e os moverá por oferta de movimento perante o
Senhor.
25. Então imolará o cordeiro da oferta pela culpa e, tomando
do sangue da oferta pela culpa, pô-lo-á sobre a ponta da orelha direita daquele
que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o
dedo polegar do seu pé direito.
26. Também o sacerdote derramará do
azeite na palma da sua própria mão esquerda;
27. e com o dedo direito
espargirá do azeite que está na mão esquerda, sete vezes perante o
Senhor;
28. igualmente, do azeite que está na mão, porá na ponta da
orelha direita daquele que se há de purificar, e no dedo polegar da sua mão
direita, e no dedo polegar do seu pé direito, em cima do lugar do sangue da
oferta pela culpa;
29. e o restante do azeite que está na mão porá
sobre a cabeça daquele que se há de purificar, para fazer expiação por ele
perante o Senhor.
30. Então oferecerá uma das rolas ou um dos
pombinhos, conforme as suas posses lhe permitirem,
31. sim, conforme
as suas posses, um para oferta pelo pecado, e o outro como holocausto,
juntamente com a oferta de cereais; assim fará o sacerdote, perante o Senhor,
expiação por aquele que se há de purificar.
32. Esta é a lei daquele
em quem estiver a praga da lepra, e cujas posses não lhe permitirem apresentar a
oferta estipulada para a sua purificação.
33. Disse mais o Senhor a
Moisés e a Arão:
34. Quando tiverdes entrado na terra de Canaã, que
vos dou em possessão, e eu puser a praga da lepra em alguma casa da terra da
vossa possessão,
35. aquele a quem pertencer a casa virá e informará
ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha
casa.
36. E o sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que entre
para examinar a praga, para que não se torne imundo tudo o que está na casa;
depois entrará o sacerdote para examinar a casa;
37. examinará a
praga, e se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes ou vermelhas, e
estas parecerem mais profundas que a superfície,
38. o sacerdote,
saindo daquela casa, deixá-la-á fechada por sete dias.
39. Ao sétimo
dia voltará o sacerdote e a examinará; se a praga se tiver estendido nas paredes
da casa,
40. o sacerdote ordenará que arranquem as pedras em que
estiver a praga, e que as lancem fora da cidade, num lugar imundo;
41.
e fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado deitarão
fora da cidade, num lugar imundo;
42. depois tomarão outras pedras, e
as porão no lugar das primeiras; e outra argamassa se tomará, e se rebocará a
casa.
43. Se, porém, a praga tornar a brotar na casa, depois de
arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada,
44. o
sacerdote entrará, e a examinará; se a praga se tiver estendido na casa, lepra
roedora há na casa; é imunda.
45. Portanto se derrubará a casa, as
suas pedras, e a sua madeira, como também toda a argamassa da casa, e se levará
tudo para fora da cidade, a um lugar imundo.
46. Aquele que entrar na
casa, enquanto estiver fechada, será imundo até a tarde.
47. Aquele
que se deitar na casa lavará, as suas vestes; e quem comer na casa lavara as
suas vestes.
48. Mas, tornando o sacerdote a entrar, e examinando a
casa, se a praga não se tiver estendido nela, depois de ter sido rebocada, o
sacerdote declarará limpa a casa, porque a praga está curada.
49. E,
para purificar a casa, tomará duas aves, pau de cedro, carmesim e
hissopo;
50. imolará uma das aves num vaso de barro sobre águas
vivas;
51. tomará o pau de cedro, o hissopo, o carmesim e a ave viva,
e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas vivas, e espargirá a casa sete
vezes;
52. assim purificará a casa com o sangue da ave, com as águas
vivas, com a ave viva, com o pau de cedro, com o hissopo e com o
carmesim;
53. mas soltará a ave viva para fora da cidade para o campo
aberto; assim fará expiação pela casa, e ela será limpa.
54. Esta é a
lei de toda sorte de praga de lepra e de tinha;
55. da lepra das
vestes e das casas;
56. da inchação, das pústulas e das manchas
lustrosas;
57. para ensinar quando alguma coisa será imunda, e quando
será limpa. Esta é a lei da lepra.
[Levítico 15]Levítico
15
1. Disse ainda o Senhor a Moisés e a
Arão:
2. Falai aos filhos de Israel, e dizei-lhes: Qualquer homem que
tiver fluxo da sua carne, por causa do seu fluxo será imundo.
3. Esta,
pois, será a sua imundícia por causa do seu fluxo: se a sua carne vasa o seu
fluxo, ou se a sua carne estanca o seu fluxo, esta é a sua
imundícia.
4. Toda cama em que se deitar aquele que tiver fluxo será
imunda; e toda coisa sobre o que se sentar, será imunda.
5. E,
qualquer que tocar na cama dele lavará as suas vestes, e se banhará em água, e
será imundo até a tarde.
6. E aquele que se sentar sobre aquilo em que
se sentou o que tem o fluxo, lavará as suas vestes, e se banhará em água; e será
imundo até a tarde,
7. Também aquele que tocar na carne do que tem o
fluxo, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a
tarde.
8. Quando o que tem o fluxo cuspir sobre um limpo, então lavará
este as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a
tarde.
9. Também toda sela, em que cavalgar o que tem o fluxo, será
imunda.
10. E qualquer que tocar em alguma coisa que tiver estado
debaixo dele será imundo até a tarde; e aquele que levar alguma dessas coisas,
lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a
tarde.
11. Também todo aquele em quem tocar o que tiver o fluxo, sem
haver antes lavado as mãos em água, lavará as suas vestes, e se banhará em água,
e será imundo até a tarde.
12. Todo vaso de barro em que tocar o que
tiver o fluxo será quebrado; porém todo vaso de madeira será lavado em
água.
13. Quando, pois, o que tiver o fluxo e ficar limpo do seu
fluxo, contará para si sete dias para a sua purificação, lavará as suas vestes,
banhará o seu corpo em águas vivas, e será limpo.
14. Ao oitavo dia
tomará para si duas rolas, ou dois pombinhos, e virá perante o Senhor, à porta
da tenda da revelação, e os dará ao sacerdote,
15. o qual os
oferecerá, um para oferta pelo pecado, e o outro para holocausto; e assim o
sacerdote fará por ele expiação perante o Senhor, por causa do seu
fluxo.
16. Também se sair de um homem o seu sêmen banhará o seu corpo
todo em água, e será imundo até a tarde.
17. E toda vestidura, e toda
pele sobre que houver sêmen serão lavadas em água, e serão imundas até a
tarde.
18. Igualmente quanto à mulher com quem o homem se deitar com
sêmen ambos se banharão em água, e serão imundos até a tarde.
19. Mas
a mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo na sua carne for sangue, ficará na sua
impureza por sete dias, e qualquer que nela tocar será imundo até a
tarde.
20. E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua
impureza, será imundo; e tudo sobre o que se sentar, será imundo.
21.
Também qualquer que tocar na sua cama, lavará as suas vestes, e se banhará em
água, e será imundo até a tarde.
22. E quem tocar em alguma coisa,
sobre o que ela se tiver sentado, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e
será imundo até a tarde.
23. Se o sangue estiver sobre a cama, ou
sobre alguma coisa em que ela se sentar, quando alguém tocar nele, será imundo
até a tarde.
24. E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e
a sua imundícia ficar sobre ele, imundo será por sete dias; também toda cama,
sobre que ele se deitar, será imunda.
25. Se uma mulher tiver um fluxo
de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo
de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da
sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será.
26.
Toda cama sobre que ela se deitar durante todos os dias do seu fluxo ser-lhe-á
como a cama da sua impureza; e toda coisa sobre que se sentar será imunda,
conforme a imundícia da sua impureza.
27. E qualquer que tocar nessas
coisas será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será
imundo até a tarde.
28. Quando ela ficar limpa do seu fluxo, contará
para si sete dias, e depois será limpa.
29. Ao oitavo dia tomará para
si duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, à porta da tenda da
revelação.
30. Então o sacerdote oferecerá um deles para oferta pelo
pecado, e o outro para holocausto; e o sacerdote fará por ela expiação perante o
Senhor, por causa do fluxo da sua imundícia.
31. Assim separareis os
filhos de Israel da sua imundícia, para que não morram na sua imundícia,
contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.
32. Esta é a
lei daquele que tem o fluxo e daquele de quem sai o sêmen de modo que por eles
se torna imundo;
33. como também da mulher enferma com a sua impureza
e daquele que tem o fluxo, tanto do homem como da mulher, e do homem que se
deita com mulher imunda.
[Levítico 16]Levítico
16
1. Falou o Senhor a Moisés, depois da morte dos dois
filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante do Senhor.
2.
Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo
tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre
a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o
propiciatório.
3. Com isto entrará Arão no lugar santo: com um
novilho, para oferta pelo pecado, e um carneiro para holocausto.
4.
Vestirá ele a túnica sagrada de linho, e terá as calças de linho sobre a sua
carne, e cingir-se-á com o cinto de linho, e porá na cabeça a mitra de linho;
essas são as vestes sagradas; por isso banhará o seu corpo em água, e as
vestirá.
5. E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes
para oferta pelo pecado e um carneiro para holocausto.
6. Depois Arão
oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele, e fará expiação
por si e pela sua casa.
7. Também tomará os dois bodes, e os porá
perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.
8. E Arão lançará
sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel.
9.
Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá
como oferta pelo pecado;
10. mas o bode sobre que cair a sorte para
Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de
enviá-lo ao deserto para Azazel.
11. Arão, pois, apresentará o novilho
da oferta pelo pecado, que é por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e
imolará o novilho que é a sua oferta pelo pecado.
12. Então tomará um
incensário cheio de brasas de fogo de sobre o altar, diante do Senhor, e dois
punhados de incenso aromático bem moído, e os trará para dentro do
véu;
13. e porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, a fim de que
a nuvem o incenso cubra o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que
não morra.
14. Tomará do sangue do novilho, e o espargirá com o dedo
sobre o propiciatório ao lado oriental; e perante o propiciatório espargirá do
sangue sete vezes com o dedo.
15. Depois imolará o bode da oferta pelo
pecado, que é pelo povo, e trará o sangue o bode para dentro do véu; e fará com
ele como fez com o sangue do novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e
perante o propiciatório;
16. e fará expiação pelo santuário por causa
das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, sim, de todos os
seus pecados. Assim também fará pela tenda da revelação, que permanece com eles
no meio das suas imundícias.
17. Nenhum homem estará na tenda da
revelação quando Arão entrar para fazer expiação no lugar santo, até que ele
saia, depois de ter feito expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a
congregação de Israel.
18. Então sairá ao altar, que está perante o
Senhor, e fará expiação pelo altar; tomará do sangue do novilho, e do sangue do
bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor.
19. E do sangue
espargirá com o dedo sete vezes sobre o altar, purificando-o e santificando-o
das imundícias dos filhos de Israel.
20. Quando Arão houver acabado de
fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar,
apresentará o bode vivo;
21. e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode
vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as
suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do
bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para
isso.
22. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles
para uma região solitária; e esse homem soltará o bode no deserto.
23.
Depois Arão entrará na tenda da revelação, e despirá as vestes de linho, que
havia vestido quando entrara no lugar santo, e ali as deixará.
24. E
banhará o seu corpo em água num lugar santo, e vestirá as suas próprias vestes;
então sairá e oferecerá o seu holocausto, e o holocausto do povo, e fará
expiação por si e pelo povo.
25. Também queimará sobre o altar a
gordura da oferta pelo pecado.
26. E aquele que tiver soltado o bode
para Azazel lavará as suas vestes, e banhará o seu corpo em água, e depois
entrará no arraial.
27. Mas o novilho da oferta pelo pecado e o bode
da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no lugar
santo, serão levados para fora do arraial; e lhes queimarão no fogo as peles, a
carne e o excremento.
28. Aquele que os queimar lavará as suas vestes,
banhara o seu corpo em água, e depois entrará no arraial.
29. Também
isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis
as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o estrangeiro
que peregrina entre vos;
30. porque nesse dia se fará expiação por
vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o
Senhor.
31. Será sábado de descanso solene para vós, e afligireis as
vossas almas; é estatuto perpétuo.
32. E o sacerdote que for ungido e
que for sagrado para administrar o sacerdócio no lugar de seu pai, fará a
expiação, havendo vestido as vestes de linho, isto é, as vestes
sagradas;
33. assim fará expiação pelo santuário; também fará expiação
pela tenda da revelação e pelo altar; igualmente fará expiação e pelos
sacerdotes e por todo o povo da congregação.
34. Isto vos será por
estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez no ano pelos filhos de Israel por
causa de todos os seus pecados. E fez Arão como o Senhor ordenara a
Moisés.
[Levítico 17]Levítico
17
1. Disse mais o Senhor a Moisés:
2. Fala a
Arão e aos seus filhos, e a s todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Isto é o
que o Senhor tem ordenado:
3. Qualquer homem da casa de Israel que
imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial, ou fora do arraial,
4.
e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para o oferecer como oferta ao
Senhor diante do tabernáculo do Senhor, a esse homem será imputado o sangue;
derramou sangue, pelo que será extirpado do seu povo;
5. a fim de que
os filhos de Israel tragam os seus sacrifícios, que oferecem no campo, isto é, a
fim de que os tragam ao Senhor, à porta da tenda da revelação, ao sacerdote, e
os ofereçam por sacrifícios de ofertas, pacíficas ao Senhor.
6. E o
sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do Senhor, à porta da tenda da
revelação, e queimará a gordura por cheiro suave ao Senhor.
7. E nunca
mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros, após os quais eles se
prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo pelas suas
gerações.
8. Dir-lhes-ás pois: Qualquer homem da casa de Israel, ou
dos estrangeiros que entre vós peregrinam, que oferecer holocausto ou
sacrifício,
9. e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para
oferecê-lo ao Senhor, esse homem será extirpado do seu povo.
10.
Também, qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam
entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei o meu rosto, e a
extirparei do seu povo.
11. Porque a vida da carne está no sangue;
pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas;
porquanto é o sangue que faz expiação, em virtude da vida.
12.
Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum de vós comerá sangue; nem o
estrangeiro que peregrina entre vós comerá sangue.
13. Também,
qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre
eles, que apanhar caça de fera ou de ave que se pode comer, derramará o sangue
dela e o cobrirá com pó.
14. Pois, quanto à vida de toda a carne, o
seu sangue é uma e a mesma coisa com a sua vida; por isso eu disse aos filhos de
Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é
o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.
15. E todo homem,
quer natural quer estrangeiro, que comer do que morre por si ou do que é
dilacerado por feras, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo
até a tarde; depois será limpo.
16. Mas, se não as lavar, nem banhar o
seu corpo, levará sobre si a sua iniquidade
[Levítico 18]Levítico 18
1. Disse mais o Senhor a
Moisés:
2. Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor
vosso Deus.
3. Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que
habitastes; nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos
levo; nem andareis segundo os seus estatutos.
4. Os meus preceitos
observareis, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o
Senhor vosso Deus.
5. Guardareis, pois, os meus estatutos e as minhas
ordenanças, pelas quais o homem, observando-as, viverá. Eu sou o
Senhor.
6. Nenhum de vós se chegará àquela que lhe é próxima por
sangue, para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor.
7. Não
descobrirás a nudez de teu pai, nem tampouco a de tua mãe; ela é tua mãe, não
descobrirás a sua nudez.
8. Não descobrirás a nudez da mulher de teu
pai; é nudez de teu pai.
9. A nudez de tua irmã por parte de pai ou
por parte de mãe, quer nascida em casa ou fora de casa, não a
descobrirás.
10. Nem tampouco descobrirás a nudez da filha de teu
filho, ou da filha de tua filha; porque é tua nudez.
11. A nudez da
filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai, a qual é tua irmã, não a
descobrirás.
12. Não descobrirás a nudez da irmã de teu pai; ela é
parenta chegada de teu pai.
13. Não descobrirás a nudez da irmã de tua
mãe, pois ela é parenta chegada de tua mãe.
14. Não descobrirás a
nudez do irmão de teu pai; não te chegarás à sua mulher; ela é tua
tia.
15. Não descobrirás a nudez de tua nora; ,ela é mulher de teu
filho; não descobrirás a sua nudez.
16. Não descobrirás a nudez da
mulher de teu irmão; é a nudez de teu irmão.
17. Não descobrirás a
nudez duma mulher e de sua filha. Não tomarás a filha de seu filho, nem a filha
de sua filha, para descobrir a sua nudez; são parentas chegadas; é
maldade.
18. E não tomarás uma mulher juntamente com sua irmã, durante
a vida desta, para tornar-lha rival, descobrindo a sua nudez ao lado da
outra.
19. Também não te chegarás a mulher enquanto for impura em
virtude da sua imundícia, para lhe descobrir a nudez.
20. Nem te
deitarás com a mulher de teu próximo, contaminando-te com ela.
21. Não
oferecerás a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo fogo; nem
profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor.
22. Não te deitarás
com varão, como se fosse mulher; é abominação.
23. Nem te deitarás com
animal algum, contaminando-te com ele; nem a mulher se porá perante um animal,
para ajuntar-se com ele; é confusão.
24. Não vos contamineis com
nenhuma dessas coisas, porque com todas elas se contaminaram as nações que eu
expulso de diante de vós;
25. e, porquanto a terra está contaminada,
eu visito sobre ela a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus
habitantes.
26. Vós, pois, guardareis os meus estatutos e os meus
preceitos, e nenhuma dessas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro
que peregrina entre vós
27. (porque todas essas abominações cometeram
os homens da terra, que nela estavam antes de vós, e a terra ficou
contaminada);
28. para que a terra não seja contaminada por vós e não
vos vomite também a vós, como vomitou a nação que nela estava antes de
vós.
29. Pois qualquer que cometer alguma dessas abominações, sim,
aqueles que as cometerem serão extirpados do seu povo.
30. Portanto
guardareis o meu mandamento, de modo que não caiais em nenhum desses abomináveis
costumes que antes de vós foram seguidos, e para que não vos contamineis com
eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
[Levítico 19]Levítico
19
1. Disse mais o Senhor a Moisés:
2. Fala a
toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos, porque eu,
o Senhor vosso Deus, sou santo.
3. Temerá cada um a sua mãe e a seu
pai; e guardareis os meus sábados. Eu sou o Senhor vosso Deus.
4. Não
vos volteis para os ídolos, nem façais para vós deuses de fundição. Eu sou o
Senhor vosso Deus.
5. Quando oferecerdes ao Senhor sacrifício de
oferta pacífica, oferecê-lo-eis de modo a serdes aceitos.
6. No mesmo
dia, pois, em que o oferecerdes, e no dia seguinte, se comerá; mas o que sobejar
até o terceiro dia será queimado no fogo.
7. E se, na verdade, alguma
coisa dele for comida ao terceiro dia, é coisa abominável; não será
aceito.
8. E qualquer que o comer levará sobre si a sua iniqüidade,
porquanto profanou a coisa santa do Senhor; por isso tal alma será extirpada do
seu povo.
9. Quando fizeres a colheita da tua terra, não segarás
totalmente os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua
sega.
10. Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os
bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás para o pobre e para o estrangeiro. Eu
sou o senhor vosso Deus.
11. Não furtareis; não enganareis, nem
mentireis uns aos outros;
12. não jurareis falso pelo meu nome, assim
profanando o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor.
13. Não oprimirás o
teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela
manhã.
14. Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do
cego; mas temerás a teu Deus. Eu sou o Senhor.
15. Não farás injustiça
no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com
justiça julgarás o teu próximo.
16. Não andarás como mexeriqueiro
entre o teu povo; nem conspirarás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o
Senhor.
17. Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de
repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa
dele.
18. Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu
povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.
19.
Guardareis os meus estatutos. Não permitirás que se cruze o teu gado com o de
espécie diversa; não semearás o teu campo com semente diversa; nem vestirás
roupa tecida de materiais diversos.
20. E, quando um homem se deitar
com uma mulher que for escrava, desposada com um homem, e que não for resgatada,
nem se lhe houver dado liberdade, então ambos serão açoitados; não morrerão,
pois ela não era livre.
21. E como a sua oferta pela culpa, trará o
homem ao Senhor, à porta da tenda da revelação, um carneiro para expiação de
culpa;
22. e, com o carneiro da oferta pela culpa, o sacerdote fará
expiação por ele perante o Senhor, pelo pecado que cometeu; e este lhe será
perdoado.
23. Quando tiverdes entrado na terra e tiverdes plantado
toda qualidade de árvores para delas comerdes, tereis o seu fruto como
incircunciso; por três anos ele vos será como incircunciso; dele não se
comerá.
24. No quarto ano, porém, todo o seu o fruto será santo, para
oferta de louvor ao Senhor.
25. E partindo do quinto ano comereis o
seu fruto; para que elas vos aumentem a sua produção. Eu sou o Senhor vosso
Deus.
26. Não comereis coisa alguma com o sangue; não usareis de
encantamentos, nem de agouros.
27. Não cortareis o cabelo,
arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa
barba.
28. Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no
vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor.
29. Não
profanarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se
prostitua e não se encha de maldade.
30. Guardareis os meus sábados, e
o meu santuário reverenciareis. Eu sou o Senhor.
31. Não vos voltareis
para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para
não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
32.
Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião, e temerás o teu Deus.
Eu sou o Senhor.
33. Quando um estrangeiro peregrinar convosco na
vossa terra, não o maltratareis.
34. Como um natural entre vós será o
estrangeiro que peregrinar convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos; pois
estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.
35.
Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na
medida.
36. Balanças justas, pesos justos, efa justa, e justo him
tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do
Egito.
37. Pelo que guardareis todos os meus estatutos e todos os meus
preceitos, e os cumprireis. Eu sou o Senhor.
[Levítico 20]Levítico 20
1. Disse mais o Senhor a
Moisés:
2. Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer dos filhos de
Israel, ou dos estrangeiros peregrinos em Israel, que der de seus filhos a
Moloque, certamente será morto; o povo da terra o apedrejará.
3. Eu
porei o meu rosto contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo;
porquanto eu de seus filhos a Moloque, assim contaminando o meu santuário e
profanando o meu santo nome.
4. E, se o povo da terra de alguma
maneira esconder os olhos para não ver esse homem, quando der de seus filhos a
Moloque, e não matar,
5. eu porei o meu rosto contra esse homem, e
contra a sua família, e o extirparei do meio do seu povo, bem como a todos os
que forem após ele, prostituindo-se após Moloque.
6. Quanto àquele que
se voltar para os que consultam os mortos e para os feiticeiros, prostituindo-se
após eles, porei o meu rosto contra aquele homem, e o extirparei do meio do seu
povo.
7. Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor
vosso Deus.
8. Guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o
Senhor, que vos santifico.
9. Qualquer que amaldiçoar a seu pai ou a
sua mãe, certamente será morto; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue
será sobre ele.
10. O homem que adulterar com a mulher de outro, sim,
aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o
adúltero, como a adúltera.
11. O homem que se deitar com a mulher de
seu pai terá descoberto a nudez de seu pai; ambos os adúlteros certamente serão
mortos; o seu sangue será sobre eles.
12. Se um homem se deitar com a
sua nora, ambos certamente serão mortos; cometeram uma confusão; o seu sangue
será sobre eles.
13. Se um homem se deitar com outro homem, como se
fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o
seu sangue será sobre eles.
14. Se um homem tomar uma mulher e a mãe
dela, é maldade; serão queimados no fogo, tanto ele quanto elas, para que não
haja maldade no meio de vós.
15. Se um homem se ajuntar com um animal,
certamente será morto; também matareis o animal.
16. Se uma mulher se
chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, matarás a mulher e bem assim o
animal; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles:
17. Se
um homem tomar a sua irmã, por parte de pai, ou por parte de mãe, e vir a nudez
dela, e ela a dele, é torpeza; portanto serão extirpados aos olhos dos filhos do
seu povo; terá descoberto a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua
iniqüidade.
18. Se um homem se deitar com uma mulher no tempo da
enfermidade dela, e lhe descobrir a nudez, descobrindo-lhe também a fonte, e ela
descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão extirpados do meio do seu
povo.
19. Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, ou da irmã de
teu pai, porquanto isso será descobrir a sua parenta chegada; levarão sobre si a
sua iniqüidade.
20. Se um homem se deitar com a sua tia, terá
descoberto a nudez de seu tio; levarão sobre si o seu pecado; sem filhos
morrerão.
21. Se um homem tomar a mulher de seu irmão, é imundícia;
terá descoberto a nudez de seu irmão; sem filhos ficarão.
22.
Guardareis, pois, todos os meus estatutos e todos os meus preceitos, e os
cumprireis; a fim de que a terra, para a qual eu vos levo, para nela morardes,
não vos vomite.
23. E não andareis nos costumes dos povos que eu
expulso de diante de vós; porque eles fizeram todas estas coisas, e eu os
abominei.
24. Mas a vós vos tenho dito: Herdareis a sua terra, e eu
vo-la darei para a possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o Senhor vosso
Deus, que vos separei dos povos.
25. Fareis, pois, diferença entre os
animais limpos e os imundos, e entre as aves imundas e as limpas; e não fareis
abomináveis as vossas almas por causa de animais, ou de aves, ou de qualquer
coisa de tudo de que está cheia a terra, as quais coisas apartei de vós como
imundas.
26. E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo,
e vos separei dos povos, para serdes meus.
27. O homem ou mulher que
consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados,
e o seu sangue será sobre eles.
[Levítico 21]Levítico
21
1. Depois disse o senhor a Moisés: Fala aos
sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por
causa dum morto entre o seu povo,
2. salvo por um seu parente mais
chegado: por sua mãe ou por seu pai, por seu filho ou por sua filha, por seu
irmão,
3. ou por sua irmã virgem, que lhe é chegada, que ainda não tem
marido; por ela também pode contaminar-se.
4. O sacerdote, sendo homem
principal entre o seu povo, não se profanará, assim
contaminando-se.
5. Não farão os sacerdotes calva na cabeça, e não
raparão os cantos da barba, nem farão lacerações na sua carne.
6.
santos serão para seu Deus, e não profanarão o nome do seu Deus; porque oferecem
as ofertas queimadas do senhor, que são o pão do seu Deus; portanto serão
santos.
7. Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão
mulher repudiada de seu marido; pois o sacerdote é santo para seu
Deus.
8. Portanto o santificarás; porquanto oferece o pão do teu Deus,
santo te será; pois eu, o Senhor, que vos santifico, sou santo.
9. E
se a filha dum sacerdote se profanar, tornando-se prostituta, profana a seu pai;
no fogo será queimada.
10. Aquele que é sumo sacerdote entre seus
irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que foi consagrado
para vestir as vestes sagradas, não descobrirá a cabeça nem rasgará a sua
vestidura;
11. e não se chegará a cadáver algum; nem sequer por causa
de seu pai ou de sua, mãe se contaminará;
12. não sairá do santuário,
nem profanará o santuário do seu Deus; pois a coroa do óleo da unção do seu Deus
está sobre ele. Eu sou o Senhor.
13. E ele tomará por esposa uma
mulher na sua virgindade.
14. Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou
prostituta, destas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por
mulher.
15. E não profanará a sua descendência entre o seu povo;
porque eu sou o Senhor que o santifico.
16. Disse mais o Senhor a
Moisés:
17. Fala a Arão, dizendo: Ninguém dentre os teus descendentes,
por todas as suas gerações, que tiver defeito, se chegará para oferecer o pão do
seu Deus.
18. Pois nenhum homem que tiver algum defeito se chegará:
como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente
compridos,
19. ou homem que tiver o pé quebrado, ou a mão
quebrada,
20. ou for corcunda, ou anão, ou que tiver belida, ou sarna,
ou impigens, ou que tiver testículo lesado;
21. nenhum homem dentre os
descendentes de Arão, o sacerdote, que tiver algum defeito, se chegará para
oferecer as ofertas queimadas do Senhor; ele tem defeito; não se chegará para
oferecer o pão do seu Deus.
22. Comerá do pão do seu Deus, tanto do
santíssimo como do santo;
23. contudo, não entrará até o véu, nem se
chegará ao altar, porquanto tem defeito; para que não profane os meus
santuários; porque eu sou o Senhor que os santifico.
24. Moisés, pois,
assim falou a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de
Israel.
[Levítico 22]Levítico
22
1. Depois disse o Senhor a Moisés:
2. Dize
a Arão e a seus filhos que se abstenham das coisas sagradas dos filhos de
Israel, as quais eles a mim me santificam, e que não profanem o meu santo nome.
Eu sou o Senhor.
3. Dize-lhes: Todo homem dentre os vossos
descendentes pelas vossas gerações que, tendo sobre si a sua imundícia, se
chegar às coisas sagradas que os filhos de Israel santificam ao Senhor, aquela
alma será extirpada da minha presença. Eu sou o Senhor.
4. Ninguém
dentre os descendentes de Arão que for leproso, ou tiver fluxo, comerá das
coisas sagradas, até que seja limpo. Também o que tocar em alguma coisa tornada
imunda por causa e um morto, ou aquele de quem sair o sêmen
5. ou
qualquer que tocar em algum animal que se arrasta, pelo qual se torne imundo, ou
em algum homem, pelo qual se torne imundo, seja qual for a sua
imundícia,
6. o homem que tocar em tais coisas será imundo até a
tarde, e não comerá das coisas sagradas, mas banhará o seu corpo em
água
7. e, posto o sol, então será limpo; depois comerá das coisas
sagradas, porque isso é o seu pão.
8. Do animal que morrer por si, ou
do que for dilacerado por feras, não comerá o homem, para que não se contamine
com ele. Eu sou o Senhor.
9. Guardarão, pois, o meu mandamento, para
que, havendo-o profanado, não levem pecado sobre si e morram nele. Eu sou o
Senhor que os santifico.
10. Também nenhum estranho comerá das coisas
sagradas; nem o hóspede do sacerdote, nem o jornaleiro, comerá
delas.
11. Mas aquele que o sacerdote tiver comprado com o seu
dinheiro, e o nascido na sua casa, esses comerão do seu pão.
12. Se a
filha de um sacerdote se casar com um estranho, ela não comerá da oferta alçada
das coisas sagradas.
13. Mas quando a filha do sacerdote for viúva ou
repudiada, e não tiver filhos, e houver tornado para a casa de seu pai, como na
sua mocidade, do pão de seu pai comerá; mas nenhum estranho comerá
dele.
14. Se alguém por engano comer a coisa sagrada, repô-la-á,
acrescida da quinta parte, e a dará ao sacerdote como a coisa
sagrada.
15. Assim não profanarão as coisas sagradas dos filhos de
Israel, que eles oferecem ao Senhor,
16. nem os farão levar sobre si a
iniqüidade que envolve culpa, comendo as suas coisas sagradas; pois eu sou o
Senhor que as santifico.
17. Disse mais o Senhor a
Moisés:
18. Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de
Israel, e dize-lhes: Todo homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros em
Israel, que oferecer a sua oferta, seja dos seus votos, seja das suas ofertas
voluntárias que oferecerem ao Senhor em holocausto,
19. para que
sejais aceitos, oferecereis macho sem defeito, ou dos novilhos, ou dos
cordeiros, ou das cabras.
20. Nenhuma coisa, porém, que tiver defeito
oferecereis, porque não será aceita a vosso favor.
21. E, quando
alguém oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor para cumprir um voto, ou
para oferta voluntária, seja do gado vacum, seja do gado miúdo, o animal será
perfeito, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele.
22. O
cego, ou quebrado, ou aleijado, ou que tiver úlceras, ou sarna, ou impigens,
estes não oferecereis ao Senhor, nem deles poreis oferta queimada ao Senhor
sobre o altar.
23. Todavia, um novilho, ou um cordeiro, que tenha
algum membro comprido ou curto demais, poderás oferecer por oferta voluntária,
mas para cumprir voto não será aceito.
24. Não oferecereis ao Senhor
um animal que tiver testículo machucado, ou moído, ou arrancado, ou lacerado;
não fareis isso na vossa terra.
25. Nem da mão do estrangeiro
oferecereis de alguma dessas coisas o pão do vosso Deus; porque a sua corrupção
nelas está; há defeito nelas; não serão aceitas a vosso favor.
26.
Disse mais o Senhor a Moisés:
27. Quando nascer um novilho, ou uma
ovelha, ou uma cabra, por sete dias ficará debaixo de sua mãe; depois, desde o
dia oitavo em diante, será aceito por oferta queimada ao Senhor.
28.
Também, seja vaca ou seja ovelha, não a imolareis a ela e à sua cria, ambas no
mesmo dia.
29. E, quando oferecerdes ao Senhor sacrifício de ação de
graças, oferecê-lo-eis de modo a serdes aceitos.
30. No mesmo dia se
comerá; nada deixareis ficar dele até pela manhã. Eu sou o Senhor.
31.
Guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis. Eu sou o Senhor.
32.
Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de
Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico,
33. que vos tirei da terra
do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor.
[Levítico 23]Levítico 23
1. Depois disse o Senhor a
Moisés:
2. Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As festas fixas do
Senhor, que proclamareis como santas convocações, são estas:
3. Seis
dias se fará trabalho, mas o sétimo dia é o sábado do descanso solene, uma santa
convocação; nenhum trabalho fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas
habitações.
4. São estas as festas fixas do Senhor, santas
convocações, que proclamareis no seu tempo determinado:
5. No mês
primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a páscoa do Senhor.
6. E
aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias
comereis pães ázimos.
7. No primeiro dia tereis santa convocação;
nenhum trabalho servil fareis.
8. Mas por sete dias oferecereis oferta
queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho
servil fareis.
9. Disse mais o Senhor a Moisés:
10. Fala aos
filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra que eu vos dou,
e segardes a sua sega, então trareis ao sacerdote um molho das primícias da
vossa sega;
11. e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais
aceitos. No dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá.
12. E no dia
em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em
holocausto ao Senhor.
13. Sua oferta de cereais será dois décimos de
efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro
suave ao Senhor; e a sua oferta de libação será de vinho, um quarto de
him.
14. E não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes,
até aquele mesmo dia, em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; é estatuto
perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações.
15.
Contareis para vós, desde o dia depois do sábado, isto é, desde o dia em que
houverdes trazido o molho da oferta de movimento, sete semanas
inteiras;
16. até o dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta
dias; então oferecereis nova oferta de cereais ao Senhor.
17. Das
vossas habitações trareis, para oferta de movimento, dois pães de dois décimos
de efa; serão de flor de farinha, e levedados se cozerão; são primícias ao
Senhor.
18. Com os pães oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um
ano, um novilho e dois carneiros; serão holocausto ao Senhor, com as respectivas
ofertas de cereais e de libação, por oferta queimada de cheiro suave ao
Senhor.
19. Também oferecereis um bode para oferta pelo pecado, e dois
cordeiros de um ano para sacrifício de ofertas pacíficas.
20. Então o
sacerdote os moverá, juntamente com os pães das primícias, por oferta de
movimento perante o Senhor, com os dois cordeiros; santos serão ao Senhor para
uso do sacerdote.
21. E fareis proclamação nesse mesmo dia, pois
tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; é estatuto perpétuo em
todas as vossas habitações pelas vossas gerações.
22. Quando fizeres a
sega da tua terra, não segarás totalmente os cantos do teu campo, nem colherás
as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu
sou o Senhor vosso Deus.
23. Disse mais o Senhor a
Moisés:
24. Fala aos filhos de Israel: No sétimo mês, no primeiro dia
do mês, haverá para vós descanso solene, em memorial, com sonido de trombetas,
uma santa convocação.
25. Nenhum trabalho servil fareis, e oferecereis
oferta queimada ao Senhor.
26. Disse mais o Senhor a
Moisés:
27. Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação;
tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta
queimada ao Senhor.
28. Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é
o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso
Deus.
29. Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada
do seu povo.
30. Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho,
eu a destruirei do meio do seu povo.
31. Não fareis nele trabalho
algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas
habitações.
32. Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas
almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso
sábado.
33. Disse mais o Senhor a Moisés:
34. Fala aos
filhos de Israel, dizendo: Desde o dia quinze desse sétimo mês haverá a festa
dos tabernáculos ao Senhor por sete dias.
35. No primeiro dia haverá
santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
36. Por sete dias
oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação,
e oferecereis oferta queimada ao Senhor; será uma assembléia solene; nenhum
trabalho servil fareis.
37. Estas são as festas fixas do Senhor, que
proclamareis como santas convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta
queimada, holocausto e oferta de cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada
qual em seu dia próprio;
38. além dos sábados do Senhor, e além dos
vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas
voluntárias que derdes ao Senhor.
39. Desde o dia quinze do sétimo
mês, quando tiverdes colhido os frutos da terra, celebrareis a festa do Senhor
por sete dias; no primeiro dia haverá descanso solene, e no oitavo dia haverá
descanso solene.
40. No primeiro dia tomareis para vós o fruto de
árvores formosas, folhas de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros
de ribeiras; e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete
dias.
41. E celebrá-la-eis como festa ao Senhor por sete dias cada
ano; estatuto perpétuo será pelas vossas gerações; no mês sétimo a
celebrareis.
42. Por sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os
naturais em Israel habitarão em tendas de ramos,
43. para que as
vossas gerações saibam que eu fiz habitar em tendas de ramos os filhos de
Israel, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso
Deus.
44. Assim declarou Moisés aos filhos de Israel as festas fixas
do Senhor.
[Levítico 24]Levítico
24
1. Disse mais o Senhor a Moisés:
2. Ordena
aos filhos de Israel que te tragam, para o candeeiro, azeite de oliveira, puro,
batido, a fim de manter uma lâmpada acesa continuamente.
3. Arão a
conservará em ordem perante o Senhor, continuamente, desde a tarde até a manhã,
fora do véu do testemunho, na tenda da revelação; será estatuto perpétuo pelas
vossas gerações.
4. Sobre o candelabro de ouro puro conservará em
ordem as lâmpadas perante o Senhor continuamente.
5. Também tomarás
flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de dois décimos de
efa.
6. E pô-los-ás perante o Senhor, em duas fileiras, seis em cada
fileira, sobre a mesa de ouro puro.
7. Sobre cada fileira porás
incenso puro, para que seja sobre os pães como memorial, isto é, como oferta
queimada ao Senhor;
8. em cada dia de sábado, isso se porá em ordem
perante o Senhor continuamente; e, a favor dos filhos de Israel, um pacto
perpétuo.
9. Pertencerão os pães a Arão e a seus filhos, que os
comerão em lugar santo, por serem coisa santíssima para eles, das ofertas
queimadas ao Senhor por estatuto perpétuo.
10. Naquele tempo apareceu
no meio dos filhos de Israel o filho duma mulher israelita, o qual era filho dum
egípcio; e o filho da israelita e um homem israelita pelejaram no
arraial;
11. e o filho da mulher israelita blasfemou o Nome, e
praguejou; pelo que o trouxeram a Moisés. Ora, o nome de sua mãe era Selomite,
filha de Dibri, da tribo de Dã.
12. Puseram-no, pois, em detenção, até
que se lhes fizesse declaração pela boca do Senhor.
13. Então disse o
Senhor a Moisés:
14. Tira para fora do arraial o que tem blasfemado;
todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o
apedrejará.
15. E dirás aos filhos de Israel: Todo homem que
amaldiçoar o seu Deus, levará sobre si o seu pecado.
16. E aquele que
blasfemar o nome do Senhor, certamente será morto; toda a congregação certamente
o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural, que blasfemar o nome do
Senhor, será morto.
17. Quem matar a alguém, certamente será
morto;
18. e quem matar um animal, fará restituição por ele, vida por
vida.
19. Se alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe
será feito:
20. quebradura por quebradura, olho por olho, dente por
dente; como ele tiver desfigurado algum homem, assim lhe será
feito.
21. Quem, pois, matar um animal, fará restituição por ele; mas
quem matar um homem, será morto.
22. uma mesma lei tereis, tanto para
o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o Senhor vosso
Deus.
23. Então falou Moisés aos filhos de Israel. Depois eles levaram
para fora do arraial aquele que tinha blasfemado e o apedrejaram. Fizeram, pois,
os filhos de Israel como o Senhor ordenara a Moisés.
[Levítico 25]Levítico 25
1. Disse mais o Senhor a Moisés
no monte Sinai:
2. Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando
tiverdes entrado na terra que eu vos dou, a terra guardará um sábado ao
Senhor.
3. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua
vinha, e colherás os seus frutos;
4. mas no sétimo ano haverá sábado
de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo,
nem podarás a tua vinha.
5. O que nascer de si mesmo da tua sega não
segarás, e as uvas da tua vide não tratada não vindimarás; ano de descanso
solene será para a terra.
6. Mas os frutos do sábado da terra vos
serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e
ao estrangeiro que peregrina contigo,
7. e ao teu gado, e aos animais
que estão na tua terra; todo o seu produto será por mantimento.
8.
Também contarás sete sábados de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os
dias dos sete sábados de anos serão quarenta e nove anos.
9. Então, no
décimo dia do sétimo mês, farás soar fortemente a trombeta; no dia da expiação
fareis soar a trombeta por toda a vossa terra.
10. E santificareis o
ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus habitantes;
ano de jubileu será para vós; pois tornareis, cada um à sua possessão, e cada um
à sua família.
11. Esse ano qüinquagésimo será para vós jubileu; não
semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as
uvas das vides não tratadas.
12. Porque é jubileu; santo será para
vós; diretamente do campo comereis o seu produto.
13. Nesse ano do
jubileu tornareis, cada um à sua possessão.
14. Se venderdes alguma
coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso próximo, não vos
defraudareis uns aos outros.
15. Conforme o número de anos desde o
jubileu é que comprarás ao teu próximo, e conforme o número de anos das
colheitas é que ele te venderá.
16. Quanto mais forem os anos, tanto
mais aumentarás o preço, e quanto menos forem os anos, tanto mais abaixarás o
preço; porque é o número das colheitas que ele te vende.
17. Nenhum de
vós oprimirá ao seu próximo; mas temerás o teu Deus; porque eu sou o Senhor
vosso Deus.
18. Pelo que observareis os meus estatutos, e guardareis
os meus preceitos e os cumprireis; assim habitareis seguros na
terra.
19. Ela dará o seu fruto, e comereis a fartar; e nela
habitareis seguros.
20. Se disserdes: Que comeremos no sétimo ano,
visto que não haveremos de semear, nem fazer a nossa colheita?
21.
então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá
fruto bastante para os três anos.
22. No oitavo ano semeareis, e
comereis da colheita velha; até o ano nono, até que venha a colheita nova,
comereis da velha.
23. Também não se venderá a terra em perpetuidade,
porque a terra é minha; pois vós estais comigo como estrangeiros e
peregrinos:
24. Portanto em toda a terra da vossa possessão
concedereis que seja remida a terra.
25. Se teu irmão empobrecer e
vender uma parte da sua possessão, virá o seu parente mais chegado e remirá o
que seu irmão vendeu.
26. E se alguém não tiver remidor, mas ele mesmo
tiver enriquecido e achado o que basta para o seu resgate,
27. contará
os anos desde a sua venda, e o que ficar do preço da venda restituirá ao homem a
quem a vendeu, e tornará à sua possessão.
28. Mas, se as suas posses
não bastarem para reavê-la, aquilo que tiver vendido ficará na mão do comprador
até o ano do jubileu; porém no ano do jubileu sairá da posse deste, e aquele que
vendeu tornará à sua possessão.
29. Se alguém vender uma casa de
moradia em cidade murada, poderá remi-la dentro de um ano inteiro depois da sua
venda; durante um ano inteiro terá o direito de a remir.
30. Mas se,
passado um ano inteiro, não tiver sido resgatada, essa casa que está na cidade
murada ficará, em perpetuidade, pertencendo ao que a comprou, e à sua
descendência; não sairá o seu poder no jubileu.
31. Todavia as casas
das aldeias que não têm muro ao redor serão consideradas como o campo da terra;
poderão ser remidas, e sairão do poder do comprador no jubileu.
32.
Também, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua
possessão, terão eles direito perpétuo de remi-las.
33. E se alguém
comprar dos levitas uma casa, a casa comprada e a cidade da sua possessão sairão
do poder do comprador no jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a
sua possessão no meio dos filhos de Israel.
34. Mas o campo do
arrabalde das suas cidades não se poderá vender, porque lhes é possessão
perpétua.
35. Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado, e lhe
enfraquecerem as mãos, sustentá-lo-ás; como estrangeiro e peregrino viverá
contigo.
36. Não tomarás dele juros nem ganho, mas temerás o teu Deus,
para que teu irmão viva contigo.
37. Não lhe darás teu dinheiro a
juros, nem os teus víveres por lucro.
38. Eu sou o Senhor vosso Deus,
que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser o vosso
Deus.
39. Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a
ti, não o farás servir como escravo.
40. Como jornaleiro, como
peregrino estará ele contigo; até o ano do jubileu te servirá;
41.
então sairá do teu serviço, e com ele seus filhos, e tornará à sua família, à
possessão de seus pais.
42. Porque são meus servos, que tirei da terra
do Egito; não serão vendidos como escravos.
43. Não dominarás sobre
ele com rigor, mas temerás o teu Deus.
44. E quanto aos escravos ou às
escravas que chegares a possuir, das nações que estiverem ao redor de vós, delas
é que os comprareis.
45. Também os comprareis dentre os filhos dos
estrangeiros que peregrinarem entre vós, tanto dentre esses como dentre as suas
famílias que estiverem convosco, que tiverem eles gerado na vossa terra; e vos
serão por possessão.
46. E deixá-los-eis por herança aos vossos filhos
depois de vós, para os herdarem como possessão; desses tomareis os vossos
escravos para sempre; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não
dominareis com rigor, uns sobre os outros.
47. Se um estrangeiro ou
peregrino que estiver contigo se tornar rico, e teu irmão, que está com ele,
empobrecer e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou à
linhagem da família do estrangeiro,
48. depois que se houver vendido,
poderá ser remido; um de seus irmãos o poderá remir;
49. ou seu tio,
ou o filho de seu tio, ou qualquer parente chegado da sua família poderá
remi-lo; ou, se ele se tiver tornado rico, poderá remir-se a si
mesmo.
50. E com aquele que o comprou fará a conta desde o ano em que
se vendeu a ele até o ano do jubileu; e o preço da sua venda será conforme o
número dos anos; conforme os dias de um jornaleiro estará com ele.
51.
Se ainda faltarem muitos anos, conforme os mesmos restituirá, do dinheiro pelo
qual foi comprado, o preço da sua redenção;
52. e se faltarem poucos
anos até o ano do jubileu, fará a conta com ele; segundo o número dos anos
restituirá o preço da sua redenção.
53. Como servo contratado de ano
em ano, estará com o comprador; o qual não dominará sobre ele com rigor diante
dos teus olhos.
54. E, se não for remido por nenhum desses meios,
sairá livre no ano do jubileu, e com ele seus filhos.
55. Porque os
filhos de Israel são meus servos; eles são os meus servos que tirei da terra do
Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.
[Levítico 26]Levítico
26
1. Não fareis para vós ídolos, nem para vós
levantareis imagem esculpida, nem coluna, nem poreis na vossa terra pedra com
figuras, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o Senhor vosso
Deus.
2. Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário.
Eu sou o Senhor.
3. Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os
meus mandamentos e os cumprires,
4. eu vos darei as vossas chuvas a
seu tempo, e a terra dará o seu produto, e as árvores do campo darão os seus
frutos;
5. a debulha vos continuará até a vindima, e a vindima até a
semeadura; comereis o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa
terra.
6. Também darei paz na terra, e vos deitareis, e ninguém vos
amedrontará. Farei desaparecer da terra os animais nocivos, e pela vossa terra
não passará espada.
7. Perseguireis os vossos inimigos, e eles cairão
à espada diante de vós.
8. Cinco de vós perseguirão a um cento deles,
e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante
de vos.
9. Outrossim, olharei para vós, e vos farei frutificar, e vos
multiplicarei, e confirmarei o meu pacto convosco.
10. E comereis da
colheita velha por longo tempo guardada, até afinal a removerdes para dar lugar
à nova.
11. Também porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha
alma não vos abominará.
12. Andarei no meio de vós, e serei o vosso
Deus, e vós sereis o meu povo.
13. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos
tirei da terra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos; e quebrei os
canzis do vosso jugo, e vos fiz andar erguidos.
14. Mas, se não me
ouvirdes, e não cumprirdes todos estes mandamentos,
15. e se
rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma desprezar os meus preceitos, de
modo que não cumprais todos os meus mandamentos, mas violeis o meu
pacto,
16. então eu, com efeito, vos farei isto: porei sobre vós o
terror, a tísica e a febre ardente, que consumirão os olhos e farão definhar a
vida; em vão semeareis a vossa semente, pois os vossos inimigos a
comerão.
17. Porei o meu rosto contra vós, e sereis feridos diante de
vossos inimigos; os que vos odiarem dominarão sobre vós, e fugireis sem que
ninguém vos persiga.
18. Se nem ainda com isto me ouvirdes,
prosseguirei em castigar-vos sete vezes mais, por causa dos vossos
pecados.
19. Pois quebrarei a soberba do vosso poder, e vos farei o
céu como ferro e a terra como bronze.
20. Em vão se gastará a vossa
força, porquanto a vossa terra não dará o seu produto, nem as árvores da terra
darão os seus frutos.
21. Ora, se andardes contrariamente para comigo,
e não me quiseres ouvir, trarei sobre vos pragas sete vezes mais, conforme os
vossos pecados.
22. Enviarei para o meio de vós as feras do campo, as
quais vos desfilharão, e destruirão o vosso gado, e vos reduzirão a pequeno
número; e os vossos caminhos se tornarão desertos.
23. Se nem ainda
com isto quiserdes voltar a mim, mas continuardes a andar contrariamente para
comigo,
24. eu também andarei contrariamente para convosco; e eu, eu
mesmo, vos ferirei sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.
25.
Trarei sobre vós a espada, que executará a vingança do pacto, e vos aglomerareis
nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão
do inimigo.
26. Quando eu vos quebrar o sustento do pão, dez mulheres
cozerão o vosso pão num só forno, e de novo vo-lo entregarão por peso; e
comereis, mas não vos fartareis.
27. Se nem ainda com isto me
ouvirdes, mas continuardes a andar contrariamente para comigo,
28.
também eu andarei contrariamente para convosco com furor; e vos castigarei sete
vezes mais, por causa dos vossos pecados.
29. E comereis a carne de
vossos filhos e a carne de vossas filhas.
30. Destruirei os vossos
altos, derrubarei as vossas imagens do sol, e lançarei os vossos cadáveres sobre
os destroços dos vossos ídolos; e a minha alma vos abominará.
31.
Reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não
cheirarei o vosso cheiro suave.
32. Assolarei a terra, e sobre ela
pasmarão os vossos inimigos que nela habitam.
33. Espalhar-vos-ei por
entre as nações e, desembainhando a espada, vos perseguirei; a vossa terra será
assolada, e as vossas cidades se tornarão em deserto.
34. Então a
terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis
na terra dos vossos inimigos; nesse tempo a terra descansará, e folgará nos seus
sábados.
35. Por todos os dias da assolação descansará, pelos dias que
não descansou nos vossos sábados, quando nela habitáveis.
36. E,
quanto aos que de vós ficarem, eu lhes meterei pavor no coração nas terras dos
seus inimigos; e o ruído de uma folha agitada os porá em fuga; fugirão como quem
foge da espada, e cairão sem que ninguém os persiga;
37. sim, embora
não haja quem os persiga, tropeçarão uns sobre os outros como diante da espada;
e não podereis resistir aos vossos inimigos.
38. Assim perecereis
entre as nações, e a terra dos vossos inimigos vos devorará;
39. e os
que de vós ficarem definharão pela sua iniqüidade nas terras dos vossos
inimigos, como também pela iniqüidade de seus pais.
40. Então
confessarão a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, com as suas
transgressões, com que transgrediram contra mim; igualmente confessarão que, por
terem andado contrariamente para comigo,
41. eu também andei
contrariamente para com eles, e os trouxe para a terra dos seus inimigos. Se
então o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem por bem o castigo da sua
iniqüidade,
42. eu me lembrarei do meu pacto com Jacó, do meu pacto
com Isaque, e do meu pacto com Abraão; e bem assim da terra me
lembrarei.
43. A terra também será deixada por eles e folgará nos seus
sábados, sendo assolada por causa deles; e eles tomarão por bem o castigo da sua
iniqüidade, em razão mesmo de que rejeitaram os meus preceitos e a sua alma
desprezou os meus estatutos.
44. Todavia, ainda assim, quando eles
estiverem na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem os abominarei a
ponto de consumi-los totalmente e quebrar o meu pacto com eles; porque eu sou o
Senhor seu Deus.
45. Antes por amor deles me lembrarei do pacto com os
seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos das nações, para
ser o seu Deus. Eu sou o Senhor.
46. São esses os estatutos, os
preceitos e as leis que o Senhor firmou entre si e os filhos de Israel, no monte
Sinai, por intermédio de Moisés.
[Levítico 27]Levítico
27
1. Disse mais o Senhor a Moisés:
2. Fala
aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém fizer ao Senhor um voto
especial que envolve pessoas, o voto será cumprido segundo a tua avaliação das
pessoas.
3. Se for de um homem, desde a idade de vinte até sessenta
anos, a tua avaliação será de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do
santuário.
4. Se for mulher, a tua avaliação será de trinta
siclos.
5. Se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação do homem
será de vinte siclos, e da mulher dez siclos.
6. Se for de um mês até
cinco anos, a tua avaliação do homem será de cinco siclos de prata, e da mulher
três siclos de prata.
7. Se for de sessenta anos para cima, a tua
avaliação do homem será de quinze siclos, e da mulher dez siclos.
8.
Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, será apresentado perante o
sacerdote, que o avaliará conforme as posses daquele que tiver feito o
voto.
9. Se for animal dos que se oferecem em oferta ao Senhor, tudo
quanto der dele ao Senhor será santo.
10. Não o mudará, nem o trocará,
bom por mau, ou mau por bom; mas se de qualquer maneira trocar animal por
animal, tanto um como o outro será santo.
11. Se for algum animal
imundo, dos que não se oferecem em oferta ao Senhor, apresentará o animal diante
do sacerdote;
12. e o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau;
segundo tu, sacerdote, o avaliares, assim será.
13. Mas, se o homem,
com efeito, quiser remi-lo, acrescentará a quinta parte sobre a tua
avaliação.
14. Quando alguém santificar a sua casa para ser santa ao
Senhor, o sacerdote a avaliará, seja boa ou seja má; como o sacerdote a avaliar,
assim será.
15. Mas, se aquele que a tiver santificado quiser remir a
sua casa, então acrescentará a quinta parte do dinheiro sobre a tua avaliação, e
terá a casa.
16. Se alguém santificar ao Senhor uma parte do campo da
sua possessão, então a tua avaliação será segundo a sua sementeira: um terreno
que leva um hômer de semente de cevada será avaliado em cinqüenta siclos de
prata.
17. Se ele santificar o seu campo a partir do ano do jubileu,
conforme a tua avaliação ficará.
18. Mas se santificar o seu campo
depois do ano do jubileu, o sacerdote lhe calculará o dinheiro conforme os anos
que restam até o ano do jubileu, e assim será feita a tua
avaliação.
19. Se aquele que tiver santificado o campo, com efeito,
quiser remi-lo, acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação, e lhe
ficará assegurado o campo.
20. Se não o quiser remir, ou se houver
vendido o campo a outrem, nunca mais poderá ser remido.
21. Mas o
campo, quando sair livre no ano do jubileu, será santo ao Senhor, como campo
consagrado; a possessão dele será do sacerdote.
22. Se alguém
santificar ao Senhor um campo que tiver comprado, o qual não for parte do campo
da sua possessão,
23. o sacerdote lhe contará o valor da tua avaliação
até o ano do jubileu; e no mesmo dia dará a tua avaliação, como coisa santa ao
Senhor.
24. No ano do jubileu o campo tornará àquele de quem tiver
sido comprado, isto é, àquele a quem pertencer a possessão do
campo.
25. Ora, toda tua avaliação se fará conforme o siclo do
santuário; o siclo será de vinte jeiras.
26. Contudo o primogênito dum
animal, que por ser primogênito já pertence ao senhor, ninguém o santificará;
seja boi ou gado miúdo, pertence ao Senhor.
27. Mas se o primogênito
for dum animal imundo, remir-se-á segundo a tua avaliação, e a esta se
acrescentará a quinta parte; e se não for remido, será vendido segundo a tua
avaliação.
28. Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém,
daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo da sua possessão, será
vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao
Senhor.
29. Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será
resgatada; certamente será morta.
30. Também todos os dízimos da
terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao senhor; santos
são ao Senhor.
31. Se alguém quiser remir uma parte dos seus dízimos,
acrescentar-lhe-á a quinta parte.
32. Quanto a todo dízimo do gado e
do rebanho, de tudo o que passar debaixo da vara, esse dízimo será santo ao
Senhor.
33. Não se examinará se é bom ou mau, nem se trocará; mas se,
com efeito, se trocar, tanto um como o outro será santo; não serão
remidos.
34. são esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés,
para os filhos de Israel, no monte Sinai.
[Números 1]Números 1
1. Falou o Senhor a Moisés no
deserto de Sinai, na tenda da revelação, no primeiro dia do segundo mês, no
segundo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito,
dizendo:
2. Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel,
segundo as suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos
nomes de todo homem, cabeça por cabeça;
3. os da idade de vinte anos
para cima, isto é, todos os que em Israel podem sair à guerra, a esses contareis
segundo os seus exércitos, tu e Arão.
4. Estará convosco de cada tribo
um homem que seja cabeça da casa de seus pais.
5. Estes, pois, são os
nomes dos homens que vos assistirão: de Rúben Elizur, filho de
Sedeur;
6. de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai;
7. de
Judá, Nasom, filho de Aminadabe;
8. de Issacar, Netanel, filho de
Zuar;
9. de Zebulom, Eliabe, filho de Helom;
10. dos filhos
de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel, filho de
Pedazur;
11. de Benjamim, Abidã, filho de Gideôni;
12. de
Dã, Aizer, filho de Amisadai;
13. de Aser, Pagiel, filho de
Ocrã;
14. de Gade, Eliasafe, filho de o Deuel;
15. de
Naftali, Airá, Filho de Enã.
16. São esses os que foram chamados da
congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de
Israel.
17. Então tomaram Moisés e Arão a esses homens que são
designados por nome;
18. e, tendo ajuntado toda a congregação no
primeiro dia do segundo mês, declararam a linhagem deles segundo as suas
famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de
vinte anos para cima, cabeça por cabeça;
19. como o Senhor ordenara a
Moisés, assim este os contou no deserto de Sinai.
20. Os filhos de
Rúben o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes, cabeça por cabeça, todo homem
de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
21. os que
foram contados deles, da tribo de Rúben eram quarenta e seis mil e
quinhentos.
22. Dos filhos de Simeão, as suas gerações, pelas suas
famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes, cabeça por
cabeça, todo homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à
guerra,
23. os que foram contados deles, da tribo de Simeão, eram
cinqüenta e nove mil e trezentos.
24. Dos filhos de Gade, as suas
gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número
dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a
guerra,
25. os que foram contados deles, da tribo de Gade, eram
quarenta e cinco mil seiscentos e cinqüenta.
26. Dos filhos de Judá,
as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o
número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a
guerra,
27. os que foram contados deles, da tribo de Judá, eram
setenta e quatro mil e seiscentos.
28. Dos filhos de Issacar, as suas
gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número
dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a
guerra,
29. os que foram contados deles, da tribo de Issacar, eram
cinqüenta e quatro mil e quatrocentos.
30. Dos filhos de Zebulom, as
suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o
número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a
guerra,
31. os que foram contados deles, da tribo de Zebulom, eram
cinqüenta e sete mil e quatrocentos.
32. Dos filhos de José: dos
filhos de Efraim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de
seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que
podiam sair à guerra,
33. os que foram contados deles, da tribo de
Efraim, eram quarenta mil e quinhentos;
34. e dos filhos de Manassés,
as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o
número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à
guerra,
35. os que foram contados deles, da tribo de Manassés, eram
trinta e dois mil e duzentos.
36. Dos filhos de Benjamim, as suas
gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número
dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à
guerra,
37. os que foram contados deles, da tribo de Benjamim, eram
trinta e cinco mil e quatrocentos.
38. Dos filhos de Dã, as suas
gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número
dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à
guerra,
39. os que foram contados deles, da tribo de Dã, eram sessenta
e dois mil e setecentos.
40. Dos filhos de Aser, as suas gerações,
pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o numero dos nomes
dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
41. os
que foram contados deles, da tribo de Aser, eram quarenta e um mil e
quinhentos.
42. Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas
famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de
vinte anos para cima, todos os que podiam sair a guerra,
43. os que
foram contados deles, da tribo de Naftali, eram cinqüenta e três mil e
quatrocentos,
44. São esses os que foram contados por Moisés e Arão, e
pelos príncipes de Israel, sendo estes doze homens e representando cada um a
casa de seus pais.
45. Assim todos os que foram contados dos filhos de
Israel, segundo as casas de seus pais, de vinte anos para cima, todos os de
Israel que podiam sair à guerra,
46. sim, todos os que foram contados
eram : seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.
47. Mas os
levitas, segundo a tribo de e seus pais, não foram